Feliz Natal e um Ano Novo repleto de grandes realizações a todos os amigos que nos acompanharam em 2018.

Que a esperança de dias melhores transforme o mundo e leve a felicidade a todos os lares.

Se os últimos anos têm exigido cada vez mais dedicação em nossa vida pessoal e profissional, o ano de 2018 foi um dos mais difíceis que já vivi.
Apesar da crise que nossos políticos incompetentes e corruptos nos deixaram de presente, foi com muito trabalho e juízo que conduzi a minha vida neste ano. E, apesar da correria e do excesso de trabalho que tomou conta da minha vida neste período, esse foi um ano de grandes realizações para mim. Busquei na própria crise as oportunidades para vencê-la, e consegui transformar dificuldades em vantagens, investindo e ampliando as minhas atividades profissionais.

Evidente que toda esta dedicação teve alguns custos de ordem pessoal, e um deles foi a minha pouca participação no Hi-Fi Planet e no próprio Clube Hi-End. Assumo a culpa de ter me afastado muito de muitas coisas que gosto. Não me arrependo. Fiz o que foi necessário e tive que estabelecer prioridades, mas consegui colher os frutos que eu desejava.

O Hi-Fi Planet é um projeto pessoal, totalmente sem qualquer vantagem econômica por mais que propostas comerciais me sejam apresentadas a todo tempo.
Trazer patrocínios e anunciantes, e abrir espaços para atividades comerciais para este projeto é dar o primeiro passo para destruir tudo aquilo que sempre busquei aqui, a verdade imparcial e descontaminada de qualquer interesse nos temas abordados.

Já cansamos de ver o que acontece quando usamos um veículo de informação como instrumento comercial. A informação acaba sendo comprometida para que os interesses daqueles que “pagam” sejam atendidos. Vimos isso durante anos em publicações que estiveram mais a serviço dos anunciantes e patrocinadores do que dos leitores.
Cansamos de ver fóruns de áudio (e não só de áudio) criando membros “fakes” (esta palavra nunca esteve tão na moda) com o único objetivo de engordar artificialmente seu número de membros para atrair a atenção de quem queria anunciar num espaço que tivesse um grande público específico. Estes mesmos usuários também serviram para elogiar as marcas dos anunciantes e até de lojas próprias dos donos destes espaços e de seus amigos. Sites especializados seguiram o mesmo caminho, sempre espalhando informações equivocadas ou em favorecimento de terceiros interessados.

Nas publicações impressas a situação foi bem mais desastrosa. O acolhimento de anunciantes e as avaliações sempre positivas dos seus produtos colocaram o leitor consumidor em uma posição de bastante fragilidade. Artigos tendenciosos, testes com conclusões sempre positivas e muito exageradas, manipulação de fotos e textos, e até a criação de fantasias e magias envolvendo os temas tratados levaram o apreciador do áudio de qualidade para um terreno de total ignorância, que o fez acreditar que forças misteriosas, segredos bem guardados e fenômenos inexplicáveis se escondiam atrás da ilusão criada para confundir o consumidor e fazê-lo gastar fortunas para alimentar o seu prazer pela música.

Vender ilusões sempre foi um bom negócio.

Quando mais jovem, conheci uma fabrica de roupas de um amigo, caracterizada por ele mesmo como um “fundo de quintal”. Ele produzia peças para uma grife famosa da época, que revendia os produtos por valores muito elevados que eram pagos pelos consumidores que se sentiam melhor em ostentar a marca. O argumento para pagar mais caro era a qualidade “especial” do produto. O amigo que produzia as roupas usava material comum, comprado de fábricas de tecidos que qualquer um tinha acesso, e ele mesmo ainda revendia o produto com a sua própria marca, com qualidade idêntica mas por um preço muito, mas muito inferior ao da grife.
O consumidor da marca famosa, por outro lado, insistia que o tecido era “diferente” das peças mais baratas encontradas no mercado, mais reforçado e com melhor acabamento. Alegavam que o caimento era perfeito, muito melhor que o mesmo produto que o meu amigo vendia com a sua marca.
Podemos ver que não é só o áudio de qualidade que sobrevive da ignorância do consumidor sobre as reais qualidades de um produto.

