Até Quando Negaremos o Óbvio?

Mais uma vez, vemos a teimosia de alguns em admitir o óbvio.
Eles não percebem que o que queremos na verdade é evoluir em nosso hobby, e não perder tempo com ataques e defesas inúteis.

Novamente, e de forma já bastante cansativa, uma conhecida publicação de áudio e vídeo tenta desmerecer fatos, já por demais comprovados, para defender uma posição que apenas os colocam numa condição de descrédito cada vez maior.
Não sei se podemos realmente quantizar um descrédito, pois eu, particularmente, confio ou não confio em alguém. para mim não existe meio termo.

Não vou citar o nome da publicação ou dos autores das críticas, pois concordo com alguns leitores do Hi-Fi Planet de que essas manifestações podem ter por trás a intenção de criar polêmica para colocar a revista em maior evidência, já que o Hi-Fi Planet é detentor hoje uma participação e de um respeito que cresceram muito em relação a algumas publicações e espaços dedicados ao áudio de qualidade.
Portanto, se for esta a real intenção desta eterna provocação sem qualquer fundamento lógico, eu não irei colaborar com este objetivo.

O editor da publicação em questão descreveu na atual edição sua surpresa pela repercussão de um comentário que ele fez na edição passada, novamente ignorando o fato comprovado de que ouvimos de forma diferente.
Citou os mais de 40 e-mails recebidos de manifestação de leitores. Curiosamente, até a data de hoje o Hi-Fi Planet já registra o recebimento de 44 comentários na postagem que fizemos rebatendo aquele texto (algumas não foram liberadas porque a indignação com o texto da revista foi tão grande que haviam conteúdos muito agressivos nas mensagens), e mais 53 e-mails trocados sobre o assunto, o que demonstra a importância e o respeito conquistados hoje pelo Hi-Fi Planet.

Nesta edição de Maio, novamente ele tenta fortalecer uma idéia errada e contrária a tudo que já foi provado aqui, inclusive pelos mais experientes audiófilos e profissionais da área, sendo que alguns já foram colaboradores de seu próprio periódico.
Chega ao cúmulo de dividir os audiófilos em três grupos de tal conveniência que não reflete nem de longe a transformação que esta comunidade vem sofrendo, não só no Brasil como no exterior, menosprezando a inteligência deste grupo.
De forma conveniente para as suas intenções, além desta divisão absurda, ainda solta algumas provocações, entre elas de que neste hobby não deveria existir espaço para o “amadorismo”.
Que apelação !!! Amadorismo de quem? É amador o profissional da música que testou e comprovou os resultados das técnicas que apresentamos aqui? São amadores os engenheiros e técnicos que projetam dispositivos eletrônicos os quais alguns tentam transforma-los em criações de bruxaria? São amadores os profissionais de medicina que estudam e tratam do sistema auditivo?
Todos eles se manifestaram aqui com suas respeitadas formações acadêmicas e vivência prática em suas áreas. Quem seriam então os amadores?
É preciso ter um pouco mais de respeito para com estes profissionais que gastaram tempo e dinheiro estudando a ciência, ganharam conhecimento prático e participaram da evolução, entre tantas outras tecnologias, do próprio áudio hi-end.

Já vimos ataques aos participantes de fóruns da Internet, aos sites especializados e aos audiófilos de um modo geral, sempre menosprezando as suas capacidades individuais. Parece que as únicas referências admissíveis vêm de sua revista e do que dizem seus articulistas. E coitado de quem não concordar com as suas opiniões, são chamados de “amadores”, teimosos, incautos, “especialistas” de forma pejorativa e até de exibicionistas que montam os seus sistemas para mostrar aos outros.
É desta forma que pretendemos evoluir este mercado?

Eu poderia citar aqui muitos exemplos de vários “enganos” que foram publicados nestes últimos anos, e que algumas vezes fizeram parecer que algumas revistas não são produzidas para os seus leitores, mas sim para lojas, anunciantes, comerciantes, importadores e outros que também alimentam essas confusões que são criadas.

Não falta também e constante, repetitiva e reconhecida provocação de um articulista da publicação, que perde um precioso tempo e espaço das páginas com ataques inúteis e contraditórios, tempo este que seria melhor aproveitado na revisão daquilo que escreve.

