Rumo à Customização – Parte Final – Adequando o Sistema

Na última parte deste artigo, apresentaremos uma solução bem interessante para o ajuste de nosso sistema.

Quando finalizei a parte 3 deste artigo, mencionei que abordaria uma alternativa que poderia ajudar muito no ajuste de um sistema de som, e que estava ao alcance de todos. Afinal, construir caixas e ajustá-las pode não ser uma opção viável para muitos, e esta nova solução vai muito além disso, demonstrando ser bastante versátil para o que queremos.

Demorei um pouco para publicar esta conclusão, mas esta alternativa ainda estava em testes, e era preciso ter certeza de sua eficácia antes de sugerí-la aqui. Foram meses de inúmeros testes, e agora posso apresentá-la aqui com muita segurança.
Trata-se do Anti-Mode 2.0 Dual Core, que já testamos aqui.

Para não tornar este capítulo muito extenso, recomendo a leitura daquele teste, que deve ser de grande ajuda para entendermos a proposta que fazemos aqui.

Este não é o único dispositivo que realiza a função de corrigir o sistema adaptando-o para as condições acústicas de seus componentes e de sua sala, mas, foi o primeiro que testei que mostrou uma versatilidade muito grande para que possamos fazer diversas correções em busca do ajuste ideal.
Não acredite mais nesta história de cabos para fazer o ajuste fino de um sistema. Eles não se prestam para isso. Não temos nenhum controle preciso com eles, mas somente um “mascaramento” do problema, pois um cabo não é capaz de realizar qualquer correção com precisão, muito menos seletiva. Ele atua de forma muito ampla e sem qualquer possibilidade de regulagem sobre o seu comportamento num sistema.
Upgrades” de cabos podem ser a alegria de fabricantes que vendem cabos a preço de caviar, de veículos de “desinformação” que faturam com a representação e a publicidade destes produtos, mas não são soluções reais para o audiófilo que busca uma solução realmente adequada às suas necessidades.

O Anti-Mode, além de ser um ótimo DSP (processador de sinal digital), possui uma infinidade de ajustes que vão desde curva de “loudness” até um sofisticado equalizador paramétrico. E isto muito nos interessa.

Como já comentamos durante o desenvolvimento deste tema, a sala e outros fatores físicos da instalação provocam alterações significativas na linearidade da curva de resposta do sistema, e corrigir isso através dos meios tradicionais é uma “missão quase impossível”. E, acredite, mesmo “salas de referência”, muito bem tratadas acusticamente e com todos os demais cuidados necessários para uma boa instalação (posicionamento de caixas, equipamentos instalados fora da sala de audição, etc.), apresentam problemas que jamais poderão ser corrigidos sem provocar novos problemas colaterais.

O Anti-Mode, além de realizar esta correção, também permite outro ajuste que buscávamos desde o início desta série de artigos, que é adequar o sistema aos nossos ouvidos, corrigindo também a nossa curva de audição para nos trazer o “som real”, como foi a intenção do músico, e não o som gravado ou “ao vivo”, que também é influenciado pela nossa audição. Esta é uma diferença importante onde muitos se mostram resistentes em aceitar, mas, é um fato, e não poderão fugir dele por muito tempo.
É o mesmo que a velha regra de gastar entre 10 e 15% do valor do sistema com cabos, que muitos defenderam no passado, mas que agora defendem o contrário, mesmo nós já há muito tempo afirmando que isso era uma grande bobagem.
A correção do sistema veio para ficar, e sem ela nunca conseguiremos atingir o melhor resultado da nossa instalação, por mais que gastemos fortunas com equipamentos e ajustes que normalmente se mostram bastante limitados e pouco eficazes.

A vantagem do Anti-Mode é que a primeira calibração (da sala, equipamentos, etc.) ele faz de forma automática, mas ainda deixando a possibilidade de alterar esta calibração para atender alguma necessidade mais específica.
O segundo ajuste, do sistema de um modo geral para se adequar à nossa audição, é mais trabalhoso. Pode ser feito “de ouvido”, para quem deseja um ajuste “subjetivo” do sistema, mais adequado ao seu gosto. Não que isso nos afaste muito do ajuste ideal. Dependendo de como for feito, esse ajuste pode fornecer um resultado bem interessante.

