Teste (review) – Cabo de Ligação de Caixas DNM Solid Core Resolution

Um cabo com preço bem acessível e disponível no Brasil.
Veja como ele se saiu neste teste.

 

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Introdução

Acredito que testes não devem funcionar como vitrine para exposição de produtos em troca de vantagens ou mero agrado a anunciantes e patrocinadores.
Recebo pedidos para muitos testes, mas, qual o sentido de encher o site de testes com equipamentos caros e muitas vezes com desempenho inferior?
Há uma tendência em certos veículos especializados de apresentar cada produto como uma nova “jóia rara”, mas sabemos que isso não existe. Porém, muitos se acham tão presos aos seus anunciantes que acabam até ocultando produtos que foram mal avaliados, e ainda citam isso publicamente.
Somente testo o que compro (depois de muito pesquisar), ou alguns produtos que me são emprestados, e nem aceito produtos que nada têm a oferecer de tão especial para o mercado. Dispenso o favorecimento de interesses pessoais e de alianças comerciais, e me concentro em trazer soluções verdadeiramente eficazes e por preços justos aos nossos leitores.

O objetivo do Hi-Fi Planet é trazer produtos pontuais, que merecem a atenção do mercado, e não encher suas páginas com mais e mais produtos desnecessariamente.
Afinal, pela minha experiência própria, a cada 10 produtos um ou dois merecem destaque, sendo o restante normalmente opções que nada mais tem a acrescentar senão preços elevados.
Quando vou a busca de um player de blu-ray, por exemplo, investigo as opções mais inteligentes do mercado, avalio as tecnologias empregadas, os recursos e a compatibilidade do preço com o que é oferecido. Leio todos os reviews sérios do mercado internacional (raros) e faço uma reflexão sobre cada texto apresentado.
Procuro conhecer as opções e vejo aquela que pode se destacar das demais.
Depois de adquirir o player, faço uma boa avaliação com o tempo, e publico as minhas impressões.
Alguns produtos recebo como empréstimo para avaliações, normalmente de amigos, e das duas uma: ou o produto é ruim, uma farsa ou desnecessariamente caro, ou não apresenta qualidades que mereçam a atenção do consumidor consideradas as outras opções do mercado.
No primeiro caso, alerto imediatamente o mercado. No segundo, muitas vezes nem incluo em nossas páginas, apresentando logo aquela opção mais interessante em termos de desempenho e preço. A falta de tempo não me permite também avaliar inúmeros equipamentos por mês, e por isso sou bastante criterioso nas escolhas.

E é com esse olhar bastante crítico que identifiquei a existência de um cabo para ligação de caixas que vem recebendo elogios de usuários e avaliadores, que foi agraciado recentemente com uma elevada classificação, com um preço muito abaixo de outros cabos que receberam até notas inferiores, mas que inexplicavelmente tiveram muito mais destaque.

São coisas assim que me preocupam. Ao mesmo tempo em que articulistas escrevem bobagens como o fato (fato só na cabeça deles) de ser uma ilusão achar que um produto barato possa ser de alto nível hi-end, menosprezam a importância de produtos de elevado nível que custam pouco, e de tantos outros produtos que já estiveram no topo da cadeia hi-end com preços de produtos Mid ou Low-Fi. É impressionante como tentam impor ao consumidor que um excelente produto deve custar muito caro, mesmo se contradizendo em outras oportunidades.
“Testes cegos” já derrubaram estes superados conceitos com vinhos, cervejas, máquinas fotográficas, roupas, marcas de café e até remédios, onde produtos antes discriminados ganharam competições onde o avaliador não tinha a menor idéia de seu preço ou marca.
Quem sabe um dia o mercado do áudio hi-end também evolua nesta direção, deixando de explorar consumidores com produtos de qualidade mediana e preços elevadíssimos.

É por essa razão que testo o cabo de ligação de caixas DNM Solid Core Resolution, que custa 300 dólares o jogo com 2 metros, ou seja, 150 dólares o metro com conectores. Como pode um cabo ter sido avaliado num dos níveis mais elevados do hi-end custando bem menos que outros cabos que receberam extensos elogios com menor pontuação, custando até mais de 8.000 dólares o metro?
São incoerências como estas que me chamam a atenção, e me levam a querer uma resposta sobre quais são as verdadeiras intenções deste mercado.