Só para entendermos até onde vai esta desenfreada e equivocada argumentação, separei algumas preciosidades que extraí desta mesma edição.

Cita o articulista que alguns audiófilos têm concepções errôneas ao achar que música acústica não serve como referência.
Só o fato dele citar “audiófilos” já demonstra uma contradição, pois o audiófilo tem que ser respeitado pelo seu próprio nível de exigência e experimentação que caracterizam esta importante comunidade.
Mas, apesar do entendimento hoje sobre o nosso sistema auditivo, de tudo que já foi exaustivamente exposto pelo Hi-Fi Planet, há uma nítida intenção de desmerecer o fato de que todos nós possuímos desvios auditivos, seja pela própria concepção do nosso sistema auditivo, seja pela idade. Isso já foi provado e comprovado.

O duro é que eles não querem admitir que aos 40 anos sofremos mudanças reais e cientificamente explicadas em nossa audição, aos 50 anos os desvios são ainda maiores, e perto dos 60 anos não podemos mais admitir que ouvimos igual a um jovem de 18 anos.
Qual a dificuldade que eles têm para entender algo que já está mais do que comprovado?

Eu nunca disse que o grande mérito do Hi-Fi Planet foi descobrir este fato, mas tão somente estudá-lo, aceitá-lo e levar soluções para que o audiófilo consiga fazer uma correção do problema, que já existia no ajuste de salas e apenas foi ampliado para os nossos ouvidos.
O que não podemos mais é negar tudo isso.

Parece que a preocupação é bastante óbvia, pois ao admitir o óbvio, muitas coisas mudam para eles. Mas, evoluir e enfrentar novos desafios faz parte da vida.
Eles não podem lutar contra a verdade por receio de sair da zona de conforto.
Isso não é algo justo e admissível.

Vejamos, eles negam que ouvimos diferente, então recordaremos aqui algumas citações que o próprio editor (que agora nega o fato) e seus articulistas já fizeram (citações que nos foram enviadas pelos nossos indignados leitores – e checadas na origem).

O editor rebate o fato de ouvirmos diferente, mas vamos ver o que já foi dito antes sobre este mesmo assunto:

” E ninguém – por mais experiente que seja – conhece como a outra pessoa ouve… às vezes, nem ela própria…
Bato constantemente nesta tecla, pois muitos não acreditam que cada indivíduo ouça de maneira diferente.”
Continuando sobre uma participante de um curso ministrado por ele que demonstrou claramente essas diferenças de audição:

“.. até que eu a tranquilizei afirmando que conheço inúmeros casos semelhantes. Aliás, minha esposa tem a mesma sensibilidade nas altas frequências, não de forma tão acentuada como essa moça, mas o suficiente para evitar ouvir algumas gravações mais brilhantes que contenham trompete com surdina e picollo.
Como disse, casos de sensibilidade a determinadas regiões não são exceções, muito pelo contrário.
(grifo meu)
Se fosse exigido exame audiométrico para se associar ao mundo da alta fidelidade, muitos audiófilos se surpreenderiam com as diferenças existentes.”
Publicado por esta revista na edição de Maio de 2002

“Seguramente, a ciência também vem colocando nova luz na discussão ao apresentar dados concretos de como a caixa craniana, o tamanho do rosto e as orelhas influem no que se escuta.
Moral da história (que todo mundo já suspeitava): seu amigo audiófilo chega a conclusões muitas vezes opostas às suas, sobre determinadas configurações, pode ser devido à sua constituição física”
Escrito pelo mesmo editor que hoje nega estas diferenças, na edição número 62 da revista.

“Ao envelhecermos progressivamente perdemos a capacidade de ouvir as mais altas frequências. Na verdade, podemos ouvir uma ampla faixa de frequências , mas será que as ouvimos igualmente? Claro que não.”
Publicado na edição de número 60 ainda desta mesma publicação.

“já ouvi de um otorrinolaringologista que não existem dois ouvidos que funcionem iguais, cada ouvido ouve diferente e, ainda, conforme a intensidade da fonte sonora”
Publicado ainda nesta mesma revista na Edição de número 48.

“É preciso saber que nenhum ouvido é igual ao outro, ou seja, como eu escuto é diferente de como você escuta, amigo leitor”
Parece mentira, mas está publicado na página 112 da edição de número 94.

