Construindo uma sala de áudio (e vídeo) dedicada – 4ª Parte

Quando comeceia projetar a minha sala, ouvi muitas opiniões de empresas e profissionais especializados, mas foi uma combinação de criatividade e muita pesquisa e leitura que acabaram por definir como seria a sala. Ao final, ele acabou servindo de modelo para outros tantos projetos.
Diversas soluções foram adotadas para facilitar a utilização, aumentar o conforto e para se ter um resultado técnico o mais elevado possível.
Dando continuidade a este artigo, veremos a evolução de mais uma etapa do projeto.

Quando fiz a ampliação da sala, conforme já mencionei, providenciei a retirada de uma parede que dividia a sala de HT (e áudio estéreo) com um dos quartos de hóspedes.
Por sorte, a porta do quarto estava localizada junto à parede do lado oposto e, aproveitando-me disto, resolvi incluir uma pequena sala para a instalação dos equipamentos.
Essa providência isolou os equipamentos da sala principal e também criou uma facilidade imensa para acesso aos mesmos.

Para melhor compreensão, veja o desenho abaixo:

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Note que a sala original do HT ficava à direita, com entrada pela sala de visitas.
O quarto de hóspedes ficava à esquerda, com uma porta para o corredor principal da casa.
Foi retirada a parede que dividia os dois cômodos, e reconstruída junto à porta de entrada do antigo quarto, que por sorte ficava bem junto à parede.
Esta nova parede sofreu alguns recortes e prateleiras instaladas atrás, para os equipamentos. Na frente foram instalados os painéis acústicos já mencionados anteriormente, alguns em forma de porta para acessar os equipamentos e outras partes.
De modo mais simples, a nova parede construída com tijolos maciços e totalmente amarrada com ferragem e concreto, tornou-se uma rígida estante, e isolou todo o equipamento da sala principal.

Para melhor entendimento, observe a foto abaixo (apesar do flash… minha câmera na época era muito ruim).

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A nova parede, construída em tijolos e rebocada posteriormente, recebeu inicialmente as aberturas que podem ser vistas acima:
– uma abertura bem na área central da parede, que acomodava uma TV de 34”, e posteriormente foi modificada para receber uma plasma de 42”
– uma abertura logo abaixo da TV, para localização da caixa central do HT
– uma abertura maior mais abaixo para a instalação dos equipamentos
– duas aberturas laterais que serviriam como armarios para CDs e DVDs
– duas aberturas localizadas abaixo destas armários de CDs e DVDs para instalação dos subwoofers esquerdo e direito
No começo deste ano, motivo pelo qual esta foi tirada na época, em função do aumento de equipamentos e da falta de conforto para utilização dos mesmos na parte baixa central, a abertura que servia de armário para DVDs, do lado direito, foi ampliada (que trabalheira !!!), e todos os equipamentos foram transferidos para lá.
Recomendo que sempre posicionem os aparelhos em alturas de fácil acesso, sem que haja necessidade de malabarismos para alcançá-los.
A abertura original dos equipamentos acabou virando um armário para objetos diversos.

Abaixo, uma foto antiga da sala, onde é possível ver a antiga TV de tubo que ficava embutida na parede, a tela de projeção parcialmente abaixada e a estante à direita, naquela época ainda usada para guardar DVDs.

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Dica: Deixe uma abertura na parede para colocação de uma ventoinha industrial (silenciosa e com filtro próprio) para circulação do ar da sala principal para a sala de equipamentos. Se a sala tiver um sistema de ar condicionado, a sala de equipamentos também vai ficar com uma temperatura também controlada.
A passagem pode ser fechada com uma tela dessas utilizadas em caixas acústicas (destacável para limpeza – sistema de fixação tipo “velcro” é bem eficiente para esta finalidade), para melhor acabamento (a presença da ventoinha não será notada). Em meu caso, uma abertura maior, mesmo sem a ventoinha, foi suficiente para proporcionar o resfriamento da sala de equipamentos.
Uma temperatura mais baixa na sala de equipamentos e a inclusão de um sistema de ventilação junto à estante proporcionaram um melhor resfriamento dos aparelhos, o que além de aumentar sua vida útil, também proporcionou um melhor desempenho geral.

Abaixo, uma foto da sala pequena (atrás da nova parede) que serviu para acomodar e facilitar o acesso aos equipamentos.

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Esta sala facilitou enormemente o manuseio dos equipamentos, instalação para testes, alterações de posicionamento, troca de cabos, manutenção dos contatos dos terminais (que realizo hoje a cada 6 meses) e também para uma eficaz ventilação, entre outros.

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Acesso da sala de equipamentos.

A idéia de uma sala de acesso foi muito elogiada, e copiada em vários outros projetos.
Acabei por instalar ali estantes estreitas para guardar a coleção de filmes.

