Oppo Blu-Ray Player BDP-83 – 3ª Parte


Desempenho em áudio

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Acredito que o áudio tenha um peso muito grande na reprodução, afinal, o seu envolvimento às vezes chega a ser maior que a própria imagem, principalmente em shows.

Os níveis sonoros foram calibrados com um decibelímetro profissional.
O decibelímetro que utilizo, além de apropriado para medições mais precisas, é aferido e certificado periodicamente, por exigência do uso profissional que é feito dele.

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Realizei testes com as saídas 7.1 analógicas do Oppo amplificadas por um receiver Marantz (posteriormente com um Yamaha V 2600 e um Onkyo com decoders HD), diretamente, e depois com a configuração que uso para HT, com os canais frontais amplificados por um integrado Creek, usado até hoje como referência por algumas publicações, e caixas B&W série CDM, ambos atualizados.

O ajuste de distância é em pés.
Sabendo que seu equipamento pode ser utilizado em qualquer região, a Oppo poderia ao menos oferecer a opção de polegadas, que é uma medida padrão para trenas profissionais.

Aqui não há dúvidas. O som do Oppo é bom, realmente o que se espera de um aparelho com a tecnologia blu-ray.
Som detalhado e agradável. A diferença aqui ficou somente para os graves do Pioneer.
O Pioneer apresentou graves um pouco mais naturais e potentes, enquanto o Oppo exigiu algum reforço no ajuste, porém com o sacrifício da qualidade.

Algumas vezes o som do Oppo pareceu um pouco mais sem vida e com um menor controle dinâmico, mas nada que afete o resultado final.
Tanto o player da Marantz como o Pioneer funcionam muito bem com os meus subwoofers passivos ligados à uma amplificação Cambridge exclusiva para eles. O Oppo exigiu um reforço que comprometeu um pouco sua qualidade de graves.
A diferença para o player da Marantz era muito grande.

De qualquer forma, o Oppo também agrada em áudio para DVD e blu-ray, pelas saídas analógicas ou digitais, mas definitivamente não concordo com quem o coloca no topo da lista em qualidade de áudio. Já tive oportunidade de ouvir um blu-ray Denon em meu sistema, e seu equilíbrio era realmente impressionante, inclusive nas baixas frequências.

Não sou um “grave maníaco”, aliás, me irrita como alguns usuários de HT ajustam os seus subwoofers. Parece que tudo no áudio são graves, e o resultado é desproporcional, sem naturalidade e bastante desagradável. O grave deve compor os demais sons, e não se destacar completamente dele.

Fico completamente decepcionado quando visito feiras ou lojas e vejo o que estão fazendo com os graves. Chega a ser deprimente ver como alguns ajustam os seus sistemas e, principalmente, se preocupam tão pouco com a saúde de seus ouvidos (em muitos casos esse exagero já é justamente um resultado de problemas auditivos existentes).

O ideal é que se utilizem caixas do tipo torre no sistema, de boa qualidade, e se faça um corte no subwoofer para que ele apareça somente do extremo baixo do grave, e mesmo assim sem reforço adicional, apenas como um complemento dos graves.

Alguns famosos estúdios, que inclusive produzem as melhores trilhas sonoras do cinema, utilizam essa solução, utilizando, por exemplo, pesadas caixas torres (B&W 801 ou 802) complementadas por subwoofers com um corte muito baixo, apenas para complemento.
Essa solução é bem mais natural do que aquela onde se joga toda a responsabilidade dos graves para os subwoofers, na maioria dos casos incapazes de produzir graves com qualidade e precisão necessárias.

Já testei inúmeros subwoofers, praticamente de todas as marcas vendidas no Brasil e muitas outras que tenho contato em viagens ao exterior, e exceto os modelos mais sofisticados da Velodyne (principalmente) e alguns poucos da B&W, pouca coisa se aproveitou.
A maioria impressiona os leigos, pelos graves fortes, mas sem qualidade.