Mas, como já dissemos antes, o ideal é conhecer nossa “curva pessoal de audição”, através de uma audiometria de ampla faixa, e então fazer uma “leitura” da resposta de nosso sistema através do sistema de medições do Anti-Mode. Tenho certeza que somente nesta etapa muitos já ficarão muito surpresos com as variações encontradas, que nada se parecem com aquelas curvas planas “bonitinhas” que estamos acostumados a ver estampadas em gráficos de caixas e equipamentos.
Depois desta etapa, não tem jeito, é preciso paciência para se sentar num canto calmo e tranquilo e analisar com muito cuidado o gráfico apresentado, para então ajustar os diversos filtros do equalizador paramétrico do Anti-Mode e corrigir os desvios encontrados. E aqui é preciso um pouco de matemática.

Imaginemos que o nosso sistema de som, como um todo, apresente um vale (queda) de 6 dB em 8 kHz, mas que nossos ouvidos também apresentem uma queda de 3 dB nesta mesma frequência. Temos uma perda total de intensidade sonora que deve ser corrigida com uma intensidade proporcionalmente contrária (reforço) pelo equalizador paramétrico, e com uma faixa de atuação suficiente para não corrigir mais do que o necessário, ou de forma insuficiente, na curva de resposta.
Perceba que agora não temos subjetividade na análise, mas uma real medição de resultados.
Até um ajuste de “toe-in” pode ter seus resultados “visualizados” com precisão, desfazendo qualquer dúvida de ordem subjetiva.

O ajuste da curva de audição pode ser feito utilizando a curva padrão de audição humana, aproximando os resultados daquele que seria o real “médio”, talvez mais próximos à intenção do músico (lembre-se ainda do efeito “loudness” onde o comportamento de nossos ouvidos mudam significativamente com o volume do som).

Veja que interessante estamos fazendo ao ajustar o nosso sistema para o som real e não o som ao vivo, este que também seria percebido de forma incorreta pela nossa curva particular de audição.
Esta é a idéia proposta inicialmente na primeira parte deste artigo, que agora estamos vendo que é possível de ser conseguida.
Quer um ajuste ainda mais preciso? Leia um pouco sobre as características da audição humana nos inúmeros artigos científicos encontrados até mesmo na internet, de fontes seguras e de pesquisadores e especialistas no assunto.
Não se deixe levar pelas abordagens feitas pelos inúmeros avaliadores e “especialistas” de áudio que vivem às margens de suas teorias e percepções subjetivas. Há muito material sério e bastante conclusivo sobre o comportamento da audição humana.

Não vou entrar em detalhes sobre o Anti-Mode, pois isso já foi feito durante o teste do equipamento. Também não entrarei em detalhes sobre seus ajustes, já que são amplos e já foram abordados também naquela avaliação, e também não entrarei em detalhes do comportamento de nosso sistema auditivo, pois isso necessitaria de muitas páginas para ser precisamente abordado. Mas, coloco agora como objetivo para um próximo artigo o de iniciar uma abordagem sobre este tema que se mostra bastante interessante também, e muito esclarecedor para colocar um fim às inúmeras especulações e às muitas bobagens que são enunciadas neste hobby.
Recentemente, conversando com um amigo que é médico especialista em audição, ele me disse que alguns comentários chegam a ser realmente cômicos, da forma como nós, leigos no assunto, interpretamos alguns comportamentos sobre áudio.

Uma coisa é certa, não é mais possível admitirmos que avaliações “de orelha”, recheadas dos termos mais absurdos possíveis, e com base em percepções totalmente pessoais, possam ainda orientar com precisão aquele que busca atingir um elevado grau de fidelidade em seus sistemas. Assim como não deixaríamos um “entusiasta” sobre o corpo humano proceder à uma cirurgia em nosso coração, não podemos desprezar este conhecimento científico de profissionais capacitados e competentes que podem nos auxiliar muito nesta trajetória que talvez não seja tão complexa como imaginamos, mas que assim parece diante de tanta confusão de idéias criada pelo mercado, de pessoas que acreditam ter ouvidos planos, precisos e perfeitamente eficientes para julgarem com uma precisão aparentemente científica e que, talvez, tenham seus interesses voltados em outras direções de ordem “mais pessoal”.

