Projeto “A Caixa” – Parte I – A Origem do Projeto

Começaremos nosso artigo aqui.
Antes de irmos ao projeto em si, vamos avaliar alguns pontos que foram alvos de longas reflexões e estudos.

Aos 14 anos iniciei meu interesse pela eletrônica já fazendo reparos em equipamentos de som de alguns amigos, com apoio de meu tio, que teve a primeira loja de consertos  eletrônicos do Ipiranga. Na época era tudo valvulado, e o vinil imperava.

Apaixonei-me pelo áudio, e comecei a montar meus próprios equipamentos já aos 15 anos, inclusive caixas acústicas. Desde aquela época, o áudio sempre fez parte de minha vida, como um hobby, já que o destino me levou à outra direção profissional.
Hoje, com quase 50 anos, posso dizer que, depois de muitas pesquisas, muitos testes e bastante leitura, toda esta dedicação valeu a pena, pois depender das bobagens que lemos em algumas publicações que se dizem “especializadas” e outras tantas vindas de inúmeros sites da internet, eu não teria chegado a lugar algum.

O que os fabricantes de caixas, com quem tive bastante contato, puderam me ensinar, acho que não aprenderia nem lendo tudo o que já existe publicado sobre o assunto.

A importância das Caixas Acústicas

Por uma questão de hábito, poderei tratar estes componentes como “caixas acústicas” ou simplesmente “caixa”, no singular mesmo. Pois, na verdade, trata-se sempre de uma caixa, que é produzida em pares ou em conjuntos, visando compor um sistema estéreo ou multicanal. Por isso não estranhem a variação de escrita.

Quando conheci o universo da alta-fidelidade (Hi-Fi), ainda garoto ao consertar e experimentar os “famosos da época”, Sansui, Marantz, Teac, Garrard, etc., além dos fabricantes nacionais que foram chegando como a Gradiente, Polivox, Nashville, Cygnus, Lando, Quasar, etc., havia muita diferença em termos de sonoridade entre um equipamento e outro.
As próprias especificações dos catálogos e revistas da época mostravam isso.

Com o passar dos anos, novas tecnologias foram sendo descobertas, o uso do transistor bipolar, o FET, o CD e inúmeras outras descobertas que começaram a fazer com que os equipamentos convergissem para uma mesma direção, cada vez mais próximos da melhor fidelidade.
Foi a época do crescimento dos equipamentos Hi-Fi, que poderiam ter sido chamados de “Hi-End” da época. Ainda hoje, defino o Hi-End como uma seleção dos melhores equipamentos Hi-Fi, já que não deixam de possuir uma fidelidade bastante elevada.

Essa convergência foi interessante, pois as bases dos projetos começaram a ficar bastante parecidas, chegando mesmo a se criar alguns padrões, como amplificação AB, classe A, etc., mudando apenas uma ou outra forma de implementação de um fabricante para o outro. Ainda hoje é assim, as soluções técnicas foram tão aprimoradas (ou copiadas), que não existem diferenças gigantes entre um ou outro equipamento da mesma categoria, apenas variações bastante sutis, na maioria dos casos.

Recentemente tenho lido alguns críticos de áudio afirmar, em calorosas discussões, que todos os amplificadores hoje são iguais, claro que dentro de um mesmo patamar. Há alguns que ainda afirmam que existem alguns equipamentos no mercado vendidos como “popular” que apresentam desempenho similar a muitos modelos mais caros, de categoria superior.
Isso tem muita lógica.

Durante a evolução de meu sistema, mais recentemente, realizei compras baseadas em avaliações “maravilhosas” de alguns “críticos de áudio”, e acabei adquirindo equipamentos até caros, amplificadores de marcas prestigiadas como Jeff Rowland, Krell, Bryston além de emprestar modelos da Eletrocompaniet, Primare, Musical Fidelity, entre outros.
Como fontes, a situação não mudou muito, cheguei a comprar alguns dos mais “badalados” players do mercado, até o modelo “cheio de milagres” da Oppo, o BD-83 (um exagero do mercado que nunca vou entender), além de pegar emprestados outros mais caros, como um da Meridian de 15 mil dólares.
O mercado é muito estranho, amplificadores de uma mesma marca, como um Eletrocompaniet, foi elogiado por uma publicação americana, enquanto outra européia lhe deu uma nota baixa. Porque essa diferença? Chegaremos lá