Acabei optando justamente pela solução dos subwoofers passivos (construídos por mim – pois os poucos ainda existentes no mercado não me agradaram) com amplificação dedicada, que superou muito até estes já citados.

E, também no meu caso, as caixas torres com dois subwoofers (apenas complementando o extremo inferior dos graves), apresentaram um resultado de muito melhor nível (pode ser utilizado apenas um subwoofer, mas obtive uma ambiência melhor com dois).

Porém, essa solução exige um ajuste bem mais complicado dos graves, que a maioria dos equipamentos não são capazes de realizar, por isso são necessárias algumas habilidades e conhecimentos de eletrônica para obter o resultado desejado, fazendo com que os graves cheguem às caixas torre e aos subwoofers de forma correta. É necessária também uma sala de dimensões apropriadas e acusticamente bem tratada, senão isso também não funciona.

Para salas convencionais, recomendo a utilização das caixas ajustadas em small mesmo, mas com um bom subwoofer, trabalhando moderadamente (corretamente), nada de reforços exagerados e prejudiciais.

Os resultados se confirmaram em duas salas diferentes, usando sistemas também diferentes.

As salas de dois amigos foram utilizadas para teste. A primeira usando um receiver Yamaha, com caixas JBL de bom nível, além disso, possuía amplificação dedicada Crown e tinha, além de generosos 5 x 9 metros, um tratamento acústico também adequado. (fotos ao final)

A segunda usava um moderno receiver Onkyo, e caixas Dynaudio frontais. Infelizmente as caixas surround e central eram da Monitor Audio, e isso prejudica um pouco a avaliação multicanal pela mudança de características individuais das caixas. Infelizmente, as caixas frontais, também da Monitor Audio, que já estavam encomendadas, não haviam chegado ainda para substituir as frontais até o momento desta avaliação.

Depois destes testes, nova surpresa. Comparei o player testado com o outro idêntico adquirido na mesma data.

Novamente os resultados foram diferentes. Desta vez o player com melhor imagem apresentou um áudio sensivelmente inferior, com um som menos envolvente e menos preciso que o outro player.

Sem entrar em detalhes, se eu tivesse que decidir a compra de um Oppo pelo som deste segundo player, priorizando a qualidade de áudio, minha opinião poderia ser outra. Os resultados foram diferentes, e isso me decepcionou um pouco.
Não acho que uma diferença dessa grandeza seja admissível. Mas, novamente, lembramos que não estamos falando de um aparelho com construção de nível hi-end.

Ainda, para concluir os testes, resolvi testar o blu-ray Oppo para áudio em CD, SACD e DVD-A.

Aqui ele não teve moleza, e foi comparado na minha sala, porém agora com uma instalação realmente hi-end, formada por caixas Wilson Audio recém amaciadas e amplificação Mark Levinson, usada exclusivamente para áudio estéreo (não é utilizada para HT).

Definitivamente, um aparelho de vídeo não é o mais apropriado para reprodução séria de áudio. Nem poderia ser, já que os circuitos são de categorias completamente diferentes.
Comparei, neste caso, o Oppo com o Marantz SA8001 e o Marantz DV7001. Deixei os demais players de fora, pois se distanciam muitos destes outros.

Mesmo o SA8001, apesar de ser uma referência mundial, só é usado para SACD, pois para CD uso-o apenas como transporte, deixando um DAC MSB (totalmente reformulado) fazer o restante. O resultado é bem superior ao player original.

Certamente temos aqui faixas muito diferentes de nível de equipamentos. Afinal, o SA8001 é um reprodutor de SACD de altíssimo nível, e o DAC MSB, que já foi comparado e superou outros DACs acima de U$ 10 mil, foi também totalmente reformulado por competente profissional.
Mas, se é para tirar a dúvida se o Oppo é ou não um player hi-end, como algumas publicações misteriosamente insistem em afirmar, mesmo contra a opinião de diversos não menos respeitados usuários, então vamos lá.