Quando comentei com este amigo médico (que estou tentando convencer para escrever para nós me poupando de muito tempo gasto em trabalho e pesquisas) a intenção e os objetivos deste artigo, ele me respondeu: “E aí, qual a novidade? Isso é o óbvio!!!”
Mas, talvez não seja tão óbvio assim para nós audiófilos que vivemos de uma confusão de opiniões diferentes divulgadas em fóruns, revistas, sites especializados, etc.
Tudo isso acontece porque não temos o conhecimento científico ao nosso favor, a não ser alguns poucos privilegiados profissionais da área, como ficou demonstrado em uma recente correspondência que recebi, de outro especialista médico, que comentou positivamente sobre esta abordagem, dizendo que há muito tempo se limita a ler somente reportagens sobre lançamentos de produtos, para se manter atualizado com as ofertas de mercado, mas que não consegue aceitar a forma como estes produtos são testados e avaliados.

Concluo aqui a idéia que queria apresentar sobre a customização de sistemas de som, tentando demonstrar que ouvimos de forma diferente, mesmo ao vivo, mas que é possível seguir numa direção um pouco diferente daquela habitual e atingir uma precisão maior em nossos resultados.

Eu posso garantir que quem colocar em prática as idéias aqui sugeridas não vai se arrepender. Este artigo foi escrito de forma honesta, sem qualquer objetivo de ordem pessoal, e pode significar uma mudança positiva nos rumos do áudio hi-end. Eu acredito nisso, e por isso dediquei este tempo em pesquisas, testes e na tentativa de levar estes resultados para o leitor do Hi-Fi Planet da forma mais compreensível possível, pois sei que a resistência sobre algo novo é muito grande para algumas pessoas.
Mas, aqui temos uma vantagem. Não se trata de um trabalho subjetivo de resultados suspeitos, mas da aplicação prática de conceitos científicos reais, do nosso mundo, e com resultados que podem ser medidos, visualizados e percebidos auditivamente, de forma clara e aberta para todos, sem qualquer especulação.
Acho que a minha empolgação é bastante evidente, e ficou ainda mais visível no teste do Anti-Mode, onde consegui colocar plenamente em prática todas as idéias aqui expostas. Este aparelhinho chegou no melhor momento possível, quando eu desenvolvia este trabalho.

Eu não podia esquecer de mencionar outro fato importante. Os testes que realizei me mostraram algo interessante e que precisa ser dito aqui. É possível obter um excelente resultado de um sistema simples e barato aplicando as técnicas aqui sugeridas, deixando muitos sistemas do mais alto nível hi-end e de preços elevados, porém desajustados, muito atrás em termos de fidelidade sonora. Observei isso em vários sistemas que até então pareciam “perfeitos”, pelo simples fato de ter juntado bons produtos em salas supostamente bem ajustadas.

Não tenham receio de testar. A surpresa será muito grande, e um novo horizonte se abrirá ao audiófilo que há muito tempo busca atingir um resultado satisfatório de seus sistemas.

PARTE 1 – Clique AQUI

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PARTE 3 – Clique AQUI

9 Comentários em Rumo à Customização – Parte Final – Adequando o Sistema

  1. Vou colocar em prática estas ideias. Vou relatar as minhas experiências aqui depois, mas estou bastante confiante na melhora do meu sistema.
    Obrigado.

  2. MEU DEPOIMENTO

    Boa tarde Eduardo!!!

    Gostaria de compartilhar contigo os resultados que eu obtive com seu excelente tratado sobre a personalização de um sistema de áudio.

    Sou um apaixonado por áudio desde garoto, hoje com 49 anos. Meu filho seguiu com o mesmo interesse, e hoje com 22 anos é um parceiro de longas audições, é claro que com gostos ligeiramente diferentes, mas sabemos respeitar as diferenças.

    Meu sistema de som é formado por equipamentos Meridian, Esoteric e caixas Dynaudio, escolhidos a dedo para ter o melhor desempenho possível. Foi uma longa busca por marcas e modelos, pois não confio nem um pouco em reviews de revistas.

    Quando li pela primeira vez sobre a sua indagação da referência do som ao vivo para calibrar um sistema de som, sugerindo que este não seria o ajuste ideal, eu pensei – Este sujeito é louco!!! (risos…)
    Li e reli várias vezes a sua ponderação sobre o tema, e depois comecei a acompanhar o desenrolar dos textos – Rumo à Customização.
    Comecei então a compreender melhor a sua exposição, que começou a me parecer mais lógica. Eu e meu filho ficamos fascinados com a idéia.