Apresentação do Produto

Os cabos DNM são distribuídos no Brasil pela Sound Stage de Brasília, de nosso velho conhecido Moyses.

A principal característica da Sound Stage é trazer produtos realmente geniais e com excelente nível de qualidade, a preços que surpreendem o mercado, e isso sem usar artifícios de subfaturamento ou de omissão em notas-fiscais, como acontece frequentemente no mercado brasileiro.
Sempre que possível, ele adquire os produtos diretamente dos fabricantes, com preços de tabela para revendas, otimiza o transporte e pratica margens honestas.
Foi dele que adquiri meu primeiro amplificador hi-end, um Creek 5350SE (que tenho até hoje), pagando os mesmos 1.500 dólares praticados no mercado internacional. Apesar do produto ter atingido a faixa do topo das principais listas “sérias” internacionais, algumas publicações o classificaram abaixo desta linha, talvez para não causar embaraço a outros fabricantes e distribuidores.
Cabos da QED, ganhadores de prêmios no mundo inteiro e com preços justos, também fizeram parte de sua distribuição, e dele ainda adquiri meu primeiro player de alto nível, o Arcam Alfa 7SE, quando ninguém ainda conhecia a marca no Brasil, além das incríveis caixas Quad 12L, além de outros produtos de elevado desempenho e preço justo.
Guardo muito respeito e admiração por este distribuidor, e foi com muito orgulho que o recomendei à DSPeaker quando eles se interessaram em distribuir o Anti-Mode 2.0 Dual Core (testado aqui no Hi-Fi Planet) para o Brasil.

Existem produtos geniais no mercado, vendidos a preços honestos, mas lamentavelmente alguns insistem na linha de que qualquer produto barato não é de elevado nível, e que um produto barato num sistema caro torna-se um “elo fraco” no desempenho deste sistema, o que é uma grande bobagem.
Num exemplo bem simples, uma corrente que precisa suportar o peso de 1 quilo, feita com elos de aço de 15mm de diâmetro , pode ter um desses elos substituído por outro fabricado com aço de 2mm sem com isso tornar fraca a corrente, pois mesmo sendo um elo fabricado com um material mais fino, ainda assim suportará tranquilamente este peso, e outros muito maiores.
Há uma farsa óbvia no conceito de elo fraco, novamente buscando valorizar o mais caro.

O cabo DNM é um desses produtos que não inventam “modas”. Nada de capas chamativas, revestimentos com o diâmetro de uma mangueira de água de caminhão de bombeiros, técnicas construtivas bizarras, “componentes misteriosos” ou elementos esotéricos.
Sua aparência é bastante simples, e sua construção ainda mais comum. Afinal, apesar do misticismo que muitos adoram atribuir ao áudio hi-end, algumas coisas são básicas demais. Um cabo tem a função de conduzir um sinal elétrico de um ponto ao outro, e em áudio isso é bastante simples de ser obtido, já que até a restrita faixa de frequências ajuda demais.
Quando leio que determinado cabo “ampliou os graves”, ou “possui um reforço da faixa de agudos”, acabo percebendo como a falta de formação técnica pode levar até “experientes avaliadores” a erros. Basta colocar a maioria destes cabos num teste de bancada para ver que todos conseguem responder sinais de CC (corrente contínua) até milhões de Hertz sem qualquer perda, e se comportam na realidade de formas bem diferentes daquelas informadas. Coisas da subjetividade…
O que ocorre com estes cabos é outra história que veremos adiante.

O cabo DNM Solid Core usa conceitos científicos básicos para conseguir resultados óbvios e honestos.
Ele é fabricado com condutores sólidos, que possuem características desejáveis na condução elétrica (toda a fiação elétrica da minha casa é feita de fios sólidos), e distanciados um do outro para evitar interações indesejáveis.
Esse distanciamento evita uma série de alterações no sinal original, e é também utilizado nos cabos Van Del Hul e tantos outros. Construções mais “esotéricas” são utilizadas quando se pretende “modificar” o sinal para criar mudanças pouco desejáveis, e com isso justificar preços “anormais”.
Com isso, encontramos absurdos como cabos de força custando 5 ou 6 mil reais (ou até mais), cabos de caixa ou de conexão entre equipamentos custando até mais de 50 mil reais. É um segmento de ilusões que não para de crescer graças a “ajuda” de um mercado bastante interessado nessa cara fantasia.
Acredite, nenhum cabo vai aumentar agudos ou graves, por mais que tentem nos convencer do contrário nas bobagens que lemos por aí.