Num teste destes, espera-se uma reprodução que considero de nível audiófilo.
É importante estabelecer aqui uma divisão entre equipamentos hi-end e resultado de nível audiófilo.
A audiofilia, na minha opinião, é uma combinação de equipamentos de alto nível com sensibilidade emocional e física.

Na porção equipamentos incluo um bom tratamento acústico e elétrico, e uma sala adequada, preferencialmente dedicada, sem estantes entre as caixas, e outros objetos que possam prejudicar a qualidade final.
É necessário utilizar um bom sistema de tratamento da rede elétrica, cabos de força e de conexão entre os equipamentos de alta qualidade, e outros acessórios também importantes.
O equipamento deve ser atual ou estar atualizado com as novas tecnologias (e suas novas exigências), mesmo se tratando de um valvulado (mesmo os valvulados evoluiram).
A temperatura da sala também deve ser ajustada, pois interfere no resultado final.

No quesito sensibilidade emocional e física, incluo a pré-disposição do ouvinte em ser realmente um audiófilo, ou seja, ter sensibilidade emocional para sentir o que está ouvindo, e ainda ter uma audição apurada e correta para perceber as sutilezas que envolvem a boa reprodução sonora.

Não basta ter um equipamento hi-end para se afirmar audiófilo.
Se a audição já foi comprometida pela exposição a elevados níveis sonoros, as dificuldades para perceber os detalhes que um player oferece, ou as variações da troca de um cabo ou de um cuidado acústico são inevitáveis.

Como DVD-A, o Oppo foi comparado com o DV7001, já que o SA8001 não reproduz esse formato, limitando-se apenas a CD e SACD estéreo.
Não concordo com testes feitos lá fora que já apontavam o player de DVD da Oppo como um transporte hi-end ou como um player hi-fi.

Se o sistema for bastante transparente, a ponto de mostrar até a qualidade dos cabos utilizados, e a sala tiver um tratamento acústico e elétrico adequados, certamente vão comprovar o que estou afirmando.

Infelizmente, muitos sistemas são montados em salas não dedicadas, sem um tratamento acústico de bom nível, e com elementos (caixas, cabos, etc) desatualizados ou pouco adequados para um sistema hi-end.
Uma sala dedicada não é obrigatória para se apreciar uma boa música, mas, definitivamente, é necessária para extrair com exatidão as qualidades de um equipamento hi-end, e obter a experiência audiófila acima descrita.
É importante que o equipamento também fique isolado numa segunda sala, jamais dividindo o espaço do ambiente de audição.

Nas três salas onde foi testado, todas com um bom tratamento elétrico e acústico, e duas com equipamentos e cabos de bom nível, o Oppo mostrou toda a sua limitação.

Numa sala comum, com equipamentos menos criteriosos, então ele pode se sair melhor (por mascaramento de suas limitações).
Não é ruim, mas em SACD o SA8001 o superou, preciso como sempre.

O Oppo apresentou o extremo agudo bastante irregular e muito longe da qualidade do seu rival. Faltou o detalhamento nas melhores gravações, o ataque dos pianos bem gravados, e seus graves foram pouco convincentes.

Além disso, o Oppo apresentou bastante instabilidade com a compatibilidade com alguns discos, tema já discutido em alguns fóruns no exterior.

A ambientação (palco sonoro) também me pareceu um pouco artificial. Demonstra uma largura muito “estranha”, soando um pouco falsa. Não sei explicar exatamente o que senti, mas estava longe de ser o correto.
Novamente, ele não foi ruim, mas se o sistema for bastante exigente, ele mostra suas limitações.

Se o ouvinte, mesmo com um sistema de alto nível, também não for suficientemente exigente ou não tiver sensibilidade (muitos não conseguem perceber a diferença de cabos e nem consideram qualquer tratamento acústico ou elétrico como necessário), então ele pode até se surpreender com os resultados, principalmente os que já estão acostumados a usar players de DVD como transporte.
Não há comparação.