    Trabalho como gerente de recursos humanos de uma multinacional italiana, e conversando um dia com um médico de nosso ambulatório ele comentou que realmente a nossa percepção auditiva é muito rica em diferenças individuais, e que suas sugestões faziam sentido.
    Pedi para ele me conseguir uma avaliação auditiva, e ele conseguiu que um laboratório que trabalha conosco fizesse uma avaliação de ampla faixa, pois o exame feito para admissão e demissão são muito básicos e pouco precisos, segundo ele. O laboratório teve que preparar um exame específico, e soube que até o equipamento sofreu ajustes para atender à minha solicitação. Depois de muita insistência de minha parte, meu filho também topou a aventura comigo.

    Quando recebemos o resultado (que lhe encaminho por email pois não consegui publicar aqui) tomamos um susto. São dois gráficos de pontos unidos, um do ouvido direito e outro do esquerdo. Ele foi emitido por computador com um arranjo um pouco diferente, pois o gráfico padrão não atendia a nossa necessidade.
    Pois bem, as diferenças eram grandes, tanto de um ouvido para o outro como dos meus para o meu filho. E ao contrário do que se poderia esperar, o resultado do meu filho foi ligeiramente pior que o meus em alguns pontos (muitos risos…).

    Por sugestão da médica que realizou o exame, o fizemos logo pela manhã quando os ouvidos estão mais descansados segundo ela, e mesmo assim ela nos deixou numa sala de espera por quase meia hora para “estabilizar” a sensibilidade dos ouvidos, pois, ainda segundo ela, o próprio ruído do trânsito pode causar variações que poderiam comprometer os resultados.

    Apesar de um gráfico ligeiramente mais linear em alguns pontos, meus ouvidos apresentaram diferenças de até quase 20 decibéis dentro da faixa média de audição, com uma queda mais abrupta nas extremidades, como você poderá notar nos gráficos.
    Como ainda eu não havia lido a finalização do seu tratado, a última parte que fala do dispositivo de correção, resolvi tentar uma solução caseira.
    Resgatei da quartinho de bagunças de casa um velho equalizador GE-400 da Cygnus, abandonado há muitos anos e muito usado com um antigo sistema Gradiente/Akai que eu tinha.
    Segundo o que diziam os puristas, usar equalizador num sistema de alto nível era um crime, e como não consegui vendê-lo na época, restou sem uso.
    Sei que é um modelo bem limitado e que não permite muitos ajustes. Pelo que eu entendi, um equalizador paramétrico é mais preciso que um gráfico.
    Mesmo assim, fiz alguns ajustes para tentar “compensar” parcialmente as variações de minha curva de audição, infelizmente sem poder medir a interação da sala e dos componentes do sistema que segundo seus tratados devem ser levados em conta também.
    Parti da premissa que tudo estava em flat, já que trata-se de equipamentos de boa reputação, e a sala recebeu um tratamento acústico mínimo na época sugerido por um especialista da Accuskraft.

    Depois de feito este ajuste bem básico e longe ainda do que você recomenda, tomamos o segundo susto, pois houve uma significativa melhora de qualidade geral com muita informação nova, vozes mais presentes e detalhes mais nítidos, apesar de um chiado de fundo que acredito ser consequência do projeto antigo do Cygnus.
    Foi uma grande surpresa para nós. Ficamos como bobos procurando discos e mais discos para ver o que havia acontecido com eles depois destas mudanças. Alternamos os ajustes do equalizador para as compensações de meu filho e para a minhas próprias.
    O curioso é quem sem os ajustes, trocando opiniões sobre nossas percepções, elas eram realmente um pouco divergentes, mas com os ajustes individuais nossas percepções passaram a ser bastante parecidas, foi quando demos conta que realmente antes estávamos ouvindo coisas diferentes.

    Minha maior surpresa foi com os agudos. Houve uma significativa melhora geral, mas os agudos me impressionaram. Com o reforço aplicado no final da faixa muita coisa surgiu de forma clara e evidente, com detalhes e clareza, que eu antes não percebia assim.
    Apesar dos riscos que corri em não considerar os efeitos do sistema, como você recomenda, o resultado final me deixou bastante feliz. Acho que nunca tive tanta satisfação em escutar os meus discos como agora.
    Depois dessa experiência, ampliei os testes para a instalação de home cinema. Os shows ganharam vida e os detalhes da sonorização dos filmes pareceram bem mais reais, se é que podemos agora falar em real ou não, pois tudo agora fica muito confuso.
    Infelizmente o chiado continuou lá, incomodando menos em filmes, mas ainda perceptível, e os controles também apresentaram alguns ruídos chatos quando movimentados, talvez por ter entrado muito pó no aparelho.
    Percebi ainda um melhor posicionamento dos músicos no palco sonoro em estéreo e também maior profundidade, coisas que achei que seriam perdidas pelo projeto “fraco” do Cygnus.