Em matéria de cabos, a situação é a mesma. Recentemente vi uma publicação nacional testar um cabo do mesmo preço de um carro popular!!!
Isso é um exagero. Cabos muito mais acessíveis já mostraram resultados melhores em comparativos internacionais. Aliás, posso afirmar hoje, e acho que muita gente séria do mercado também, que cabo tem um agregado muito forte no preço quase que exclusivamente pela sua “grife”.
Vamos mais longe? A respeitada publicação inglesa Hi-Fi Choice, testou alguns cabos, e concluiu que um modelo da Townshend superou concorrentes da Nordost e da CrystalCable. Enquanto a opção vencedora custava apenas US$ 50 /  metro, o segundo saia por US$ 185, e o último por absurdos US$ 1.395.
Surpresa? Não para mim, que venho acompanhando situações como estas se repetindo continuamente no mercado internacional.

Na verdade, lado a lado, os componentes acima não apresentam diferenças significativas, e chegam mesmo a apresentar resultados opostos dependendo do sistema, mas sempre sutis.
Tenho hoje um amplificador e um player que me foram indicados pelo editor da revista Stereophile, que foi bem categórico em afirmar que se eu esperava um desempenho com qualidades realmente audiófilas, aquele era o caminho. Foi ainda bem categórico em dizer que, na maioria das vezes, o exagero era o grande erro de muitos projetos. Por exemplo, sugeriu inúmeros amplificadores integrados de baixa potência que, segundo ele, são os ideais para apresentar um desempenho verdadeiramente hi-end, já que amplificadores de grande potência, “os parrudos” como chamam aqui, dificilmente se prestam para atingir uma qualidade similar.
Comentou que usou durante muito tempo um amplificador de apenas 6 Watts por canal, e que hoje a referência da revista é um Creek, de custo próximo dos US$ 2.000, que ele já considera um exagero. Claro que, por razões até comerciais, outros modelos mais caros são utilizados em outros testes.
É difícil fazer o leitor acreditar que um amplificador deste pode ser o par certo para suas caixas de US$ 70.000.
É um mercado estranho, mas estou conseguindo finalmente decifrá-lo.

Vejam que com apenas US$ 1.200 você pode comprar amplificadores superiores a outros de US$ 20.000 ou mais. Imaginem a confusão no mercado.
O grande problema são os interesses que existem por trás deste segmento. É um mercado milionário, onde pessoas têm em suas cabeças que qualidade se mede exclusivamente por preço, e podem pagar por valores insensatos.
O difícil é tirar isso de quem sabe das coisas e teria a obrigação ética de informar. São justamente eles que dependem desse formato adotado pelo mercado.

Se você está acompanhando o que estou demonstrando acima, e concordando com isso (é um direito seu discordar), deve estar imaginando porque, se amplificadores e outros componentes são tão parecidos, encontramos resultados muitas vezes bem diferentes entre um sistema e outro?

Aí entramos na questão principal deste artigo.

Tratamento Elétrico e Acústico

É fácil perceber que todo som gerado por qualquer sistema vai se dissipar numa sala, e sabemos que a acústica da sala pode mudar tudo.
Não é exagero dizer “mudar tudo”, pois isso faz diferença mesmo, não aquelas sutis de amplificadores, fontes e cabos (que muitos ainda insistirão que não são poucas, e sabemos as razões).
Já cansei de ver sistemas modestos tocando muito bem numa sala bem tratada acusticamente, e sistemas formados pelos mais caros componentes do mercado tocando quase tanto como um bom system de hipermercado. (não… isso não foi um exagero… já tive oportunidade de provar isso e de deixar o dono do sistema milionário para lá de indignado).