Mais detalhes sobre a tecnologia dos cabos DNM podem ser encontrados aqui: http://www.dnm.co.uk/cablesdetail.html

O cabo é formado por 4 condutores sólidos numa configuração em formato de “fita”, o que mantém os conectores bem separados um do outro.  A fita pode ser facilmente separada formando dois cabos para uma ligação convencional estéreo de caixas, ou pode-se utilizar dois jogos sem separação numa configuração de bicablagem.
No meu teste utilizei um único cabo separado em dois pares apenas junto às caixas, já que para evitar qualquer problema de vibração e outros ainda mais indesejados, os meus equipamentos ficam isolados da sala de audição, em uma saleta exclusiva, totalmente isolada e com temperatura controlada. Isso faz com que os cabos tenham uma extensão maior que aquelas convencionais, me obrigando a fazer uma ligação mais curta para efeito de testes, transpondo uma passagem na parede de tijolos, e outro teste com o cabo conduzido pelo caminho específico criado na instalação, um desafio que não é para qualquer cabo. Cabos propositalmente “ajustados” para parecerem diferentes, mostram o verdadeiro desastre que são nestas condições.

Os conectores fornecidos neste cabo, diferente daqueles mostrados em alguns testes que “caçam” fotos pela internet sabe-se lá porque, são igualmente interessantes. Novamente, nada de aparência “chique”, apenas a velha ciência sendo aplicada adequadamente, sem aspectos enganadores e mirabolantes.
O conector possui um encaixe para que dois cabos possam ser facilmente interligados num mesmo plug fêmea, quando, por exemplo, um amplificador tiver apenas uma conexão estéreo para cada canal, e a configuração de bicablagem for desejada.

Não são cabos flexíveis demais, obviamente por conta da utilização de fios sólidos. Com isso, não quero dizer que são cabos “duros”, pelo contrário, podem ser facilmente curvados para se adaptarem a qualquer necessidade. Apenas não ficam “caídos” atrás da instalação, podendo ser moldados com facilidade para melhor organização estética e funcional.

Desempenho

Aqui apresentaremos a resposta à pergunta: “Pode um produto de custo menor superar produtos muito mais caros?”

Colocado em teste, o cabo DNM Solid Core Resolution surpreendeu, repetindo as virtudes divulgadas pelos seus usuários.

Não é um cabo que vai “mascarar” o som para modificá-lo segundo interesses pessoais do mercado.
Ele consegue ser o que todo o cabo precisa e pode ser: um condutor correto e preciso para o sinal elétrico.

É comum lermos coisas do tipo: “o cabo ideal para extrair os últimos detalhes de um sistema top” ou “o cabo indicado para quem quer corrigir problemas do seu sistema”, etc.
O mercado tenta empurrar a idéia de que cabos são essenciais na correção do perfeito equilíbrio de um sistema.
Esta é uma idéia equivocada. O melhor cabo é justamente aquele que não inventa nada, e que apenas conduz o sinal de um ponto a outro sem modificá-lo a desejo sabe-se lá de quem.
Tome um cabos capaz de conduzir perfeitamente o sinal, sem deformá-lo propositalmente, e terá o cabo perfeito, e ele não precisa custar uma fortuna para isso.

O mais difícil hoje é encontrar no mercado um cabo 100% “honesto”, que eu chamaria de um cabo “sem vícios”. Muitos cabos hoje, até aqueles muito mais caros, parece ter a clara intenção de querer modificar o sinal, suprimindo faixas com a manipulação de capacitância, indutância ou resistência elétrica com o intuito de destacar outras faixas levando a ilusão de “abrir” mais os extremos, “destacar vozes” ou coisa similares. Isso parece funcionar na tentativa de confundir o consumidor, pois os adjetivos que lemos em algumas avaliações de cabos são as mais absurdas possíveis, como “médios aveludados”, “agudos líquidos”, “graves fluídos”, etc. O que reforça a idéia de que preparo técnico e científico é fundamental. Ou será que alguém aceitaria fazer um transplante de coração com um entusiasta de medicina?