Poderíamos ainda incluir muitos outros exemplos dos seus articulistas que fizeram citações na mesma direção, assumindo claramente e sem qualquer rodeio que ouvimos de forma diferente.
Então o que mudou? Será que em alguns anos ocorreu uma evolução no sistema auditivo humano que corrigiu todos estes desvios automaticamente?
Ou será que alguém percebeu que continuar assumindo este fato seria algo muito arriscado para os seus próprios interesses?
Afinal, como continuar sustentando uma metodologia de avaliação de equipamentos baseada somente na subjetividade auditiva?
Como garantir a credibilidade dos testes de produtos nestas circunstâncias tão delicadas?
Como evitar a desconfiança de uma perda auditiva que é inevitável?

Eu até entendo todas estas preocupações, mas é justo começar a negar agora um fato por eles mesmo já admitidos num passado recente? É certo fazer provocações e tentar desmerecer o que propomos aqui e que está sendo aceito até no meio especializado no exterior?
É correto privar o audiófilo de conseguir finalmente ter um sistema de som de alto desempenho para as suas características e necessidades individuais?

O crítico e provocador articulista que passou a engrossar essa voz vai mais longe ao mencionar que se trata de uma espécie de “daltonismo auditivo” já que para tudo o mais existe referência, como cores, e que isso é tão furado como a condição de que “cada um enxerga de um jeito diferente”.
Ironicamente ele mesmo veio com um exemplo oposto ao que queria defender. Vejamos:

Quando insistimos que o “ao vivo” não é uma referência “ABSOLUTA”, podemos sim senhor incluir aqui a visão, afinal, temos um exemplo que não é nada subjetivo ou resultado de “voodoos”, que é o bom, velho e conhecido “par de óculos”.
Exatamente… se todos nós enxergamos da mesma forma, porque as pessoas precisam de correção visual?
Estima-se que mais de 50% dos brasileiros (mais de 100 milhões de pessoas) possuam deficiência visual significativa que requer tratamento ou uso de óculos, e que uma parcela muito grande dos outros 50% possuam alguma deficiência menos importante.

Portanto, “daltonismo auditivo” é um exemplo muito infeliz e que demonstra a forma apelativa de tentar negar o óbvio. O desvio de visão existe e é fato, assim como os desvios auditivos também são provados. Ou será que a audiometria nunca existiu? Ou seria o óculos uma invenção da moda?
O articulista deveria saber que a visão individual da realidade também não pode ser considerada uma referência absoluta.
Ou será que tiramos o óculos para ver o mundo e somente o colocamos para ver fotos ou TV? Consegue nossa vista se tornar perfeita somente quando vemos algo “ao vivo”?
Eu acho que eles pensam assim.

Curiosamente, em mais uma daquelas contradições de opinião, esta mesma publicação, depois de realizar o teste de um televisor, concluiu que todos os presentes à avaliação foram unânimes em afirmar que a imagem do televisor era melhor que a imagem “ao vivo”, e que a imagem “ao vivo” parecia “embaçada”.

Ou seja, as opiniões dos articulistas desta publicação também parecem variar conforme suas vontades ou interesses.
Se eles querem usar um exemplo, que pelo menos se lembrem do que escreveram anteriormente sobre o mesmo assunto, para não criarem situações absurdas como esta.

Um leitor nos escreveu dizendo que este mesmo articulista citou recentemente nas páginas da revista que as gravadoras, em busca de maior qualidade, investiram em selos audiófilos com arquivos em formato digital de 24 bit / 19 KHz !!!
Qualquer audiófilo bem informado ou profissional de computação com um mínimo conhecimento de reprodução de arquivos digitais sabe o quanto isso está incorreto.
“Erro de digitação” ? Provavelmente não, porque não vimos nenhuma errata publicada sobre o fato.
É preciso muito cuidado ao publicar um artigo. Como formadores de opinião que somos, precisamos pesquisar, aprender e conhecer o tema antes de publicá-lo.
Ninguém precisa ser um especialista em audição para tratar do assunto aqui debatido, mas temos que procurar as informações corretas com quem as domine. Não podemos achar que sabemos tudo. Isso sim é “amadorismo”.