Desempenho como CD Player

Como CD player, também não se poderia esperar outra coisa. Mesmo utilizando a saída específica para alta-fidelidade do Oppo, que alguns chamam inadequadamente de “hi-end” apenas por conta de alguns componentes utilizados, ele não é adequado para esse papel.

O DAC que uso foi totalmente reformulado, sem qualquer objeção de custo na época, e só a sua fonte custou muito mais do que muitos DACs completos que hoje encabeçam algmas listas “sérias” por aí. Cheguei a testar inúmeros DACs, mas nenhum com o mesmo resultado, e preço não era uma limitação. O transporte é nada menos que o SA8001, já considerado um player completo de nível hi-end.

São equipamentos que possuem componentes selecionados, fontes muito bem elaboradas (talvez um dos maiores pontos fracos do Oppo), transporte de altíssimo nível, conectores especiais, e muitas outras características de equipamentos verdadeiramente dedicados.
É realmente uma covardia, na minha opinião. Mas, como alguns “especialistas” tem colocado o Oppo num nível parecido, achei por bem confirmar.

A reprodução de CD do Oppo é boa, agradável e sem proporcionar muita fadiga. Num sistema menos exigente ele pode se sair muito bem, mas não é, definitivamente, um equipamento de nível hi-end, capaz de proporcionar uma verdadeira experiência audiófila.

Nesse quesito, o blu-ray da Denon (recentemente experimentado em minha sala) também se mostrou muito superior. Mesmo o DV-7001, que também não é um equipamento dedicado, foi bem melhor. Cheguei a comparar com o player do meu segundo sistema, um Marantz CD5001, um player barato mas dedicado, e o resultado foi o mesmo.

Para um sistema hi-end de áudio, esqueça o Oppo (até como transporte), por mais que alguém diga o contrário. Terá que provar, como eu provei perante um grupo bastante exigente.
No meu sistema ainda não poupei recursos, e o testei com o mesmo cabo de interconexão de quase 1 mil dólares que uso no meu sistema principal. Nem assim ele conseguiu subir de patamar.

O mesmo aconteceu em DVD-A, comparado com o DV7001. Sem comentários.

O segundo sistema utilizando as caixas JBL e amplificação Yamaha/Crown, ele se saiu um pouco melhor, afinal, a limitação era um pouco maior. Ou seja, mostrou-se mais compatível com aquele sistema.

No terceiro sistema com caixas Dynaudio 3.3 e amplificação Krell, ele chegou a mostrar um resultado diferente do original, mas a fonte original era também um DVD player Sony (de bom nível), e as caixas, apesar de boas, não são as mais transparentes (nem a troca de cabos foram perceptíveis), mesmo com a amplificação respeitada.
Não há o que discutir, DVD player não deve ser usado nem como transporte. Não foi projetado para isso. Que me desculpe o grande amigo Dr. Arnaldo, mas, acostumado a utilizar um player de DVD ele não poderia esperar muita coisa além da aparente melhora obtida.

Para a sua sorte (ou a minha), com o novo player Exposure, os novos cabos já adquiridos e as novíssimas caixas frontais Monitor Áudio, ele vai entender o porquê da minha crítica.

Suas caixas também não são mais adequadas para um teste destes. Infelizmente, não há milagre. Essas caixas são ótimas, mas foram desenvolvidas há mais de uma dúzia de anos, e certamente a exigência naquela época era outra, e hoje mais de 10 anos para um equipamento tecnológico pesam muito (existe a possibilidade de atualização das caixas, como fiz com as minhas dedicadas para HT, mas atualizar caixas é um processo caro e requer conhecimento técnico e habilidades específicas – logo publicarei um artigo específico sobre isso).