Os equipamentos foram instalados em uma estante montada diretamente no piso e na parede, construída com tubos reforçados quadrados de fibra-de-vidro. Esse material é bastante rígido e leve, e da forma como foi montada e travada nas paredes (por parafusos com cabeça sextavada – alto torque e profundidade) proporcionou uma rigidez muito grande do conjunto, que não sofre qualquer tipo de vibração ou instabilidade.
As prateleiras são de MDF espesso, bem travadas na estrutura da estante.

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Estrutura montada ao fundo à direita, para acomodar os equipamentos.

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Detalhe da bobustez da construção da estante.

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Detalhe da instalação da TV de plasma, montada num perfil rígido de aço fixado nas laterais da parede. Por segurança (até exagerada), foram instalados ainda dois cabos de aço entre a barra de suporte e a TV, evitando sua queda por qualquer motivo.
Nesta foto é possível ver ainda a espessura da nova parede construída.

Ainda, abordando a instalação dos equipamentos, não poderia deixar de citar a tela e o projetor.

Em relação à tela, as recomendações que faço é que ela seja bem nivelada no teto. Se necessário, utilizar calços para isso. Apesar do projetor possuir ajustes para compensar algum desnivelamento em relação à tela, o funcionamento da tela motorizada pode ser comprometido ao longo do tempo, prejudicando o conjunto mecânico ou a uniformidade da superfície de projeção.
Recomendo, também, se possível, não confiar nos parafusos e buchas que acompanham a maioria das telas. A solução que adotei, e recomendo sempre, é a utilização de varões roscados que atravessam o teto e são fixados na parte superior da laje, tornando a fixação da tela muito mais segura.

Quanto ao projetor, testei e não aprovei nenhum dos suportes que haviam disponíveis no mercado na época. Apresentavam falta de estabilidade e dificuldade de manuseio do projetor numa eventual retirada periódica para limpeza, pois ocupava uma das mãos para soltar uma trava enquanto apenas uma mão ficava à disposição para segurar o projetor, causando bastante insegurança.
A solução que adotei, inclusive mais econômica, foi a fixação de 4 tubos de alumínio no teto, com uma base de madeira maciça na parte inferior. O conjunto ficou bem mais firme e prático para manuseio.
Veja as fotos abaixo:

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O conjunto foi construído por mim, e é bastante simples de fazer:

1. Recorte os tubos no tamanho desejado (tamanhos idênticos).
2. Recorte uma madeira que será usada como base, deixando uns 7cm de folga de cada lado em relação ao tamanho do projetor, para melhor manuseio e ajuste fino da centralização do projetor.
3. Recorte as pontas da base, para melhor acabamento e para fazer a fixação dos tubos.
4. Faça os furos nas extremidades da base utilizando uma serra copo. Guarde os pedaços circulares retirados.
5. Introduza cada pedaço de tubo no furo feito na base, alinhando-os bem na vertical. Para cada tubo colocado, faça um furo pequeno que receberá um parafuso soberbo para fixação. O furo deve ser iniciado nas pontas recortadas e atravessar a parede do tubo. Não é necessário atravessar o outro lado do tubo, mas recomenda-se.
6. Retire o tubo. Com uma broca um pouco maior, abra um pouco mais o furo na ponta da base de madeira, suficientemente para que o parafuso atravesse a madeira livre.
7. Recoloque cada um dos tubos e aperte os parafusos. A cabeça do parafuso pode receber pequenas peças plásticas de acabamento, vendidas em boas lojas de ferragens e marcenaria.
8. Os parafusos devem ter comprimento suficiente para atravessar a ponta de madeira e a parede do tubo, ou todo o tubo, conforme escolha.
9. Alinhe novamente os tubos e encoste o suporte no teto, no ponto onde será instalado. Marque com um lápis fino ao redor dos tubos encostados no teto.
10. Pegue as peças de madeiras circulares recortadas e reservadas da base e fixe cada uma delas nos pontos marcados no teto, com bucha e parafusos de boa qualidade e robustos (furos de 10mm preferivelmente).
11. Ao fixar estas peças ao teto, coloque na cabeça de cada parafuso uma arruela bem larga, de preferência ligeiramente menor que o diâmetro da peça de madeira.
12. O suporte deverá encaixar nessas peças fixadas no teto e ser preso com dois parafusos (um de cada lado) de cada tubo, fixando assim a extremidade superior dos tubos às peças de madeira presas no teto. Não é necessário utilizar parafusos muito longos nessa operação, para evitar que se encontrem internamente na base de madeira e dificulte sua penetração. Se necessário, ajuste o diâmetro das peças circulares de madeira para o tubo entrar. Normalmente isso não é necessário, pois a espessura da parede da serra copo é ligeiramente maior que a espessura do tubo de alumínio, proporcionando um encaixe fácil.
Obs.: Pode parecer que a madeira poderia rachar ou não ter espessura suficiente para suportar o peso do suporte, causando alguma insegurança. Por essa razão colocamos as arruelas na cabeça dos parafusos. Isso tornará a fixação totalmente segura.
13. Na parte de baixo do suporte, onde estão inseridos os tubos, pode-se colocar algum acabamento para melhor aparência.
14. Envernize a base se desejar com verniz de boa qualidade, e espere secar bem para que os pés do projetor não colem na base.
(qualquer esclarecimento sobre estas etapas, basta nos enviar um e-mail que teremos muita satisfação em ajudar)