Insisto, é muito simples fazer um cabo conduzir plenamente o sinal de áudio de um extremo ao outro. Porque inventar?

O cabo DNM faz o que todo o cabo deveria fazer: Nada !
Ele apenas conduz o sinal com integridade, sem inventar ou introduzir características pouco desejáveis.
O que eu percebi em meu sistema?
A primeira sensação é de que o som “abriu”, ou seja, não sofreu mais a contenção proposital em qualquer faixa de frequência.
Como eu já afirmei antes e vou repetir quantas vezes forem necessárias, qualquer cabo é capaz de conduzir plenamente um sinal elétrico na faixa de áudio, desde que a ciência eletrônica mais básica seja observada em sua construção. Tão somente isso, o que não encarece de forma alguma um cabo.

Foi o que encontrei aqui com o DNM. Ele se mostrou mais neutro que o meu cabo de referência, da Chord, que também pouco interagia com o sinal.
O DNM foi o melhor cabo que testei até hoje, porque ele apenas cumpre o seu papel, não inventa nada.
Ajustes em sistemas são sempre bem-vindos, mas não será com cabos que vamos conseguir isso. Os ajustes são mais complexos (em função das características individuais de cada sistema, sala ou ouvinte), e um cabo não é capaz de realizá-los com a devida precisão.
Quando alguém lhe disser: “escolha um cabo menos analítico para combinar com este sistema”, ou “compre seus equipamentos e lhe recomendarei os cabos deve utilizar para melhor equilíbrio geral”, fuja para bem longe destes conselhos.
Não se equilibra um sistema com cabos. Jamais !!!
Cabos devem ser neutros.

O cabo deve conduzir um sinal sem frescuras, sem modificá-lo, sem introduzir ou retirar nada. Afinal, um cabo não pode dizer o que fazer com o sinal, porque ele não pode adivinhar o que está acontecendo antes ou depois dele. Cabos não transportam música, e sim corrente elétrica, mesmo num sistema de som.
Não são os tubos de água de uma residência que vão aumentar a pureza da água. Pelo contrário, apenas vão prejudicar o seu gosto ou acrescentar componentes estranhos se feitos sem os cuidados básicos necessários.

O cabo de caixas DNM faz o som parecer mais real e nítido num sistema bem equilibrado, ao preservar a “pureza” do sinal.
A diferença é nítida, e provocou espanto de um amigo que recentemente ouviu o meu sistema. Ele me disse: “Então cabos podem melhorar ainda mais um sistema?”.
Eu respondi: “Não, eles podem piorar um sistema ao tentarem inventar o que não é necessário, e é o que muitos fazem”.

É óbvio que mesmo sendo o Chord um cabo bastante honesto, ele ainda provoca alguma alteração desnecessária, provavelmente por conta de interferências provocadas pela capacitância, indutância ou resistência elétrica. Interferências estas simples de serem eliminadas sem a necessidade de soluções mirabolantes ou caras. Se afastarmos seus condutores, boa parte desta “contaminação” já vai sumir.

Este foi, de longe, o melhor cabo que testei até hoje em meu sistema.
E, para não dizer que foi uma percepção subjetiva, confirmei sua neutralidade através da ferramenta de visualização gráfica da curva de resposta de frequências do Anti-Mode.

Não consigo entender como este cabo pôde ter sido tão elogiado pelos seus usuários, nem como alguns avaliadores não conseguiram disfarçar as suas virtudes, e mesmo assim não deram o destaque devido ao produto, considerando ainda que ele custa muito, mas muito menos que outros cabos que atingiram pontuações inferiores.
Era para ser apresentado como aquele milagre de um produto de excelente desempenho e baixo custo, que muitos afirmam não existir.