Uma sala sem um tratamento adequado não serve para concluir nada em termos de equipamentos. E saiba que algumas salas “dedicadas” de certas publicações possuem erros graves de soluções acústicas, mesmo o editor afirmando ser a sala de referência e ter equipamentos também de “referência”… lamentável!!!). Mas, como muitas vezes os testes nem são mesmo realizados, está bom demais para ele que tem que se preocupar com o faturamento de seus negócios ligados ao milionário mercado hi-end.

Assim, temos aqui o primeiro ponto sério de qualquer instalação hi-end, a acústica da sala corretamente tratada.

O segundo ponto é o tratamento elétrico.

Imagine que todos os seus equipamentos são movidos pela energia elétrica de nossas redes públicas, uma das piores do mundo.
São harmônicos, ruídos, interferências, variações de intensidade, etc… tudo conspirando contra seu sistema, infectando duramente seus equipamentos.
Além disso, temos a compatibilização da tensão elétrica (ou voltagem como muitos chamam).
Um equipamento europeu projetado para 110 Volts muitas vezes terá um desempenho inferior quando ligado em nossas redes de 127 Volts, ou 135 Volts como já medi certa vez, o que me incentivou a instalar um transformador redutor de tensão na minha sala de áudio. A diferença sonora foi muito grande, além dos equipamentos trabalharem mais “frios”, aumentando a durabilidade e desempenho de cada componente.

Um bom tratamento elétrico começa no poste de entrada da casa. Ali a energia já chega muito deteriorada, mas não há nada que possa ser feito antes. Bem que eu já tentei, reclamando com a Companhia de Força e Luz local que a alimentação que chegava em minha casa estava com alguns problemas de qualidade. Cheguei a fazer um estudo com o amigo e engenheiro Jorge Knirsch, mas a resposta que tive foi simplesmente de que não detectaram interrupções no fornecimento no período avaliado (?), e desconheciam o significado de “harmônicos” e suas implicações na utilização da energia elétrica (absurdo!).

Para ter uma alimentação elétrica minimamente aceitável chegando a seu sistema, comece pedindo à um profissional habilitado e autorizado a substituir as emendas que são feitas nos fios de entrada de seu poste.
A partir daí, rede dedicada, cabos e fios especiais, fusíveis adequados no lugar dos terríveis disjuntores, aterramento junto ao sistema, utilização de lâmpadas incandescentes, um bom filtro de linha, e outras inúmeras providências são absolutamente necessárias, assim como a acústica, para iniciar qualquer trabalho com relação aos equipamentos em si.

Sem essas providências acima, esqueça. Seu sistema está soando falso (por mais que você não acredite nisso), e qualquer coisa que você faça para melhorá-lo será apenas um remendo para esconder a sujeira embaixo do tapete, piorando ainda mais a situação. Por isso observamos tantos “upgrades horizontais (termo que criei e hoje é bastante utilizado para indicar substituições no sistema que na verdade não elevam sua qualidade final, mesmo que pareçam fazê-lo), com constantes trocas de componentes que nunca acabam.

Caixas Acústicas

Chegamos ao ponto.
Aqui sim, um equipamento merece muita atenção. As caixas acústicas são os componentes mais importantes de um sistema. Não acredita nisso? Pois comece.
Depois do tratamento elétrico e acústico, as caixas representam o próximo passo mais importante de um sistema, e pode até refletir de volta no tratamento acústico (o que não é realmente necessário como veremos até o final deste artigo).

Acertando aqui, acredite, amplificadores, fontes e cabos serão fáceis de acertar sem gastar os preços ridículos e criminosos que o mercado pratica em muitos modelos.

Entrarei em detalhes sobre cada ponto mencionado a seguir, mas para referência inicial, apresento alguns tópicos importantes a respeito de caixas acústicas.

1. Caixas também ficam obsoletas
Por mais que você ame a sonoridade daquela caixa eletrostática, ícone da década de 80 (e não há nenhum problema com isso se você preferir assim), saiba que como qualquer outro componente tecnológico, caixas também ficam obsoletas, mais rápido que amplificadores e CD players (não incluo os novos formatos de alta resolução, pois já são uma evolução de conceito). Uma caixa com cinco anos de uso já está desatualizada parcialmente, se não totalmente, além de poder fatalmente estarem com componentes já comprometidos (capacitores, suspensão dos falantes, etc.). Atualizei minhas B&W 7NT com orientações do fabricante, e hoje parecem outras. Só ouvindo para acreditar.