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Detalhe da fixação de cada tubo na base. Repare que o tubo deve ser introduzido até pelo menos nivelar com o outro lado da base, ou travessando-o, se desejar um acabamento diferente.

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Outro detalhe de acabamento da fixação do tubo na base.

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Detalhe da fixação do tubo no teto. Utilize buchas, parafusos e arruelas de boa qualidade.

Depois da acústica, nada interferiu tanto no resultado sonoro e na qualidade de imagem do meu sistema como a alimentação elétrica dos aparelhos.
Esse cuidado é indispensável para quem quer extrair um ótimo desempenho de seu sistema.

Vou abrir um parêntese aqui que julgo importante. Algumas pessoas (raríssimas – ainda bem), consideram que muitos cuidados na instalação de equipamentos são desnecessários e inúteis, chegando mesmo a usar (até erroneamente e inadequadamente) a expressão ” voodoo” para descrever qualquer cuidado maior que especialistas e verdadeiros audiófilos têm com as instalações de áudio e vídeo.
Estas pessoas nem deveriam ser chamadas de audiófilas, pois não possuem sensibilidade para tanto. Não percebem a diferença no resultado da utilização de cabos de qualidade, usam aparelhos inadequados (por exemplo DVD player como fonte de áudio estéreo) em sistemas que somente eles julgam como de hi-end e de “excelente sonoridade”, colocam móveis entre os equipamentos, não se preocupam com posicionamento de caixas nem com a acústica da sala, utilizam caixas acústicas e outros equipamentos da década passada já desatualizados, não acreditam na eficácia de dispositivos anti-vibração, e, enfim, eles são incapazes de perceber tais vantagens.
O que estas pessoas são? Na minha opinião sortudas, mas nunca audiófilas. Muitas vezes por limitações de audição (por trabalhar em ambientes ruidosos, fazer parte de grupos musicais barulhentos, ou por problemas naturais do sistema auditivo além de outros), elas se colocam numa condição de sortudas, pois não precisam se preocupar com tantos detalhes, simplesmente por não perceberem qualquer vantagem com elas, ou acharem que estas vantagens são bastante insignificantes. Como normalmente estas soluções são caras e trabalhosas, por sorte, economizam um bom dinheiro.
Por outro lado, não se podem considerar audiófilas, pois o audiófilo combina a paixão pela música com a melhor qualidade possível da sua reprodução.
Portanto, não acredite jamais quando lhe tentarem convencer que alguns cuidados (até elementares) sejam “voodoos”.
Costumo dizer que para ser audiófilo não basta ter um sistema hi-end, é preciso ter qualidades para isso, e uma delas não é a ignorância (essa frase, que já citei anteriormente em outro artigo, foi recentemente transcrita por uma publicação nacional). Precisamos estar atentos aos fenômenos que interagem com o nosso sistema, e influenciam diretamente na qualidade final.

A alimentação elétrica de um sistema de som estéreo ou de uma sala de home-theater é algo que merece uma atenção muito especial, pois é uma questão bastante séria.
Quem quiser entrar em detalhes sobre esse tema, encontrará amplo material para isso, tanto na Internet como em publicações impressas. Recomendo, novamente, uma leitura nos artigos do Eng. Jorge Knirsch, um pesquisador muito sério sobre esse tema ( www.byknirsch.com.br ).

Basta lembrar que todo o nosso sistema, em cada um dos equipamentos, dependem de sinais elétricos para produzir som e imagem.
Um CD ou DVD player depende da energia elétrica que vem de nossas tomadas (e acredite, de baixa qualidade) para um funcionamento preciso e para fornecer um sinal nas saídas (também elétrico) de qualidade. Os amplificadores também extraem da rede elétrica a energia para amplificar os sinais, cuja qualidade está diretamente ligada à qualidade de sua alimentação. Toda a potência de saída nada mais é que a eletricidade da tomada transformada. Os sinais são transmitidos em forma de sinais elétricos pelos cabos das caixas acústicas, que irá “traduzir” esses sinais elétricos em sons. A pureza do som gerado dependerá diretamente da qualidade da alimentação elétrica em toda a cadeia de reprodução.
O mesmo acontece com a imagem obtida em nossos TVs e projetores. Elas ganham muito mais detalhamento e qualidade com uma energia elétrica bem cuidada.