Pontos Fortes

– Neutralidade absoluta, não provocando qualquer alteração do sinal
– Por conta de sua neutralidade, leva até as caixas acústicas o sinal elétrico original do amplificador, eliminando o “fator cabo” no correto ajuste posterior do sistema
– Preço muito abaixo de outros cabos “famosos” que mais atrapalham os resultados do que ajudam

Pontos Fracos

– Nenhum percebido. Pode apenas desagradar aqueles que adoram aparências esotéricas, e apreciam caixinhas de madeira nobre com veludo vermelho, como se estivessem adquirindo uma jóia rara

Recomendado

Pelo seu preço e suas qualidades, pode ser utilizado em sistemas de Home Theater de bom nível, instalações hi-end do menor ao mais elevado nível, onde cabos de boa qualidade podem ter os seus benefícios percebidos.
Um produto indicado para todas as instalações de qualidade, como raramente estamos acostumados a ver.

Conclusão

Para quem está cansado de ficar fazendo upgrades de cabos motivado pelas constantes sugestões de revistas e outros veículos de informação, que não aguenta mais ouvir dizer que este ou aquele cabo é um avanço nisto ou naquilo, e que não tem, afinal, a convicção de qual cabo deve utilizar, pode encontrar no DNM Solid Core Resolution a opção para colocar fim à sua busca por um cabo eficaz e acessível.
Este é o cabo que eu recomendaria para qualquer instalação de qualidade, capaz de fazer qualquer usuário “pular para a próxima etapa”, e escapar definitivamente das armadilhas dos upgrades constantes de cabos.

Avaliação Final

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Produto de desempenho excepcional e preço honesto.

Preço

US$ 300 por 2 metros para uma configuração estéreo (não bicablada)

Distribuidor no Brasil

Sound Stage High End Audio
soundadv@terra.com.br
moyses@soundstage.com.br
Tel: (61) 3225 3229
www.soundstage.com.br

Fotos exclusivas do Hi-Fi Planet

Fotos originais do cabo testado, sem manipulações ou reprodução imprecisa de cópias encontradas na internet.

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Acima, interligado no sistema.

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Abaixo, destaque dos plugs.

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Acima, fotos de um dos testes realizados comparando o seu desempenho como “jumpers” de vias.

11 Comentários em Teste (review) – Cabo de Ligação de Caixas DNM Solid Core Resolution

  1. Caro Eduardo.

    Poderia me tirar algumas dúvidas?

    1- Como esse cabo não possui blindagem e nem um arranjo que reduza / bloqueia interferências por RF ou EM, será que ainda assim ele seria adequado para trabalhar num ambiente próximo a starters de lâmpadas frias ou ainda próximo a cabos de força?

    2- Esse cabo usa fios de 16 AWG / 1,3 mm. Na sua opinião, qual a potência máxima que o amplificador poderá ter para que ele funcione bem, já com alguma folga?

    3- Na sua opinião, existe alguma vantagem (ou desvantagem) audível pelo uso de terminais banana ou spade sobre o fio nu?

    Grato!

  2. Olá Jomal,

    Acho que o desenvolvedor deste cabo seria a pessoa mais indicada para lhe responder a estas questões (e até vou tentar um contato com ele), mas, como você pede a minha opinião nestas questões, vou arriscar algumas respostas.

    1. Esse arranjo paralelo não é exclusividade do cabo DNM, alguns outros fabricantes usam com sucesso essa configuração (normalmente com cabos flexíveis, não sólidos). A princípio, poderíamos imaginar mesmo que interferências eletromagnéticas próximas do cabo poderiam introduzir algum tipo de ruído. Em meus testes, o silêncio do fundo foi total, mas também não coloquei o cabo para trabalhar em condições desfavoráveis como estas que você citou.
    O nível de sinal que sai do amplificador para alimentar as caixas não é tão baixo como aquele encontrado em cabos de interconexão, e por isso a captação de interferências já deveria ser menos problemática.
    Starters de lâmpadas frias já devem ser evitados em qualquer hipótese já que eles interferem em todo o sistema, principalmente através da alimentação. Em minha sala eliminei completamente estas lâmpadas, e como meu sistema é alimentado por uma fase dedicada, não existe a possibilidade dessa interferência ser gerada em outro cômodo.
    A minha opinião é que devemos eliminar as origens do problema, e não atuar no seu bloqueio para o sistema. Isso exigiria cabos especiais, filtros e outras soluções que acabam não sendo tão eficientes.
    O ideal é evitar este tipo de lâmpada, afastar os cabos de força do sinal, aterrar o sistema (e até as caixas – coisa que poucos o fazem) e ir erradicando todos os problemas na sua origem.
    Pode parecer estranho eu dizer isso e ao mesmo tempo ter mencionado no projeto de minhas caixas que fiz uma blindagem no compartimento do divisor de frequências. Mas, mesmo com todo cuidado, os indutores, resistores e capacitores do divisor são mais suscetíveis à captação de interferências. Cabos de caixa, em tese, não deveria captar esse tipo de interferência, se bem construídos, o que acho ser este o caso do cabo DNM.
    Meus cabos tem um longo comprimento, já que os equipamentos ficam numa saleta isolada, e nunca tive esse tipo de problema.
    O único relato que tive de algo semelhante foi de um colega que residia ao lado de uma torre de transmissão de rádio comercial, e acabamos concluindo que a interferência entrava em seu sistema pelo equipamento valvulado e pelo divisor de frequências das caixas.