Vimos um mesmo equipamento de áudio variar o preço de 8 a 80 apenas por conta da “grife” que instalava o circuito numa caixinha dourada. Conhecemos caixas acústicas caríssimas que utilizavam baratos componentes chineses, o que foi descoberto pelos mais curiosos que não se conformavam em acreditar que a qualidade era obtida com magia, e não tecnologia.
Quando construí as minhas caixas acústicas, num projeto de alguns anos que me aproximou de fabricantes, técnicos, engenheiros e outros especialistas do ramo, uma cortina se abriu diante dos meus olhos e desvendaram um mundo de mentiras, de invenções absurdas para justificar o preço alto de alguns produtos, e de tecnologias “secretas” que na verdade eram as mesmas utilizadas há décadas. Conversei com técnicos que me confessaram que a diferença de “qualidade” e preços de cabos fabricados na empresa onde trabalhavam era na verdade, apenas, uma mudança na cor do plástico utilizado para encapar o fio.
Certamente alguém poderá me perguntar: “E quem não garante que o som não se altera pela cor do cabo?”
Esse tipo de indagação faz parte do universo de fantasias que já plantaram no subconsciente do consumidor, mas é difícil tentar convencê-lo do contrário. A “subjetividade” é a desculpa para tudo. Para estes pobres inocentes a tecnologia não existe, e é incapaz de explicar o que eles ouvem. Muitas vezes até acham que ouvem algo diferente.
Mesmo que isso fosse verdade, qual a razão da cor alterar o preço de um cabo de 8 para 80, usando uma proporção ainda bem comedida?

Não é só o mundo tecnológico que cria fantasias.
Há quem use a religião para fazer com que os seus fiéis acreditem que o dinheiro é o caminho para a felicidade. A própria política faz o mesmo com as pessoas.
Muitos ainda acreditam que velhos políticos criminosos, condenados e presos são inocentes, e, cegamente, alimentam um fanatismo fatal.

Até marcas de automóveis usam essa fraqueza humana para valorizar os seus produtos.
Todos conhecem uma marca asiática de veículos que divulgava excelentes propagandas afirmando que seu modelo era mais luxuoso que um Mercedes-Bens, mais confiável que uma BMW, etc. A marca ainda afirmava que o seu modelo havia sido eleito o melhor da categoria nos EUA.
Na verdade, o modelo sequer havia sido testado no mercado americano, e muitas vezes nem passava nos testes de segurança para ser vendido lá.
O presidente da marca disse certa vez que uma mentira contada muitas vezes começa a parecer verdade. Essa é, aliás, a estratégia que os vendedores de ilusão mais usam para valorizar os seus produtos.

O Hi-Fi Planet foi criado há 13 anos, depois da minha decepção com uma passagem por um fórum de áudio, onde fui perseguido por não aceitar coisas que até hoje faço questão de não participar.
Cansado também das falsas publicações “especializadas” de áudio e das mentiras que eram disseminadas sobre o assunto, resolvi me aprofundar neste universo aproveitando-me dos meus conhecimentos técnicos e de facilidades que eu tinha de acesso neste mercado, já que não mantinha vínculos profissionais com o mesmo.
Tentei colaborar como articulista para uma revista impressa na época, tratando de temas sobre tecnologia de áudio e vídeo. Cansei de anunciantes me fazendo ofertas de equipamentos como brinde ou por preços irrisórios para que eu divulgasse as suas marcas, mas, o pior veio no dia em que me pediram para testar um produto, de má qualidade e cheio de defeitos, o que deixei bem claro em minha avaliação. O resultado disso foi como jogar uma pedra num formigueiro.
Como o editor da revista autorizou a publicação do texto sem ler, descobri que eu jamais poderia ter falado mal de um produto de anunciante. Fui pressionado pela publicação e pelo fabricante a rever a minha conclusão, até porque outra “revista” na época havia testado e elogiado o mesmo produto, a mesma publicação que elogiaria outro produto que testei enaltecendo as qualidade de um recurso que estava desativado no modelo, pois não havia sido ainda homologado pela Anatel.
Preferi deixar tudo isso de lado (até porque eu nem cobrava por essas colaborações) e criar o meu próprio espaço. E assim nascia o Hi-Fi Planet, criado para ser confiável e imparcial.