2. Não existe a melhor marca do mercado
Depois de testar inúmeras caixas, e por último conviver com um modelo Sophia da Wilson Audio em substituição às minhas antigas B&W para áudio estéreo, aprendi uma coisa, não existe uma marca ideal no mercado. Nenhuma delas conseguiu me satisfazer em apresentar um modelo que conseguisse extrair do meu sistema a qualidade de som que deveria.
Todo fabricante de caixas acústicas já leu o manual de “Como projetar uma caixa acústica”. Eles sabem o que fazer e como fazer. As diferenças não estão na capacidade de criar boas caixas, mas na forma de implementá-las, e aí a coisa muda. Mas, inúmeras marcas são iguais, não havendo uma melhor que as demais.

3. Não existe a melhor caixa do mundo
A melhor caixa do mundo, segundo os críticos “especializados” (até alguns honestos), podem não apresentar um bom resultado em sua sala. Não culpe sua sala por isso. Culpe o fabricante sem dó. Na verdade, os fabricantes produzem caixas em laboratórios, e testam em salas com padrões bem discutíveis, tirando uma média dos resultados.

4. Tecnologia faz diferença, mas não é tudo
Nem sempre os melhores componentes vão dizer alguma coisa sobre o desempenho da caixa em sua sala. Um tweeter de diamante, por exemplo, é a última palavra em tecnologia aplicada à este componente, mas, novamente, não garante que a caixa ficará boa em sua sala. Pra ser bem honesto, é mais provável que não, nem ela nem qualquer outra. A culpa não é do componente, trata-se do melhor que existe atualmente, mas de outros fatores que analisaremos durante este artigo.

5. Esqueça reviews que pontuam equipamentos
Essa é uma forma ultrapassada e ineficiente de avaliar componentes. Numa avaliação de uma caixa não se está avaliando somente a caixa na verdade, mas a sala, o desempenho do sistema elétrico, um pouco os demais componetes do sistema, a gravação utilizada para teste, os ouvidos de quem avalia (que são sempre diferentes) e tantos outros fatores. Até a temperatura da sala tem influência nos resultados. Esqueça testes que pontuam equipamentos (classe A, B ou C, categoria Ouro, cinco estrelas, etc., esse formato já morreu no tempo.
O mundo mudou, e eles não acompanharam.

6. Triste conclusão: a caixa ideal não existe
Não existe uma caixa ideal para uma sala no mercado. Por melhor que seja uma caixa, a possibilidade dela ser compatível com a sua sala é praticamente nula.
Por isso, vamos discutir uma nova proposta neste artigo, que será seu objetivo principal: compatibilizar seu ambiente e seu sistema com uma caixa acústica, ou melhor, criar uma caixa compatível com o seu sistema.

7. Outros
Alguns outros pontos serão oportunamente discutidos.

O Projeto

Embarcando principalmente no ponto de número 6 acima, é que vamos ao que interessa.

Se você quer ter a melhor caixa acústica do mundo, então construa uma, ou peça que alguém o faça mediante alguns critérios que abordaremos aqui.
Calma, a coisa não é tão simples nem tão complicada como parece.
Com alguma dedicação, e se tiver certas habilidades melhor ainda, é possível construir uma caixa por um preço bem menor que as melhores e mais caras caixas do mercado, e ter como resultado… a melhor caixa para a sua sala.

Trataremos de um projeto que iniciou-se em 2006, e que só restou concluído no final do ano passado, em 2010.
Claro que todo conhecimento adquirido ao longo de quase 35 anos de experiências ajudaram muito, mas foram nesses 5 últimos anos que as cortinas se abriram para um mundo que eu não conhecia, e que estava bem diante dos meus olhos.
Somente rompendo segredos dos fabricantes, enveredando por caminhos desconhecidos  e juntando inúmeras informações daqui e dali, foi possível desenvolver este projeto.