    Enfim descobri que esta filosofia do som “FLAT” se mostrou superada nos testes, comprovando algo que como disse no começo me pareceu uma loucura.
    O mais curioso é que depois destes testes eu e meu filho recentemente visitamos uma tradicional loja de som de São Paulo que revende equipamentos hi-end, com a intenção de encontrar um equalizador paramétrico de nível mais elevado de qualidade e desempenho.
    Infelizmente esta loja e outras que consultamos posteriormente não dispunham desse tipo de equipamento. Mas, curiosamente, comentando com o diretor da loja ele me disse que realmente esta filosofia de ajuste personalizado do sistema era bastante interessante, e que ele também tinha lido os seus textos e estava bastante inclinado a fazer algumas experiências.
    Concordamos que seus tratados foi uma das coisas mais interessantes que surgiu nesta área, sempre congestionada de informações confusas e contraditórias.

    Quero primeiramente lhe agradecer pela interessante contribuição, e lhe dizer que o seu blog se tornou para mim e para o meu filho a única fonte confiável de informações, pois já cansamos de ler tantas bobagens e de participar (principalmente o meu filho) de discussões inúteis de achismos onde cada um tem uma opinião distinta, mas que no final nada se prova.

    Esta descoberta me abriu um mundo novo de experiências, e agora vou aprimorar ainda mais estas experiências com as suas últimas abordagens na parte final deste tratado.
    Mas, não podia deixar de publicar aqui este relato que acredito que servirá de incentivo para muitos outros leitores que pensam em seguir o mesmo caminho. É trabalhoso, requer alguma dedicação principalmente para realização de uma exame audiométrico correto, mas vale a pena. Posso afirmar que foi o melhor upgrade que fiz até hoje, não sei se em meu sistema, nos meus ouvidos ou nos dois, mas que deu resultado isso é certo.

    Agrademos muito, eu e meu filho, pela sua ajuda e por compartilhar conosco todas as experiências que você realiza. Muitas sugestões eu já coloquei em prática, melhorando a instalação elétrica da sala, realizando uma limpeza de rotina das conexões, usando cabos de qualidade e outras, e continuamos acompanhando as suas preciosas dicas.

    Te enviei também meu endereço e telefone por email, para que se puder nos visitar para ver de perto o que já fizemos.
    Meu filho vai casar no final deste ano, e já estamos atrás de finalizar a sala de áudio e home cinema dele, e desta vez com esta premissa de personalização do som com prioridade. Estamos ansiosos pelos resultados.

    Muita saúde, paz e sucesso.

    Mais uma vez, deixo aqui o nosso reconhecimento e agradecimento pela sua ajuda.

    Abraços

    Mauro

  3. Olá Mauro,

    Agradeço imensamente pelo seu relato.
    Poucas vezes tenho algum retorno sobre algumas sugestões que coloco aqui no site.

    Fico feliz de ter colaborado de alguma forma para a melhoria do seu sistema.

    Gostaria que, por gentileza, me autorizasse a entrar em contato com o laboratório que realizou as avaliações audiométricas (tenho os dados no laudo que me enviou), e me permitisse discutir alguns aspectos dos exames que vocês realizaram, apenas para me aprofundar um pouco na parte prática destes testes.

    Obrigado,

    Eduardo

  4. Eduardo

    Fique à vontade, por favor.
    Lhe forneci estes resultados justamente para que pudessem lhe ser úteis.
    Se quiser entrar em contato com o médico aqui da empresa para facilitar o contato, por favor ligue para ………

    Abraços

    Mauro

  5. Prezado Dr. Eduardo,

    Somos grandes admiradores do seu site.
    Está bem claro para nós que a sua intenção é separar o joio do trigo neste mercado de áudio, e não é para menos, já que o que lemos de bobagens nas diversas publicações impressas e virtuais não é brincadeira.

    Suas abordagens são brilhantes, e esta sobre a customização de sistemas de som nos chamou a atenção logo que começou a ser tratada aqui. Na nossa opinião, é uma revolução na maneira de abordar a forma de ouvir música, pois coloca o ouvinte como o centro de tudo, e não mais os equipamentos. O sistema é montado em torno dele, e não mais baseado em conceitos já há muito superados.