A minha experiência no Hi-Fi Planet sempre foi muito prazerosa. Aqui encontrei a liberdade que eu tanto queria para dizer tudo o que eu gostaria.
Claro que vieram as críticas, sempre acobertando interesses pessoais e comerciais dos mais diversos, mas tudo o que sempre foi publicado aqui era desenvolvido sobre bases sólidas de informações e fatos.
Mesmo quando me arrisquei a desenvolver uma nova teoria sobre o fato de ouvirmos diferente, e de que a realidade variava para cada pessoa de acordo com as suas características pessoais de audição, houve uma avalanche de críticas, principalmente de uma publicação nacional que viu todos os seus conceitos que alimentavam as velhas ilusões afundar na lama das mentiras que criava. Foi um momento difícil. Mas, nunca recuei, e mostrei claramente as contradições que a própria revista apresentava para tentar destruir a minha tese.
O texto inicial acabou sendo publicado em sites, fóruns e algumas publicações estrangeiras, depois de muita resistência, e hoje é aceita por especialistas na área que também levam a sério suas responsabilidades em informar corretamente os seus leitores.
A própria publicação americana Stereophile chegou a afirmar que essa era uma mudança radical de conceitos, mas que se mostrava verdadeira e respondia a muitas perguntas que até então não tinham solução clara, já que havia uma grande erro ao colocar os equipamentos como o centro das atenções, quando na verdade esse lugar deveria ser primeiro ocupado pelo nosso sistema auditivo. Enfim, a Stereophile chegou a concordar que até os “reviews” de equipamentos poderiam estar contaminados diante desta nova perspectiva.

Foram os acertos e a sensação de ter produzido algo realmente útil para o mercado de áudio de qualidade que fizeram todo este trabalho valer a pena. Sinto que o meu dever foi cumprido, e sem nunca ter recebido um único centavo que fosse para compensar economicamente o que fiz.
Lamento apenas não ter tido mais tempo para oferecer mais descobertas e conhecimento aos nossos leitores. Como eu disse logo no começo, meu tempo livre passou a ficar muito escasso.
Eu ainda quero publicar dois artigos importantes. Um deles escrito há alguns anos, mas que sempre achei que o mercado não estava ainda amadurecido o suficiente para conhecê-lo, pois vai provocar novo impacto naquilo em que muitos acreditam. Além disso, havia uma questão envolvendo direito de marcas e eu não poderia concluí-lo como eu queria, pois teria que expor uma ferida séria desse mercado.
Já é tempo de publicá-los, e o farei ainda em 2019 se nada mais sério me impedir. Com estes dois artigos encerrarei um ciclo importante do Hi-Fi Planet, onde creio, pelas manifestações que recebo, que serviu para criar uma nova consciência no consumidor deste segmento.

A partir do próximo ano devo voltar a manter as cartas e comentários dos leitores no próprio site, já que estavam sendo encaminhados para o meu e-mail pessoal com o intuito de pelo menos responder a todas as consultas e comentários, coisa que acredito ter tido sucesso em 99,9% dos casos. Acho mesmo que não deixei de responder ninguém, senão apenas aqueles que buscavam “parcerias comerciais”. Estes eu nem respondo mais. Fica a dica aqui para nem perderem tempo.

Espero, realmente, que eu possa estar mais presente aqui no Hi-Fi Planet em 2019, para a alegria de alguns e para a irritação de outros.

Mas, uma coisa é muito importante, reconhecer e agradecer a participação ativa ou mesmo silenciosa de todos aqueles que acompanharam este trabalho. Foram vocês que fizeram tudo isso valer a pena, e eu sou muito grato por isso.

Desejo a todos um Feliz Natal ao lado de seus entes queridos, com muita alegria e paz, e que 2019 seja um ano bem melhor para todos.

Vou deixar aqui meus votos por um Brasil melhor, onde políticos corruptos sejam presos ou continuem presos, mesmo com a ineficiência de algumas instituições que parecem não entender a importância da punição destes criminosos para que o nosso país comece a melhorar.