    2. Como eu disse acima, utilizo cabos com um bom comprimento, e não percebi qualquer perda com isso.
    A questão da bitola do cabo é supervalorizada por alguns fabricantes na tentativa de agregar mais valor econômico ao produto. Vamos levar em consideração que a bitola do fio utilizado nas bobinas dos alto-falantes é muito menor.
    Eu utilizo hoje dois powers Cambridge 840W em bridge, um para cada canal, pois a corrente consumida pelas minhas caixas é muito elevada, e não tive problemas.
    Para aplicações “normais”, essa bitola é suficiente e não deve apresentar problemas.

    3. Sinceramente? Mantendo os contatos sempre limpos através de uma manutenção periódica, e utilizando terminais de qualidade (não precisam ser caros), eu duvido que alguém perceba qualquer diferença.
    Já fiz testes de todo tipo neste sentido, e mesmo um ou outro colega que afirmava categoricamente que esta ou aquela forma de ligação era melhor, não conseguiu comprovar a sua opinião em um teste cego.
    A forma mais econômica é ligar o cabo direto à caixa, e a mais prática, na minha opinião, é utilizar pinos banana (a que eu sempre adotei). O importante é que a conexão seja bem firme, com muita pressão e seja mantida sempre polida.

    Você pode confiar neste cabo de caixa da DNM. Gostei tanto deste cabo que o adotei definitivamente em meu sistema. Além disso, ele tem um preço bastante honesto, e mesmo avaliadores que defendem ser bastante normal pagar preços de caviar em componentes que não valem, na maioria das vezes, nem 1/10 disso, se renderam a pontuar o cabo num patamar onde já pontuaram cabos muito mais caros, sem muito alarde, claro, afinal isso coloca outros fornecedores em situação bem delicada, e muitos deles são patrocinadores ou anunciantes das publicações que fazem estes testes. Acredito, até, que por essa mesma razão foram até muito comedidos em suas análises, pois este cabo é realmente um grande achado.
    Eu já testei cabos de “grifes famosas” como Transparent, Kubala, Nordost, alguns cabos nacionais caríssimos e tantos outros, e tinha optado por um modelo da Chord (sempre elogiei também os cabos da QED) para as minhas caixas, que apresentou resultados mais honestos que todos estes. Mas, o DNM superou com vantagem todos eles, na minha opinião por não inventar nada, tentando enganar o ouvinte.
    Ele parece “abrir” o som, fazendo-o fluir com facilidade. Alguns experimentadores relatam até que têm a impressão de que o volume aumenta com ele, talvez justamente pela razão dele não ficar filtrando ou manipulando o sinal ao seu bel-prazer, o que para mim é o grande problema dos cabos atuais.
    Ele não vai alterar agudos, destacar médios, mudar graves, nada disso. Ele vai simplesmente conduzir o sinal em sua forma original, correta, sem tentar corrigir nada. Aliás, entendo hoje que cabos nunca se prestaram para o papel de “ajustar sistemas”. Essa é uma grande farsa criado por um mercado que tenta faturar num componente muito mais do que deveria, aproveitando-se do fato do consumidor não poder “enxergar” o que realmente está presente no produto.