A conta é bem simples. Este Oppo custa hoje (com o câmbio usado na data deste teste de 1:1.8) perto de 890 reais (EUA). Se considerarmos as margens de contribuição e os impostos normalmente praticados no mercado americano (que por sorte tenho mais afinidade), podemos crer, sem muito erro, que esse player reflete num custo total de, numa conta bem (muito bem) otimista, 500 reais.
Considerando que os mecanismos de produção, logística, amortização de investimentos e custos indiretos sejam (como é bastante comum nesse produto) de 40%, teríamos um custo de material empregado girando em torno de R$ 300,00 (novamente um número bastante otimista por se tratar de produção chinesa). Considerando-se que o custo do transporte (mecanismo do disco), caixa (gabinete), cabos, controle remoto, embalagem, etc., ficassem em torno de 30% (o que é bem pouco por serem os componentes de custos mais significativos), teríamos um saldo generoso de R$ 210,00 para os circuitos eletrônicos (incluindo a fonte). Levando em conta ainda a complexidade de vídeo, que representa quase 70% do circuito do player, teríamos uma sobra de 63 reais para os circuitos de áudio. Digamos que a metade disso vai para estéreo, e a outra metade para multicanal e todo os demais sistemas processadores (novamente numa conta bem otimista).
Neste ponto, será que alguém poderia explicar como é possível construir um circuito de áudio hi-end com R$ 31,50?

Somente a fonte atualizada do meu DAC utilizou um transformador toroidal especial que me custou 370 reais, isso comprado direto do fabricante (sem considerar frete, etc). O mesmo transformador é vendido no mercado de varejo alemão por 980,00 !!!

Conclusão

Desde que parei de pontuar equipamentos, me preocupo mais em tentar passar o que percebi em meus testes, mostrando vantagens e desvantagens dos aparelhos testados.

Não aceito mais aparelhos para teste, pois aprendi que isso não é saudável.
Lojas que enviam equipamentos para teste o fazem por interesse, e se esse interesse não for atendido, perde-se o anunciante (no caso de revistas e outros com vínculos comerciais).

Digo isso por experiência própria de quem foi advertido por ter feito um review para uma revista e ter criticado um player que só foi elogiado por outra publicação nacional (que recentemente novamente avaliou como recomendado outro player criticado no mundo inteiro), e que foi condenado pela quase maioria das publicações sérias do planeta, fazendo-o sair de cena em alguns meses (aqui continuou sendo vendido por quase um ano ainda).

Nunca mais quis escrever ou participar de qualquer veículo de informação que tivesse qualquer vínculo comercial com quem fosse.
Além disso, muitas vezes o aparelho enviado para teste pode ter sido “escolhido” no lote ou “preparado” anteriormente. Isso, definitivamente, não funciona.

Limito-me a avaliar o que compro pra mim ou empresto de algum amigo, e mesmo assim não consigo tempo para testar quase nada. Gostaria de ter publicado o teste de produtos bem interessantes que adquiri recentemente, mas não houve oportunidade em função do grande volume de compromissos profissionais que tive no último ano.
Os equipamentos são adquiridos por mim, diretamente, e a maioria lá fora, porque os preços praticados aqui são absurdos (muito absurdos) na maior parte das vezes.

O que posso dizer com total confiança deste (ou destes) Oppo, sem qualquer interesse comercial ou outro que me faça querer de alguma forma distorcer a minha opinião (não tenho qualquer anunciante, patrocínio, apoio financeiro, nem atuo comercialmente na área e… nem quero…), é de que o Oppo é um grande player, mas tem suas limitações como qualquer outro player.

Alguns acham que a Oppo só cria milagres, que este ou aquele fabricante de caixas acústicas, de amplificadores, de cabos, etc, também fazem isso, mas não é verdade.
Não existe milagre no player da Oppo. Claro que ele possui uma ótima imagem, mas não existe mágica aqui.
Vários componentes são inferiores, existem alguns sacrifícios, e isto se faz notar em alguns aspectos do aparelho.