    Percebemos de cara uma forte resistência a esta idéia (aliás o seu blog sempre foi motivo da manifestações contrárias pelos mais diversos e execráveis interesses), mas a cada dia que passa temos encontrado pessoas que aplicam suas sugestões e se mostram muito felizes com os resultados.
    Fazemos parte deste grupo de pessoas, e gostaríamos aqui de deixar nosso relato como uma forma de reconhecimento e de agradecimento pelo trabalho que você faz (me permita chamá-lo de você com carinho e admiração).

    Nunca nos importamos se você atuava comercialmente ou não no mercado de áudio, a até achamos que deveria, pois você tem muito mais a oferecer do que a maioria dos irresponsáveis que nele atuam.
    Mas, é nítido como as suas abordagens incomodam o mercado “esperto”. Nos recordamos quando você começou a preparar o terreno para entrar na abordagem mais profunda que fez, aliás, de forma bem inteligente, pois foi preparando o leitor para o que viria em seguida. Acompanhamos numa tradicional publicação sobre o assunto uma visível bronca com o que você escrevia, e manifestações indiretas sobre as sua abordagens.
    Mas, os argumentos que esta publicação adotou foram tão infantis e fracos que acabou somente por mostrar o grau de ignorância que tinha sobre o assunto.

    Recordamos, ainda, certa vez quando você mencionou que ouvíamos de forma diferente, que a publicação em questão sugeriu que então não poderíamos reconhecer os mesmos sons. Aquilo para mim foi um grande absurdo.
    É claro que qualquer um pode ver com maior ou menor nitidez um objeto, e conseguir reconhecê-lo. Certamente qualquer um saberá o que é um fusca sendo ele desenhado com apenas uma linha realizando o seu contorno básico. Ou a publicação não entendeu nada, ou fingiu burrice para argumentar contra a idéia.
    Acompanhamos tudo isso, e ficamos satisfeitos em ver que nenhuma destas críticas impediram você de continuar com a sua caminhada, para a nossa sorte, pois nós leitores do Hi-Fi Planet é quem ganhamos com isso.

    Sou médico “quase” aposentado, toco piano e clarinete, e sou amante da boa música desde criança, me considerando hoje um audiófilo mais experiente.
    Acho que como muitos acreditei que o áudio era só equipamentos, e ao longo da minha vida gastei uma pequena fortuna com isso. Quando estes “doutores” do hi-end começavam a engatinhar, eu já possuía em casa um sistema de som mais caro que o meu carro, aliás, como vários de nós aqui.

    Apesar de todo o investimento e a atualização de nossos equipamentos, sempre questionávamos a nossa própria capacidade de ouvir. Como médicos, é óbvio que compreendemos as limitações de nosso sistema auditivo. Apesar de minha especialidade ser outra, sempre troquei informações mais detalhadas com alguns colegas especialistas no assunto, um deles presente aqui. Aliás, muitos deles também se converteram à audiofilia por influência minha.
    Era comum em nossos encontros discutirmos sobre a percepção que cada um tinha do som, e percebermos que realmente haviam diferenças significativas na forma de ouvir.
    Sempre conversávamos sobre isso, mas nunca tivemos esta idéia de adequar o sistema às nossas características de audição individuais.

    Recentemente, por sugestão sua, realizamos alguns exames audiométricos, e ficamos bastante surpresos com os resultados. Não havia uma curva sequer igual nas amostras avaliadas.
    Mesmo colegas mais jovens mostraram variações significativas e que começaram a explicar certas observações que fazíamos durante as audições. Alguns comentários eram: – essa caixa tem muito agudo – ou – falta agudo nesta caixa. Ainda: – 0 som parece abafado – os médios são incômodos – prefiro esta gravação que me parece mais real – não consigo ouvir neste volume – etc.
    Os comentários sempre foram variados, e sempre respeitamos estas diferenças como algo natural para nós.

    Depois de realizarmos estes exames e de interpretarmos os resultados diante daquilo que cada um mencionava, parece que uma mágica aconteceu, pois tudo se encaixou perfeitamente. Os exames comprovaram as percepções que cada um tinha.
    Foi uma experiência fantástica. O que parecia diante de nossos narizes só ficou finalmente claro depois de sua abordagem aqui no Hi-Fi Planet.