Mas, neste momento, vamos esquecer as coisas ruins, pensar em coisas boas e alimentar as nossas esperanças por um futuro melhor para todos.
E, não esqueçam dos animaizinhos abandonados que precisam muito de nós, e só têm amor e fidelidade para nos oferecer. É um bom momento para adotar um cãozinho, um gatinho ou outro animal abandonado, já que nesta época um outro tipo de animal, sem consciência, solta estes pobres coitados nas ruas para poderem “curtirem” as suas férias sem qualquer responsabilidade para com eles.

Um grande abraço a todos.

 

10 Comentários em Feliz Natal e um Ano Novo repleto de grandes realizações a todos os amigos que nos acompanharam em 2018.

  1. Grande amigo Eduardo
    Talvez eu tenha sido um dos que mais acompanharam de perto o seu trabalho, e sei da dedicação e do carinho que você teve em manter o Hi-Fi Planet, nem sempre fácil.
    Eu era mais um audiófilo perdido nessa confusão de informações que existiam pulverizadas por aí. Aliás, acho que eu nunca fui um audiófilo, aprendi com você, pois só fui saber do que realmente eu precisava depois do seu trabalho sobre a personalização de som. Dentre tantas outras importantes contribuições que você já deixou para nós, esta foi a mais impactante nas minhas aventuras pelo áudio hiend.

    Apesar de sempre ter sido um apaixonado pelo som de altíssima fidelidade, só fui conhecer o que era isso depois que te conheci acidentalmente. Foi uma grata surpresa conhecer o cara humano, inteligente, amigo, honesto e sempre disposto a ajudar que você é além de outras tantas qualidades.
    Sei que o áudio nunca foi uma profissão para você, que foi a dedicação de uma vida, mas o domínio que você tem sobre o tema é realmente impressionante, deixando muitos “profissionais especialistas” perdidos na escuridão do desconhecimento.

    Acho que fui um dos poucos privilegiados que teve a oportunidade de conhecer o seu laboratório, a sua incrível biblioteca de pesquisas com muito material de criação própria (você deveria compilar tudo em alguns livros), seu incríveis equipamentos e instrumentos de testes (acho que muitos fabricantes e laboratórios de áudio não possuem a metade do que você tem), mas o mais incrível foi conhecer a sua sala de som.
    Já visitei muitas salas “de referência” até de um “especialista” editor de uma ex-publicação de áudio, mas confesso que tudo pareceu um “sonzinho” quando comparado ao seu sistema.
    A primeira vez que conheci a sua sala de som já achei aquilo incrível, mas no dia em que você calibrou o sistema para a minha curva de audição audiométrica, parece que um novo mundo se abriu na minha frente. Nunca tinha ouvido um piano tocar daquele jeito, o som daquele saxofone nunca mais me saiu da cabeça.
    Realmente, entendo hoje ser impossível ter um som de alto nível sem adequá-lo às nossas características pessoais de sensibilidade auditiva. É simplesmente impossível.
    Aprendi também que não importa o preço do equipamento, mas como você o usa.
    Aprendi ainda que Reviews não servem para absolutamente nada. São incapazes de garantir o que é realmente bom ou ruim. Só a personalização do som é capaz de nos oferecer um resultado realmente de alto nível.

    Eu poderia ficar horas escrevendo aqui sobre o meu entusiasmo com tudo que aprendi com você nestes últimos anos, depois de décadas tentando aprender com fóruns, revistas e até livros conceituados, mas, vou simplesmente deixar aqui os meus mais sinceros agradecimentos por tudo, te desejando um Natal maravilhoso e um próximo ano cheio de felicidade e realizações.
    Espero poder continuar degustando de novos textos publicados por você, inclusive estes dois que você mencionou (um já sei qual que é e realmente será uma bomba).

    Muitas felicidades meu amigo, e mais uma vez meus mais sinceros agradecimentos por tudo.
    Desculpe os erros de português se sempre, mas digitar de celular pra mim é um terror. (se bem que sei que você vai acabar corrigindo tudo ou quase tudo… rsrsrs….)

    Grande e fraterno abraço.