Quando comecei a pesquisar esta questão, procurei estudos sobre este tema, conversei com especialistas e médicos, levantei curvas audiométricas e busquei referências confiáveis para não ser leviano e não informar incorretamente.
Como não sou anunciante, vendedor e não vivo do áudio, para mim interessava a informação correta, seja ela qual fosse.

Compartilhei minhas conclusões com alguns amigos editores de revistas européias e americanas, e todos foram unânimes em concordar com a exposição que eu fiz, mas nenhum teve a coragem de publicá-la relatando preocupações com os impactos de tão importante mudança de conceitos. Impactos estes que implicariam diretamente no questionamento da confiabilidade de suas avaliações nos testes de produtos e nas desconhecidas consequências junto a fabricantes, revendas e anunciantes.

Como eu não tenho qualquer vínculo de qualquer espécie, mudar o rumo não representa qualquer dificuldade para mim, afinal, a minha participação neste hobby é meramente de estudos pessoais e de compartilhamento de informações, não visando qualquer centavo de lucro com isso.
Por conta disso, parei com os testes de produtos, pois entendi, finalmente, que testes subjetivos sofrem interferência de algumas variáveis de peso, entre elas, a nossa própria audição que não possui aquela precisão e confiabilidade que na verdade gostaríamos que tivesse.

Como podemos aceitar que alguém assuma que “Ao envelhecermos progressivamente perdemos a capacidade de ouvir as mais altas frequências.“, e mais tarde, ao avaliar um cabo, diga com convicção que aquele cabo possui restrições nos agudos. Será que possui mesmo ou ele já não está mais ouvindo os agudos como ouvia antes? Desta forma, um cabo com agudos evidenciados lhe pareceria mais “correto”, pois compensaria a sua perda.

Não realizo mais testes de equipamentos. Se antes eu já era cauteloso em minhas conclusões, hoje estou totalmente convicto das limitações de uma avaliação subjetiva.
E isso não me incomoda. Lembrando Raul Seixas:

“Eu prefiro ser
Essa metamorfose ambulante
Do que ter aquela velha opinião
Formada sobre tudo”

Aprender e evoluir. Precisamos sair de nossa zona de conforto e enfrentar o desconhecido, e se preciso for, mudar de direção quando aprendemos “truques novos”.
Não podemos viver como velhos dinossauros negando e atacando qualquer um que nos mostre o novo.
Se alguns criticam os audiófilos só porque eles curtem os seus “vintages”, argumentando que eles são tecnologicamente defasados, como podem então negar a evolução do conhecimento?

Curiosamente, são estes mesmos críticos que afirmam que a TV de alta resolução lhes parece artificial… dizer o que mais?

Não desejo criticar ninguém pelo que sente, pelos seus gostos ou pelo que pensa, mas também não posso admitir que se oponham de forma pública contra fatos que eles mesmos já divulgaram como certo, sob o risco de causar prejuízos ao consumidor.
Afinal, antes de mais nada, o audiófilo é um consumidor, e merece ser tratado com respeito.

Estou aberto para um debate honesto, público e direto, para que a audiofilia cresça no Brasil e quem sabe, talvez, comece por aqui a grande mudança da forma como entendemos este hobby.
O mercado está bastante acomodado com a filosofia de que áudio hi-end se baseia unicamente em equipamentos e acessórios. Nossos ouvidos precisam fazer parte desta equação, ou estaremos seguindo eternamente na direção errada, andando em círculos e não chegando a lugar algum.

É hora de nos unirmos, e não de brigarmos.
Já bastam os conflitos que surgem frequentemente em fóruns e encontros de amigos. Talvez tudo isso seja resultado da simples forma de como ouvimos, e todos estejam errados e certos ao mesmo tempo, cada um com a sua interpretação pessoal da realidade.

Evoluir é preciso.

evolution

 

12 Comentários em Até Quando Negaremos o Óbvio?

  1. Excelente. Muito bom mesmo.
    Eu e alguns amigos aqui do Rio decidimos boicotar a compra da revista até que esse articulista saia da lá e a revista adote uma postura mais condizente.
    O cara tem uma bosta de um toca discos Technics sp-25 do século passado com um braço Jelco vendido de sacolada no ebay e vem falar de vintage. Pelamordedeus.
    O sujeito com 57 anos e acha que está ouvindo perfeitamente igual a todo mundo. Em que mundo ele vive?
    Força para vocês do Planet.