Posso afirmar que hoje tenho uma caixa acústica perfeita, personalizada para as minhas necessidades, e que mesmo copiada para uma outra sala, pode ter resultados parecidos, pois ela possui características inéditas (que obviamente não interessam ao mercado industrial) capazes de torná-la a caixa ideal em quase todas as situações. Ela é “sintonizável” para a sala.
A melhor caixa do mundo está aqui, e pode ser conseguida por você também.

Apresento-lhes “A Caixa”, ao lado da antiga B&W que agora, depois de muito atualizada, funciona somente para o sistema de home-cinema, e que já teve como parceiras inúmeras outras caixas, inclusive a mencionada Sophia:


“A Caixa” pronta, e também vista por trás.


Vista superior sem o supertweeter que retornou aos EUA para atualizações exclusivas.


Vista do divisor de frequências.


Com as telas de proteção ao lado da B&W.

Acredite, estas caixas não são o que parecem.

Estou certo que ao longo deste artigo todos se surpreenderão com os detalhes que mostraremos.

Continua…

6 Comentários em Projeto “A Caixa” – Parte I – A Origem do Projeto

  1. Tomei conhecimento deste site na data de hoje. Estou [muito bem] impressionado com a lucidez do escritor. Até este momento li “A caixa – parte 1” e, como audiófilo e melômano que sou, estou curiosíssimo por ver as conclusões, quiçá conseguir uma caixa tão bela como esta.

    Parabéns !

    fibra

  2. Olá Fibra,
    É realmente uma satisfação muito grande tê-lo aqui em meu humilde espaço.
    Fico mesmo bastante contente de encontrá-lo entre outros “velhos” amigos que fiz em outras oportunidades.
    Agradeço pelos elogios, e isso só me anima ainda mais a produzir alguma coisa honesta e com qualidade dentro de um hobby tão contaminado de interesses diversos.
    Este espaço é seu também. Fique à vontade para colaborar, enviar artigos, comentar e criticar.
    Um forte abraço,
    Eduardo

  3. olá, parabéns pela iniciativa, gostaria de uma ajuda qual “transformador redutor de tensão” você poderia recomendar para na minha sala de áudio, considerando que moro em prédio e não gostaria de gastar muito. Grato Guedelha

  4. Olá Guedelha,

    Obrigado.
    Eu utilizo o transformador da By Knirsch, que são muito bem feitos e específicos para esta aplicação. ( jorgeknirsch@byknirsch.com.br ).
    Na região da Rua Santa Efigênia, em São Paulo, é possível encontrar alguns fornecedores de transformadores, inclusive sob encomenda.
    Recomendo, apenas, que certifique-se da qualidade do produto, para ter certeza de que ele terá capacidade de sobra para atender a potência necessária, e tenha uma construção robusta e de qualidade.

    Eduardo

  5. Olá Eduardo.
    Estava pesquisando sobre caixas de som quando vi seu Excelente artigo, valeu demais para sanar minhas duvidas. Só gostaria de fazer uma pergunta: Atualmente qual seria a indicação atual do transformador de redução de tensão e se só ele adianta alguma coisa pois moro numa pequena cidade de MG e a companhia energética local jamais faria qualquer “reparo” na rede (para trocar uma lâmpada no poste já é uma odisseia)
    Meus agradecimentos e agora vou acompanhar o blog.
    Eduardo de Assunção Vicente

  6. Olá Vicente,

    A vantagem do transformador redutor de tensão está em compatibilizar a alimentação de nossos sistemas à nossa rede elétrica.
    No meu caso, tenho aparelhos europeus projetados para 110V, e a minha rede elétrica chega a 132 volts em alguns picos. Isso é muito ruim para os equipamentos.
    Além disso, todo o excedente de voltagem é transformado em calor, o que faz com que os equipamentos trabalhem muito mais quentes, fora do ponto ideal de funcionamento e com redução da sua vida útil.
    Os modelos da ByKnirsch são muito bem fabricados e com capacidade real de potência (o que é muito raro), e por isso custam um pouco mais caros. Vale a pena consultar o mercado e ver outras opções também, já que estou um pouco por fora destas opções hoje.

    Abraço

    Eduardo

Faça um comentário