Escolha de um receiver

Como escolher seu receiver
Dicas para quem quer comprar um receiver, e algumas opções do mercado.

Autor: Eduardo Martins

A maior dificuldade de quem quer montar o seu Home Theater é escolher os equipamentos em meio às inúmeras opções que o mercado oferece. Não é fácil entender as especificações técnicas ou decifrar o que significa todas aquelas conexões e recursos proporcionados pelos aparelhos.

Para facilitar a vida de quem quer comprar seu equipamento com maior informação e segurança, a DVD News inicia nesta edição uma série de artigos que abordarão os principais pontos que devem ser observados na compra de um componente para o seu sistema, procurando ainda sugerir algumas opções por faixas de preços.

Começaremos pelos Receivers, considerado o coração de um Home Theater por controlar a maioria das funções de áudio e vídeo.

O receiver é o equipamento que recebe o sinal de vídeo e áudio do DVD player, no formato digital, e depois decodifica e amplifica esse sinal para as caixas acústicas. Ele pode receber ainda diversos outros equipamentos, organizando o funcionamento de todo o sistema. Além disso, o receiver costuma incluir um receptor de rádios AM e FM comerciais.

ENTRADAS E SAÍDAS

Funcionando como um seletor de funções, fica fácil perceber a primeira característica que deve ser observada na compra de um receiver, o seu número de entradas e saídas. Muitas vezes o receiver é instalado apenas com um DVD player, uma TV e um conjunto de caixas. Outras vezes ele é utilizado com outras fontes, para reproduzir CD, SACD, DVD Audio, TV por assinatura, videogame e até um toca-discos de vinil. Ele pode ainda ter a tarefa de selecionar um TV ou um projetor para onde será enviado o sinal de vídeo, além de direcionar o som para um segundo sistema de caixas em outro cômodo. Muitos receivers possuem até uma entrada de áudio e vídeo, convenientemente localizada no painel frontal, para a ligação eventual de uma filmadora ou uma câmera fotográfica digital.

Portanto, ao escolher um receiver, é muito importante observar se ele possui as entradas e saídas necessárias para as aplicações desejadas. Conexões vídeo componente são desejáveis caso o DVD player e o TV possuam esse recurso, já que com ela é possível obter a melhor qualidade de imagem. Alguns aparelhos utilizam conexão do tipo S-Video, e nesse caso é conveniente que o receiver também a possua. Caso se queira ligar um reprodutor de SACD ou DVD-A, é importante que o receiver possua entradas analógicas para todos os canais, ou não será possível obter os efeitos de ambiência (surround) destes novos formatos.

Convém fazer uma lista de todos os componentes que farão parte do sistema, e a melhor conexão que ele possua (digital óptica, digital coaxial, vídeo componente, S-Video, saídas multicanal, etc), e na hora da escolha verificar se o receiver possui todas as conexões necessárias.

POTÊNCIA

Outra característica importante a ser observada num receiver é a sua potência de saída. Baixa potência não combina com sala grande. A maior parte dos receivers disponíveis no mercado possuem potência suficiente para proporcionar um volume suficiente para uma sala de tamanho comum, até 25 ou 30m2. Nestes casos, 80 ou 100 Watts RMS atendem bem as necessidades. Salas maiores exigem mais potência, a partir de 150W, ou até o uso de um amplificador multicanal pode ser necessário, e nesse caso, o receiver deve possuir saídas pré-amplificadas. Dependendo das caixas que serão utilizadas no sistema, pode-se utilizar receivers menos potentes, desde que a caixa possua uma alta sensibilidade.

Convém observar a distorção (DHT) na máxima potência. Muitas vezes a potência máxima indicada é acompanhada de alto índice de distorção, e isso não é desejável. Receiver com DHT menor que 1% são mais indicados.

Como potência não significa qualidade, convém, sempre que possível, testar diversos modelos de receiver para escolher aquele que mais lhe agrade. Os receivers mais sofisticados e caros podem apresentar qualidades audiófilas, produzindo som de altíssima fidelidade.