    Abraços

  3. Rapaiiiiz,fico lendo os fóruns de som,quantas brigas,inimizades,por causa de fios de cobre,capacitores,transistores,resistores,diodos,componentes antigos,que por mais modernos que sejam, nesse estágio nunca chegarão a perfeição,idêntico a motores de carro,invenção do século retrasado,com sua carcaça de alumínio,biela,virabrequim,pistão,anéis,óleo,fogo,ar,propulsão ultrapassada,uns mais posantes,outros nem tanto,colocam uma carroceria bonita em cima,taí uma fe$$ari,um fusca,com áudio é a mesma coisa,corrente alternada entra nos diodos,é retificada,filtrada nos capacitores,+b,-b,+b1-b2,correntes aplicadas nos transistores,polariza-se os transistores para a classe que se queira,AB,A,D,etc,temos aí o amplificador $I-$ND.Esse cabo é a autenticidade do bom e barato,do quanto mais simples melhor.DNM esse é o cara,desculpe,é o cabo.

  4. Caro Eduardo,
    Antes de mais nada, quero lhe dizer que não efetuei o upgrade conforme comentado anteriormente no review do Dac Magic Plus da Cambridge, pois tive que me mudar de cidade e não levei a aparelhagem junto, ficando adiada, temporariamente, a ideia.
    Enquanto isso, após leitura do seu review dos cabos da DNM, querendo fazer uma ligação de bicablagem, e aproveitando que estava em Brasília, encomendei ao simpático Sr. Moysés os cabos de caixa para essa finalidade e um par de cabos para interconexão. Após colocar o par de interconexão pude perceber a sensível melhora no som. No entanto, não consegui instalar os de caixa pois na hora da encomenda me esqueci que o meu amplificador Cambridge 640 V2 não aceita os plugues que vem com o cabo.
    Por isso pergunto: acaso você conhece algum adaptador que eu possa usar no meu aparelho para encaixe dos plugues? Ou terei que tirar os plugues e ligar o cabo diretamente no amplificador?
    Agradeço mais uma vez sua atenção e aguardo ansioso sua sugestão, pois imagino que assim como houve no de interconexão, haverá também uma grande melhora no meu sistema após a instalação dos de caixa.
    Abraços,
    Roberto

  5. Roberto,

    O cabo não veio com plug banana? O 640 aceita esse tipo de plug.
    Por favor, me confirme, pois estou achando estranho.
    Eu não usaria um adaptador, eu iria preferir ligar direto, pois um conector a mais no caminho não é aconselhável.

    Abraços

    Eduardo

  6. Eduardo,
    O cabo veio com o plugue banana, hoje conversando com o Sr. Moysés eu percebi a minha “esperteza”…rsrsrs, eu não havia reparado que nos terminais do amplificador há uma tampinha bem discreta e é só remove-la para “achar” a entrada para o plugue…rsrsrs, coisas de “grande entendido”. Agora é só aproveitar a grande melhora no som proporcionada pelos cabos de caixa e interconexão.
    Mais uma vez grato pela atenção.
    Abraços,
    Roberto

  7. Roberto,

    Meu caro, bem que eu estranhei. Tentei entender o que tinha acontecido e até pensei nessa tampinha, mas achei que os cabos tinham vindo com algum conector diferente.
    Que bom que resolveu.
    Se puder, poste aqui depois as suas opiniões sinceras sobre estes cabos para somarmos outras impressões.

    Um abraço

    Eduardo

  8. Eduardo,
    Inicialmente tive a impressão do aumento de volume do amplificador, depois percebi que tratava-se de uma maior nitidez no som e melhor definição dos instrumentos. Os graves e os agudos soam mais precisos tornando a música mais agradável aos ouvidos. Houve uma melhora considerável em relação aos cabos da Van Den Hul que eu usava. Já ouvi vários discos de vários estilos e estou gostando muito do upgrade realizado.
    Abraço,
    Roberto

  9. Parabéns pelo teste, muito interessante a proposta desse cabo. Felizmente moro em Brasília, mas infelizmente ainda não conheço a Sound Stage, ficou uma dica a+ pra mim.

    De qualquer forma, fiquei com algumas dúvidas.