Além do melhor desempenho do sistema, um bom sistema de alimentação elétrica proporciona também segurança e durabilidade aos equipamentos. A rede elétrica sofre variações elevadas de voltagem, apresenta picos de alta tensão, impurezas em sua composição (pesquise sobre “harmônicos”, “ruídos” e “interferências elétricas”), além de uma infinidade de outras “sujeiras”.
Apenas para se ter uma idéia, adquiri um amplificador hi-end para o meu sistema, concebido na Inglaterra para funcionar em 115 volts. Porém, já cheguei a medir na tomada (com nominal de 127 volts) até 139 volts com picos duradouros de 156 volts (surtos de tensão podem chegar aos milhares de volts). Claro que essa não é uma condição ideal de trabalho. O equipamento trabalha mais aquecido, fora da faixa de alimentação para a qual foi projetado, e em condição de risco de danos aos seus componentes.

Por tudo isso, a alimentação elétrica representa um ponto importante para a nossa sala, e trataremos disso mais detalhadamente aqui. Não entraremos também em conceitos muito teóricos. Existe muito material disponível para quem quiser ir fundo no tema.
Tentaremos ser claros e objetivos.

O ideal para quem quer extrair todo o potencial de um sistema hi-end ou hi-fi é ter uma rede elétrica dedicada.
Toda a eletricidade que normalmente entra em nossas casas é compartilhada com inúmeros outros equipamentos, e faz um caminho muito extenso por toda a casa, com interrupções, emendas e sistemas de proteção.
Tudo isso “polui” a rede elétrica, mais do que quando ela já chega em nossos postes.
Assim, para conseguirmos uma alimentação elétrica com o mínimo de qualidade, é imprescindível que instalemos uma rede exclusiva do poste diretamente para nossa sala. Essa rede (ou “fase dedicada” como é muitas vezes chamada), deve sair depois do relógio de medição, preferencialmente evitando disjuntores (recomenda-se fusíveis de qualidade industrial já que disjuntores podem também causar alguns problemas na rede no caso de sistema hi-end), e a fiação deve seguir direto para a sala de som, num quadro de proteção e distribuição também dedicado. Para esta fiação, recomenda-se utilizar fio sólido, de preferência de boa qualidade, como aqueles fabricados pela Pirelli, com cobre de alta pureza.
Recomenda-se também utilizar condutor de no mínimo 6mm2 de bitola (já difíceis de serem manuseados na prática). Eu preferi fazer a entrada com 10mm2, e somente a ligação da caixa de distribuição com 6mm2, que pode ser rígido ou flexível, se for curta, para maior facilidade de ligação. Mas, sempre utilize fios e cabos de extrema qualidade.
Ouvi dizer que a Pirelli estaria interrompendo a distribuição deste condutor para uso residencial, por sua baixa aplicação e elevado custo.

O ideal é que o quadro de distribuição e proteção interno também tenha fusível de boa qualidade. Novamente, não se recomendam disjuntores.
O “neutro” da rede não deve conter fusível.

Os contatos devem ser muito bem feitos, bem apertados e com material de excelente qualidade. Pode-se usar uma chave para interromper a energia para alguma manutenção e até proteção do sistema (mantenho a chave sempre desligada quando o sistema não está em uso).
A chave que utilizo e gosto muito é a chave blindada fabricada pela Lorenzetti, com capacidade para 30 ampéres. Muito encontrada em instalações de piscinas e outras para ligação de motores e equipamentos de alta corrente, ela é muito robusta, com base cerâmica, possui contatos de excelente qualidade e não é tão cara.
Esta chave vinha com contatos prateados, mas depois de tantas reduções de custo que as empresas praticaram, não sei se ainda são fornecidas assim.
Ela vem com fusíveis internos, e recomendo que sejam eliminados e ligada sem eles, mesmo porque deverão ser utilizados fusíveis de melhor qualidade no painel.
Mas, atenção, ao desligar a chave, nada de “tec-tec”, puxe o botão devagar, sem trancos ou golpes fortes, tanto para desligar como para ligar.

Abaixo, seguem fotos do painel de comando que utilizei em minha sala junto com a rede dedicada.

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Painel elétrico construído exclusivamente para a sala dedicada.

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Chave liga-desliga utilizada no painel. Fabricada pela Lorenzetti, é bastante robusta e de excelente qualidade. Não se deve usar disjuntores.

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Construção interna da chave liga-desliga.

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Fusíveis utilizados na caixa de força interna. Não utilize fusível no neutro (central). Os contatos devem ser muito limpos e bem firmes.

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