  2. Perda de tempo. Eles nunca vão admitir isso.
    Você é muito bonzinho. Deveria publicar logo o material que te enviei.

  3. E novamente as críticas aos fóruns e participantes.
    Sr. Editor eu prefiro o faroeste dos fóruns porque ali estão opiniões sinceras e variadas, do que ouvir uma só cheia de contraditórios.
    Não foi o Sr. mesmo que disse que cada um ouve de um jeito? Então porque vou acreditar somente nos seus ouvidos?

    A sua metodologia também é subjetiva, portanto está no mundo do faroeste que o Sr. tanto critica.
    Para de criticar a nossa comunidade, os audiófilos de um modo geral, os fóruns, foristas e sites.
    Acredite, o Sr. teria muito mais a aprender com a gente do que o contrário.

    E quanto ao articulista que gasta mais tempo reclamando do que revisando os textos como bem mencionou o Hi-Fi Planet, vai estudar um pouco pois seus textos são um exercício de muita paciência para qualquer leitor.
    Vou também boicotar a revista em questão até que seus leitores, que são audiófilos, foristas, profissionais de diversas áreas correlatas a tecnologia e ao áudio (como eu sou) e tão amadores como os que escrevem para esta revista sejam mais respeitados.

  4. Ofensas e agressões não serão publicadas.
    Nomes também não deverão ser citados.
    Toda e qualquer manifestação deve ser feita de forma respeitosa e embasada sempre em fatos ou evidências claras.
    Não é intenção deste canal denegrir a imagem de quem quer que seja, e, portanto, toda e qualquer manifestação deve ser feita sem componentes ofensivos e amparada na verdade para que, se necessário, possa ser comprovada no futuro.
    Suposições e “deduções” serão excluídas.

    Fotos de pessoas também não serão publicadas, mas ficarão guardadas em nossos arquivos.

    O espaço continua aberto para toda e qualquer participação democrática, respeitando os limites da ética e legais.

    Eduardo

  5. Mais um que só volta a comprar esta revista depois que mudar o seu comportamento hostil com a classe audiófila que mantem os foruns e sites, e tambem sustenta a referida publicação.

    Chega de ficar lendo desaforos e provocações. Se duvidam do que dizemos então que comprovem por sí proprios, não é isso que costumam dizer?

    Eu também venho fazendo os meus testes buscando direcionar o meu sistema para as minhas caracteristicas auditivas pessoais, e só posso adiantar que os resultados então sendo muito animadores.

    Acho que se eu somar tudo, já gastei mais de 100k reais no meu sistema, e muitas vezes levado pelas bobagens que muitos articulistas escrevem. Porém, pelos resultados que venho obtendo com o uso de um processador digital em meu sistema percebo que poderia ter gasto menos da metade para ter um desempenho muito melhor.

    Já ouvi pessoalmente o tal do equilíbrio tonal do famoso sistema de referencia da revista, e posso dizer que está na hora da revista fazer uma audiometria em seus articulistas, pois se aquele sistema está equilibrado, não chega nem aos pés do resultado que consigo tirar do meu sistema hoje.

    Agradeço o Hi-Fi planet e principalmente o Eduardo por toda a dedicação que teve nas descobertas que fez, e principalmente de compartilhar tudo isso conosco abrindo as cortinas para um novo conceito do que deve ser o hi-end, rompendo com velhos conceitos jurassicos que só me fizeram gastar dinheiro à toa.

    Atenciosamente

    Armando De Luca

  6. Desculpe, somente para complementar o meu comentario anterior, FAÇO CORO COM QUEM AFIRMA QUE:

    – CABOS NÃO SÃO ADEQUADOS PARA AJUSTAR QUALQUER SISTEMA
    Passei a vida acreditando nessa besteira de pagar fortunas em cabos cada vez que surgia um que ganhava enormes elogios, e só gastei dinheiro com isso somando mais problemas do que solução.