    1 – No teste você “desmembrou” o cabo em dois e o utilizou numa ligação “tradicional”, sem bi-amplificar ou bi-cablar. Foi apenas uma escolha “prática”, ou há alguma indicação técnica contra o uso bi-cablado? Me interessei em adquirir este cabo para meu sistema, mas estou em dúvida se faço bi-cablagem ou faço igual a você (esta decisão implica em comprar x metros ou 2x metros do cabo).

    2 – Ainda referente ao modo de ligação do cabo, nas fotos vejo que utiliza cabos diferentes como jumpers entre os bournes de conexão, que por sua são outros que não o cabo da DNM. Haveria alguma perda se os jumpers fossem compostos do mesmo cabo que o da DNM? A solução com jumper tem se mostrado mais eficiente que a bi-cablada?

    3 – No site do fabricante há a informação de que este cabo da DNM é voltado para caixas com baixa e média sensibilidade (confesso não recordar de outros casos em que cabos tivessem esse tipo de recomendação). Creio que minhas caixas são de um tipo considerado de alta sensibilidade, estando acima de 90dB em 8ohms. Será que este cabo pode ser utilizado com caixas desse tipo mantendo o mesmo nível de desempenho? Como não sei qual a sensibilidade das caixas utilizadas no teste, não tenho parâmetro para comparar. Os cabos que utilizo hoje com boa satisfação são os Van Den Hul Magnum.

    Att,
    Paulo

  10. Olá Paulo,

    vamos lá…

    1 – Eu abri o cabo em dois porque me foi enviado apenas um cabo para teste. Infelizmente não deu para fazer a bicablagem com ele, que eu também prefiro. Tenho um colega que comprou este cabo em comprimento a mais do que ele precisava por engano, e está vendendo esta sobra. Talvez você consiga um desconto melhor com ele. O cabo não foi usado. Qualquer coisa te passo o contato.

    2 – Minhas caixas possuem todas as vias separadas, o que permite até uma “tricablagem”. Como uso normalmente a bicablagem, acabo utilizando estes jumpers por padrão, e inclui outro par para os testes. Neste caso, utilizei como jumpers o mesmo cabo utilizado nas ligações internas da caixa, mantendo assim as conexões dentro do mesmo padrão. Mas, nada impede que se utilize o mesmo cabo externo ou outro qualquer. Para mim, experimentar faz parte do hobby… :-)

    3 – Pelos testes que realizei, eles são superiores aos VDH que já testei. Não tem comparação. Apesar da recomendação do fabricante, eles funcionaram muito bem em minhas caixas que também possuem sensibilidade alta.

    Abração

    Eduardo

  11. Eduardo,

    Mais uma vez, obrigado pelos esclarecimentos. Sendo desta maneira, então na minha lista colocarei este cabo para compra suficiente para uso bi-cablado, já que na verdade pelas suas experiências tem se mostrado o modo preferido. Que bom saber que suas caixas são de alta sensibilidade e o cabo se comportou muito bem, então certamente não terei problemas com as minhas. De fato, eu não esperava que fosse diferente, mas como há essa observação no site do fabricante, então tinha ficado com esta dúvida.

    Com relação ao seu colega que está vendendo o cabo, agradeço muito a indicação, mas infelizmente no momento não poderei fazer este investimento, pois adquiri um apartamento e os investimentos no tratamento acústico da sala juntamente com todo mobiliário do ap me descapitalizaram. Apesar de ser uma sala relativamente pequena e compartilhada com cozinha americana, ou seja, com limitações, certamente terei maiores ganhos na qualidade sonora realizando este tratamento do que se apenas investisse em troca de equipamentos.

    Para este serviço estou fechando o contrato com uma micro empresa que tem construido estúdios de qualidade aqui em Brasília, onde tive a oportunidade de visitar a um e conferir o trabalho finalizado. Os conceitos que eles aplicaram a minha sala são muito parecidos com os que vi na construção da sua e que já tinha lido mais a respeito, o que foi mais um dos bons indicadores a me fazerem escolhê-los para o trabalho.

    Com este ambiente pronto creio que será um melhor momento para a troca do cabo, onde terei melhores condições de avaliar as mudanças e, sabendo tratar-se de um cabo neutro, até avaliar com melhor precisão quais outras alterações são necessárias no sistema.

    Abraços,
    Paulo

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