    Emílio
    (da sofrida cidade do Rio de Janeiro)

  2. Eduardo, parabéns pelo seu trabalho no HiFi Planet. Aliás, foi o melhor canal de informação que vi sobre este nosso hobby até hoje.
    Frequentei sempre muitos fóruns, mas hoje o faço apenas para rever os amigos, pois quase nada de útil se extrai deles. Minha fonte de conhecimento é aqui no HiFi Planet e nos inúmeros emais que já trocamos, e que gentilmente são respondidos com paciência por você, sempre com comentários brilhantes e certeiros.

    Deixo aqui registrado os mais profundos agradecimentos por toda a sua ajuda, meus e de todos aqueles que ganham com a leitura de seus artigos e muitas vezes nem passam aqui para agradecer, como alguns que conheço.
    Fico na espera de novidades. Não perco um artigo seu, e alguns já reli muitas vezes.

    Feliz Natal e um Próspero Ano Novo para você e toda a sua família.

    Abraços

  3. Mestre Eduardo

    Não há o que querer justificar e se desculpar aqui. Um artigo seu mesmo que esporádico vale mais do que publicações regulares cheias de inutilidades.
    Parabém pelo seu site, é o melhor do gênero.

    Boas festas para você com muita saúde e paz, e um novo ano cheio de realizações positivas.

    Josito

  4. Eu conheci o HFP há pouco tempo, e me identifiquei rapidamente com ele. Primeiro porque os temas são muito bem abordados, interessantes e com uma objetividade que muitos precisariam de um livro para conseguir expor a sua ideia.
    Segundo que, como profissional na área, aprendi muito e encontrei respostas que eu procurava há muito tempo sem sucesso. Posso afirmar que o HFP deu um up no meu trabalho. Hoje tenho clientes muito mais felizes e satisfeitos com os meus projetos. A customização de sistemas foi um ápice. Em todos os projetos que usei esta técnica, a surpresa foi geral. Depois que você entra nessa, não tem mais como sair. Mesmo um sistema de mais de 200 mil dólares, como conheci recentemente, ganha muito quando a técnica é aplicada. E outro de 20 mil pode tocar mais que o de 200 dependendo de como foram ajustados. Aprendi muito aqui.

    Fico ansioso pelas novidades que ainda virão.
    Deixo aqui meus agradecimentos por tudo, pelo conhecimento gratuito generosamente oferecido, e pela linha adotada pelo site, sem lucros, sem publicidades e sem espaço para os aproveitadores que se alimentam da ignorância e da inocência do consumidor.

    Feliz natal e um ótimo ano novo.

    Abraço a toda a equipe do HFP.

  5. Caro Eduardo
    Só posso agradecer tudo o que fez por nós, pobres vítimas das pilantragens do nosso querido hobby.
    Feliz Natal e um Ano Novo cheio de sucesso para você, e que tenhamos a sorte de poder continuar apreciando os seus excelentes textos.
    Abraços
    Ivan

  6. Olá Eduardo

    Como você está? Tudo bem?

    Feliz natal para você e toda a sua família.

    Eu já te escrevi algumas vezes, e chegamos até a trocar alguns e-mails quando eu colocava em prática a minha customização de sistema. Cheguei a relatar aqui mesmo no hifi planet os resultados que eu consegui.
    Depois daquela oportunidade, um amigo que trabalha comigo e também é audiófilo de carteirinha resolveu também testar a sua teoria, e ficou também surpreendido com os resultados que ele obteve. No começo ele desanimou um pouco, pois a audiometria que ele fez estava totalmente errada. Fui eu quem desconfiei disso.
    Não sabemos se o teste foi mal feito, se o equipamento tinha problemas ou o resultado foi trocado, mas um segundo teste se mostrou bem mais coerente e lhe proporcionou um norte para aí sim ajustar o seu sistema para um patamar que o deixou muito satisfeito.

    Eu li um artigo sobre isso este ano na What Hi-Fi, e parecia que eu estava lendo o seu artigo. Coincidência demais para achar que foi mero acaso.
    O autor comentou que este tema deveria ser mais explorado, não para confirmar a tese, que ele concorda com ela, mas para entender as implicâncias disso no universo audiófilo.