Apesar da diferença de preço, certamente um Denon, um Marantz, ou um player de nível hi-end vai se mostrar mais equilibrado, e é este o segredo, o equilíbrio. Isto custa caro.

Claro que sempre haverão reviews atirando para todos os lados, mas o difícil é identificar o grau de contaminação destes reviews.

Se me perguntassem se estou satisfeito com esse Oppo, eu diria que sim. Se me perguntassem se eu compraria outro se tivesse nova oportunidade, eu responderia “depende”. Há no mercado um player para cada necessidade. Se eu precisasse de um modelo bem equilibrado, tanto em áudio como em vídeo, com uma qualidade de construção verdadeiramente de alto nível e sem me importar de pagar o valor disso, então não seria o Oppo.

Porém, o Oppo vai se encaixar muito bem em vários sistemas de HT, e até de áudio, dependendo da exigência dos demais componentes ou de seu usuário.
É um player muito bom…. para vídeo, como blu-ray, ligado através da saída HDMI, numa tela de grandes dimensões.

Em telas menores suas vantagens desaparecem rápido, como desapareceria até com um player hi-end de alguns milhares de dólares. Aqui até um bom reprodutor de DVD faz um excelente trabalho, e as diferenças podem até sumir completamente para o usuário normal (em todos os sentidos).

Precisamos lembrar que este player não tem fabricação em território nacional (e mesmo sua representação é limitada – conforme e-mail recebido do fabricante), e isso pode ser uma grande dor de cabeça. Por exemplo, meu carro fora da garantia apresentou um problema no identificador do chip da chave, e custaria mais do que 6 mil reais para consertar isso. O fabricante fez o serviço em cortesia, pois entendeu o que poderia acontecer se não o fizesse (era um defeito e um custo inadmissível para um veículo mesmo fora da garantia).
Um monitor Samsung que eu possuía apresentou problemas depois da garantia vencida há mais de 2 anos, e fui reembolsado pelo valor pago e corrigido, pois o fabricante percebeu que era um problema dele (defeito de componente), e não de uso normal.
Ou seja, dependendo do caso, convém não arriscar, e pensar bem antes de adquirir o Oppo só pela empolgação à marca.

Posso parecer muito crítico em alguns pontos, já que reviews deste aparelho pelo mundo são cheios de muita euforia, com raras exceções (principalmente de usuários). Porém, acho que se eu testasse uma Ferrari, poderia concordar que se trata de um dos melhores carros do mundo, mas também teria a obrigação de alertar que ele possui restrições quanto ao conforto, dificuldades para travessia de lombadas e outras anomalias de nossas ruas, e não é adequada para todo tipo de terreno. Isso não é desmerecer o carro, mas tão somente apresentar suas qualidades e defeitos para que cada consumidor tenha a certeza de estar adquirindo exatamente o que espera do veículo.

Não só no Brasil, mas também no exterior, encontramos felizes proprietários de players Oppo, e outros nem um pouco contentes.

Na maioria das instalações garanto que outros players poderão apresentar um resultado bastante similar e satisfatório, com vantagens de preço, assistência técnica e garantia, como o caso do Sony BDP-S360, vendido no fechamento deste artigo por menos de 1 mil reais em 10 vezes sem juros no próprio site do fabricante ( http://www.sonystyle.com.br )

Enfim, o Oppo, com algumas limitações, é uma boa opção… para o sistema certo.

Estas avaliações são pessoais e exclusivas, acompanhadas por alguns amigos, e não têm qualquer objetivo de agradar quem quer que seja, mas tão somente transmitir impressões verdadeiras sem qualquer interesse pessoal ou comercial.
Correções ou sugestões serão muito bem-vindas.
Certamente, sempre existirão outras críticas com interesses diversos, e as razões destas já são amplamente conhecidas. Por esse motivo, serão desconsideradas.

Número de série dos aparelhos testados:
E272BD0924913347
E272BD0924913319

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