    Depois disso, adquirimos um equalizador Avalon AD2055, comprado em uma viagem que eu fiz recentemente à Inglaterra. Talvez você o conheça, mas trata-se um um modelo de excelente nível, que custa em média 5.000 dólares nas lojas especializadas, mais os impostos aqui, o que na época elevou o seu preço para mais de 15 mil reais.
    Posso afirmar que este foi o melhor investimento que eu e meus amigos fizemos, tanto que cada um hoje já pensa em aquirir o seu ou experimentar o Anti Mode que você avaliou recentemente.
    E veja que somente as minhas caixas acústicas custaram mais de 90 mil reais na época, e isto pela forma como eu as trouxe, porque aqui chegavam perto dos 150 mil !!!
    Porque chamamos isso do melhor investimento? Um colega nosso dispõe de um sistema bem mais simples, custando no máximo 40 mil reais tudo.
    Porém, com o sistema “customizado”, ou equalizado com o Avalon, ele ficou melhor que os sistemas mais caros dos demais colegas antes de equalizar.
    O som ganha mais realismo, nitidez, muito mais extensão e um equilíbrio incrível. E veja que a maioria de nós tem sala tratada acusticamente e instalações bem executadas. Um ainda utilizou os serviços de assessoria de alguém bem conhecido de nós.
    Nada se compara em termos de resultado final com um sistema bem ajustado para o mundo real, ou seja, para os nossos ouvidos.

    Ficamos muito surpresos e felizes com os resultados, e nunca tivemos tanto prazer em ouvir música como temos agora. A cada velho e conhecido disco que colocamos para tocar, somos tomados pela surpresa de ouví-lo como nunca ouvimos antes.

    Esse depoimento deve ficar aqui registrado em forma de um profundo agradecimento de todos nós. Esta noite decidimos lhe escrever para isso, pois foi a sua preciosa contribuição que tornou isso possível. E saber que teve quem pagou caro para um consultor que não chegou sequer perto de uma solução como esta. Aliás, este que utilizou seus “ouvidos de ouro” como única ferramenta. Hoje entendemos que ele também deve ouvir ao seu modo, e por isso jamais conseguiria nos atender de forma eficiente.

    Te encaminharemos nossos telefones e endereços por email, e ficaríamos felizes de vir nos visitar quando vier para esta região.

    Caríssimo Eduardo, nossos mais sinceros e empolgados agradecimentos.

    Que você continue sendo esta pessoa maravilhosa que é, e que continue a ajudar nós pobres audiófilos a sair dessa gaiola que é o nosso mercado hoje e possamos ganhar um novo mundo de possibilidades. Pois, dependendo do que está aí hoje, seremos sempre direcionados a gastar desnecessariamente numa direção contrária de onde deveríamos seguir.

    Um grande e forte abraço de todos nós.

    Dionísio
    Francisco
    Xavier
    João Paulo
    Marcondes
    Dráusio
    Paulo Santin
    Milton
    Claudemir
    Marcos

  6. Dionísio e Amigos,

    Muito obrigado pelas considerações e por nos trazer o seu depoimento.

    Um abraços a todos

    Eduardo

  7. Mais um feliz praticante dos ensinamentos do Mestre Eduardo… :-)
    Em breve posto aqui um relato completo, mas meu sistema ficou outro.
    Segui cada orientação, desde o teste audiométrico até o ajuste (bem básico ainda) tomando como base uma análise de RTA da sala e com referência a minha resposta de audição.
    Sensacional !!!!
    Só ouvindo para crer. Aliás, só acreditando para ouvir… :-)

    Uma curiosidade… li na Audio Magazine que um teste do número de vezes que determinado instrumento era ouvido indicava se o sistema era verdadeiramente hi-end ou não. Pois bem, o meu micro sistema da Sony de 400 reais do quarto atingiu o número máximo. E aí? Ele é hi-end então?
    Posso vender o meu sistema da sala dedicada de mais de 40 mil e manter só o meu sonyzinho?
    Tô achando que estes testes são furados.
    Um abraço para a galera do Planet !!!!!!!!!!!!

  8. Sandro,

    Não deixe de postar aqui em detalhes as suas experiências.

    Tal fato aconteceu comigo também e com outro colega (no caso dele no carro com um CD player de pouco mais de 200 reais).
    Isso demonstra o equívoco de analisar algo com critérios e metodologias exclusivamente subjetivas.
    Ouvimos de forma diferente, e temos que aceitar isso.

    Abraços

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