    – SOM AO VIVO NÃO É A REFERÊNCIA PERFEITA
    Percebo hoje que os meus ouvidos tratavam o som ao vivo com limitações, que foram rompidas quando coloquei em prática as sugestões do Hi-Fi planet. Meu sistema de som me mostra hoje um som mais “completo” do que aquele que eu ouço nas apresentações ao vivo, resguardadas as limitações de qualquer reprodução eletronica.
    É importante ter a vivência do som ao vivo, até para entendimento do que estamos tentando duplicar, mas esta audição ao vivo não pode ser a referencia para o ajuste final de nosso sistema que pode ir ainda mais longe, principalmente em termos de equilíbrio tonal, extensão e detalhamento.

    – REVIEWS NÃO SÃO CONFIÁVEIS
    Só me ferrei acreditando em muitos reviews que li em revistas e na internet. Não é admissivel que quem julga um produto também o anuncie e o revenda.

    – O MAIS CARO NÃO É NECESSARIAMENTE O MELHOR
    Há muita pilantragem nesse mercado, e muitas vezes pagamos muito mais por muito menos.

    Atenciosamente

    Armando De Luca

  7. Eduardo,

    É lamentável a postura da revista em questão em tentar proteger interesses próprios e de anunciantes de maneira tão patética. Ao invés de promover ataques, por que não tenta ir por um caminho diferente? Vou citar um exemplo: eu tenho um integrado classe A Accuphase E-560 de 60 watts por canal para amplificar minhas caixas Wilson Audio Sasha. Gosto muito do que tenho e não pensaria em upgrades a não ser que alguém pudesse me mostrar que, trocando o meu integrado por outro (ex.: mais potente, de outra classe, monoblocos), eu poderia ter um ganho de performance no sentido de extrair o máximo das minhas caixas. Baseado em tudo que li aqui, não sei se esse ganho seria possível com a troca de eletrônica, uma vez que a simples regulagem baseada nos meus padrões auditivos já seria o suficiente para extrair o máximo do que as minhas caixas podem oferecer. No entanto, acho que essa deveria ser a conduta a ser seguida. Ataques tolos como os que você colocou no texto não levam a nada, a não ser perda de credibilidade e de tempo.

    Obrigado,

    Renato

  8. O suporte que o mercado nos dá é puramente de interesse dos fabricantes, vendedores e anunciantes. Tão somente isso.
    Caí na ingenuidade de adquirir um produto elogiadíssimo por uma revista e constatei ser um engodo. O produto é ruim, a revenda não presta qualquer atendimento e o “elogiador” do produto não responde aos meus emails.
    Eles nunca vão admitir que estão errados. O lucro é bom e vivem disso.
    Um abraço
    Mogrvits

  9. São tão espertos que a revista teve que mudar para bimestral.
    Se concorrer com outros canais como a internet já não era fácil, agora eles tem para complicar os audiófilos que estão mais espertos e conteúdos bem feitos como o do hi-fi planet.
    Gosto muito deste espaço. Tudo que aprendi de verdadeiramente útil foi por aqui.
    Parabéns aos seus idealizadores.

    (P.S.) Esta é a segunda mensagem igual que envio mas não é publicada.

  10. Respondendo à pergunta do título deste post: até quando for possível para não perder as regalias.

    Parabéns pelo blog. Interessante e de grande utilidade para quem quer levar a audiofilia à sério. Aliás, até o conceito de audiofilia hoje está deveras distorcido.

    Tem muita gente faturando muito em cima da confusão que eles mesmos criaram propositalmente. Eles vão rejeitar até quando puderem qualquer coisa que torne tudo mais simples, pois só assim vão continuar vendendo ilusões.
    Fazer o que? ISTO É BRASIL !!!!

  11. Olá Ricardo,

    Desculpe o transtorno.
    Fiquei algum tempo afastado por razões profissionais e pessoais. É muita correria.
    Além disso, houve uma atualização do programa do blog que introduziu alguns erros, até excluindo muitos comentários. O seu primeiro pode ter sido um deles.

    Os comentários ficaram acumulados, e cada um deles é avaliado antes de publicado.
    Mensagens ofensivas ou de provocação são apagadas. Mensagens de consultas pessoais estão sendo respondidas diretamente.

    Depois as mensagens são liberadas em lote já com as respostas quando necessárias, ou posteriores.

    Aos poucos coloco tudo em dia.

    Abraços

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