Como Ser Enganado Pelo Hi-Fi Planet em 7 Lições

A motivação para escrever este artigo nasceu de um e-mail que recebi de um leitor, onde ele elencava uma série de insatisfações com alguns textos aqui publicados.

Imaginando que outros leitores possam ter idéias parecidas, o que me parece pouco provável já que a maioria dos frequentadores do Hi-Fi Planet têm se mostrado bastante informados, resolvi abordar os pontos controversos levantados pelo e-mail, de uma forma mais descontraída e bem humorada (antes que digam que fui sarcástico e agi com deboche…) para suavizar um pouco o que pode parecer uma “bronca” ao leitor, que também é merecedor de todo o respeito deste site, apesar de não ter se manifestado de uma forma muito educada.

A idéia aqui é, se você não gosta do modelo adotado pelo Hi-Fi Planet para levar informação séria e confiável aos seus leitores, então lhe sugerimos 7 dicas para desprezar este objetivo do Hi-Fi Planet e seguir em outra direção, a de ser enganado por nós.

1. Acredite em tudo que você lê

O leitor que nos enviou o e-mail cita: “Porque você critica tanto os fóruns, sites e revistas? Parece que nenhum deles merece nossa confiança. São todos aproveitadores e bandidos e só você é honesto. Você também não ganha nada com este blog? Duvido. Quem mantém as besteiras que você publica nele? Que te paga para atacar os emprendedores sérios que lutam para sobreviver num mercado onde as margem de lucro já são pequenas demais?” (os erros originais de escrita foram mantidos)

Caro leitor que quer ser enganado, esqueça todas as críticas que fiz. Se isto te incomoda tanto, fique à vontade para não ler o que escrevo.

Já participei de fóruns, já escrevi para revistas e visito inúmeros sites, no Brasil e no exterior. Acredite, o interesse comercial sobre o que é publicado é muito grande (como se isso fosse uma qualidade só do segmento de áudio…).

Eu saí de uma revista depois que pediram para me retratar sobre um equipamento que avaliei e não o recomendei para compra. O equipamento se mostrou depois um fiasco internacional, criticado por publicações estrangeiras um pouco mais sérias, e foi tirado de produção logo em seguida, pois nem certificado para ostentar compatibilidade com o formato o qual se propunha a reproduzir o modelo conseguiu receber. Os incautos compradores que acreditaram na avaliação bastante positiva feita por outra revista nacional acabaram adquirindo um equipamento problemático, cheio de defeitos e bugs que nunca foram corrigidos.

Por não concordar em agradar o anunciante que enviou o aparelho, e que pagava por páginas de anúncios para a editora, preferi agir com honestidade com os meus leitores e saí da revista. Um detalhe importante: eu não escrevia por dinheiro, mas pelo prazer em colaborar com quem queria conhecer um pouco mais sobre o nosso hobby. Tanto é verdade, que ao encerrar minha contribuição com essa editora, fui informado que eles queriam acertar o pagamento de várias reportagens publicadas, já que eu não os cobrava há 6 (seis) meses !!! Adivinhe se eu cobrei?

Também deixei fóruns pelas mesmas razões, depois que seus administradores criaram negócios próprios relacionados com as discussões desenvolvidas em seus espaços. Fácil deduzir que críticas aos seus equipamentos se tornaram inconvenientes, e os mais atentos perceberam “estranhos” usuários que compravam os produtos dos administradores e os elogiavam continuamente, mesmo quando usuários no mundo inteiro não se mostravam tão satisfeitos com os mesmos produtos.

Vi nascerem inúmeros usuários fantasmas para fazer elogios ou criticar marcas concorrentes. Vi membros serem banidos ou terem seus acessos dificultados por não serem “adequados” para os interesses do espaço. Vi fóruns comemorando 20 ou 30 mil membros em eventos onde compareciam pouco mais de 100 pessoas. O número de membros era “engordado” para atrair anunciantes e patrocinadores, aumentando os lucros do espaço.

As evidências sempre estiveram diante do olhar de todos, e só não enxergava isso quem não queria. Mais do que isso, posso acabar especificando espaços ao ser mais preciso em meus comentários.