NÚMERO DE CANAIS

O receiver deve possuir processamento compatível com o número de canais (caixas) desejadas. O sistema 5.1 (cinco canais mais subwoofer) é o mais comum, e recomendado para salas pequenas. Em salas maiores, pode-se optar por sistemas com 6 ou 7 canais mais subwoofer (6.1 ou 7.1).

O sistema 5.1 é formado por cinco caixas, duas frontais, uma central e duas surround traseiras, que são amplificadas pelo receiver, e mais um subwoofer ativo (com amplificador interno), já que o receiver não possui saída amplificada para o subwoofer.

Alguns receivers, mais sofisticados, possuem certificação THX, que seguem normas de qualidade para a reprodução multicanal, apresentando um desempenho superior para os gostos mais exigentes.

Se o receiver estiver sendo adquirido para utilização com um conjunto de caixas já existentes, convém confirmar se a impedância de saída do aparelho é compatível com as caixas existentes.

QUANTO GASTAR

O preço acompanha a qualidade e a quantidade de recursos. Receivers mais completos, mais sofisticados e com reprodução de áudio de altíssima fidelidade são mais caros.

Isso não significa que um receiver barato não é bom, mas tão somente que quanto maior a exigência, mais caro será o aparelho.

Para facilitar a escolha, selecionamos três faixas de preços com suas características.

ATÉ R$ 1.000,00

Nesta faixa de preço encontram-se os receivers mais simples, porém, com a evolução tecnológica e a queda de preços verificada nos últimos anos, é possível encontrar opções bem interessantes.

Existem modelos bem potentes, com até 100 Watts, como o Philips FR 996, o Gradiente Esotech e o Sony STR 597, este último capaz de reproduzir 6.1 canais. As opções de entradas e saídas são bem limitadas e, portanto, são aparelhos recomendados para sistemas mais simples. São capazes de proporcionar um som de boa qualidade, e podem ser encontrados em lojas de departamentos e grandes supermercados.

ATÉ R$ 2.000,00

Com um orçamento de até R$ 2.000,00 pode-se encontrar modelos mais sofisticados e com mais recursos. Neste grupo, entradas vídeo componente, processadores para 6.1 canais e qualidade de áudio devem ser comuns.

O modelo STR 897 da Sony apresenta um bom número de entradas e saídas e processador para 6.1 canais, além de 140 Watts de potência. Possui ainda entradas para fontes como SACD e DVD-Audio. O Yamaha RX-V450, apesar de contar com apenas 85 Watts de saída, possui ótimos processadores e muitos recursos. Com excelente qualidade de áudio, é possível ainda encontrar o Onkyo SR502.

A partir dessa faixa de preço, a maioria desses aparelhos só podem ser obtidos em lojas especializadas.

ATÉ R$ 4.000,00

Para quem pode dispor de até R$ 4.000,00 as opções se tornam ainda mais interessantes.

Aparelhos como o Denon 2804, o Marantz SR5400, o Onkyo SR702, o Harman Kardon AVR-335 e o Yamaha RX-V1400 além de outros, apresentam em comum a ótima qualidade de som, tanto para filmes como para reprodução de música. O Yamaha possui ainda certificação THX, e todos possuem um bom número de conexões, além de outros recursos bem interessantes.

São aparelhos bem robustos e pesados

ACIMA DE R$ 4.000,00

Para orçamentos acima de R$ 4.000,00 ou onde a exigência por qualidade supera ainda mais esse limite, existem excelentes opções de equipamentos até de nível Hi-End (o máximo em fidelidade).

O Denon AVR 3805 (R$ 6.800,00), o Marantz SR7400 (R$ 5.200,00), o Onkyo NR 901 (R$ 6.900,00) são equipamentos que reúnem sofisticação tecnológica e desempenho, atendendo aos gostos mais exigentes.

Mas, ainda podemos encontrar equipamentos ainda mais sofisticados e de alta performance como o Harman Kardon AVR-7300 (R$ 10.200,00), o Onkyo DS989 (R$ 13.700,00), o Sunfire Ultimate Receiver (R$ 19.500,00) e o o Denon 5803 (R$ 23.500,00).

Os valores podem variar de loja para loja, e essa lista é apenas um resumo das muitas opções que o mercado oferece.

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