    Eu creio que a audiofilia e o conceito hiend se divide hoje em duas fases, antes do surgimento da seu trabalho, e depois dele. Quem entende a teoria e faz o uso correto dela para colocá-la em prática descobre que estávamos no caminho totalmente errado, e o melhor de tudo é que a implementação da customização de um sistema é até relativamente simples e barata, muito mais do que passar a vida ajustando o sistema, trocando cabos, fazendo upgrades de equipamentos para ao final concluir que na verdade não chegamos a lugar algum.

    Quero parabenizá-lo aqui por este brilhante trabalho que mudou a minha forma de ver a audiofilia, pela honestidade em seus artigos, por desmistificar com coragem décadas de bobagens disseminadas, por nos mostrar verdade doloridas mas necessárias, e pela coragem de fazer tudo isso diante de ataques vindos de todos os lugares e até de prestigiados senhores que se aproveitavam da sua influência e prestígio para nos enganar e nos confundir.
    Hoje o seu prestígio e respeito superam aqueles que estes falsos especialistas tinham, e que acabaram se afundando cada vez mais na lama de mentiras e desinformação que criaram.

    Recordo uma vez que você disse que aceitar simplesmente a subjetividade como um ponto final num entendimento era assumir a própria ignorância e preguiça, que devemos sempre pesquisar e buscar as respostas, e isso você fez com brilhantismo.

    Agradeço por ter apostado neste projeto de criar um site independente e imparcial. Sem ele ainda estaríamos acreditando em fantasias e vivendo na total ignorância.

    Parabéns também pelo seu carinho com os animais e por lembrar do sofrimento destes pobres bichinhos inocentes principalmente nesta época do ano.

    Você é uma grande pessoa, Eduardo. Te admiro por tudo isso, e te desejo vida longa e sucesso, com muita saúde e felicidade.

    Um ótimo 2019 para você.

  7. Depois que me tornei leitor deste blog, nunca mais acreditei em mais nada que li.
    Hoje avalio cada leitura que faço buscando identificar interesses pessoais, contradições, falta de sustentação lógica e científica como aprendi com vocês.
    Parei de dizer amém a tudo como era de costume.
    Fóruns se tornaram insustentáveis, ainda mais quando frequentados por imbecis que ainda tem a coragem de criticar o que é feito aqui no Hifi planet. Mas, por nossa sorte, hoje eles esbravejam sozinhos, pois o pessoal já sacou qual é a desses caras.
    Continuem nesse linha. Vocês são os vencedores.
    Feliz Natal

  8. Eduardo
    Eu estive numa loja neste final de ano para ver alguns equipamentos. Estávamos em três colegas e lá haviam outros 6 visitantes além de dois atendentes. Logo em seguida chegaram mais dois colegas da comunidade audiófila aqui da região.
    Você e o Hifiplanet viraram assunto ali. Era uma legião de fãs te elogiando.
    Os próprios atendentes da loja disseram que seus textos são leituras obrigatórias, que eles percebem hoje outra postura dos clientes que se baseiam muito nos ensinamentos deste site.
    Você está cheio de prestígio. Parabéns.
    Espero que encontre tempo para continuar nos oferecendo conhecimento e amadurecimento audiófilos, pois é a nossa única fonte de informação confiável que restou.
    A única publicação impressa que tínhamos por aqui teve o fim que mereceu depois de colocar seus patrocinadores acima dos leitores. Os fóruns estão contaminados de laranjinhas podres, e todo mundo só quer saber de faturar alguma coisa com o hi-end.
    O Hifiplanet foi um grande divisor de águas, e sem ele estaríamos hoje acreditando ainda em vudu, magia negra e outros mistérios alimentados pela ignorância.
    Ainda me lembro da história do cabo de áudio enaltecido por um folhetim nacional que usava óleo de fígado de tubarão no isolante. É muita estupidez e ignorância. Esse fabricante de cabo literalmente mergulhou na ignorância para encontrar matéria prima para seus cabos ridículos. E o crítico do folhetim mergulhou seus pensamentos na diarreia de seu cérebro para elogiar o citado cabo.
    Espero que o Hifiplanet continue em 2019, e que você seja agraciado com muita saude, paz e prosperidade no novo ano que se aproxima.
    Aguiar

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