Mas, isso não é um privilégio regional, e acontece no mundo todo. Raros são os espaços realmente imparciais e neutros, onde o único objetivo é reunir entusiastas sobre determinados temas.

Alguém acha possível desprezar o interesse comercial quando se tem um veículo em mãos justamente com o poder de aumentar a visibilidade e o prestígio de suas lojas, produtos, anunciantes e patrocinadores?

Se você estiver vendendo um carro porque ele é uma bela encrenca, cheio de problemas, e um interessado lhe perguntar se ele é um bom carro, o que você diria? Que ele é um lixo e que é melhor não comprá-lo? Vamos ser realistas?

Claro que existem espaços mais confiáveis, onde não existe o vínculo comercial de qualquer espécie. Existindo o conflito, cada um julgue como achar melhor. Eu o faço segundo o que eu vivenciei e ainda identifico.

Mas, se minha honestidade lhe incomoda, aqui vai a primeira dica para ser enganado pelo Hi-Fi Planet: acredite em tudo que lê, sem avaliar as circunstâncias e o local onde está inserido o texto, e pague o custo por isso.

2. Não confie no que o Hi-Fi Planet escreve.

Em relação à segunda parte do trecho do e-mail transcrito acima: “Você também não ganha nada com este blog? Duvido. Quem mantém as besteiras que você publica nele? Que te paga para atacar os emprendedores sérios que lutam para sobreviver num mercado onde as margem de lucro já são pequenas demais?”

Não, eu não ganho nada com este blog. Não permito anúncios e propagandas de nenhuma espécie. Limito-me a elogiar o atendimento de uma loja, de um vendedor ou enaltecer algum produto, e isso ainda em raríssimas oportunidades. Mas, não permito qualquer publicidade gratuita ou paga, qualquer comissão, remuneração, patrocínio ou ajuda de qualquer espécie.

Manter este espaço me custa muito pouco, um valor praticamente irrisório.

Possuo duas atividades profissionais que ocupam quase 100% do meu tempo disponível (por isso atualizo pouco este blog), e nenhuma delas relacionadas ao áudio e ao vídeo, sem a mínima ligação, salvo se alguém achar que o resfriamento de água industrial e a advocacia têm alguma ligação com o áudio e vídeo.

O áudio e o vídeo formam um hobby, um momento de prazer em meio a tanto trabalho a que me dedico, sem tirar férias há mais de 6 anos. Ouvir uma música ou assistir a um bom filme me proporcionam tanta satisfação como ler, pesquisar, experimentar e divulgar conhecimentos sobre este hobby.

Foi isso que tentei fazer em outros espaços, mas as “regras da casa” conflitavam com a vontade de ser imparcial e de dizer a verdade.

Mesmo elogiando alguns equipamentos, onde acredito estar auxiliando nas escolhas de quem não tem facilidade de conhecer mais sobre os produtos, ainda o faço com a orientação de, aquele que puder, comprar o equipamento pela internet ou trazer do exterior em alguma viagem. A maior parte dos bons equipamentos que compõe nosso hobby é importada, e as margens praticadas aqui são muito altas, e não é só por conta dos impostos, como alguns costumam justificar. Já tivemos o caso de empresa que justificava seus elevados preços pelo alto custo dos impostos, mas que restou autuada pela Receita Federal por justamente “driblar” a tributação.

Por isso, minha recomendação é, sempre que possível, que compre diretamente lá fora. Mesmo com a taxação legal aplicada, o valor normalmente é sempre menor. Não sou sócio do e-bay, mas lá é um bom lugar para começar.

Claro que existe a questão da garantia e da assistência técnica, mas acredite, muitos “representantes” não estão capacitados tecnicamente a prestar uma assistência técnica confiável, e o consumidor é quem sofre com isso.

Estranho o leitor comentar sobre eu prejudicá-lo diante de margens de lucro pequenas, logo depois de me criticar pelas minhas manifestações em relação a publicações, fóruns e sites. Pelo jeito, ele também faz parte deste círculo.

Mas, se seu desejo é ser enganado, então não acredite em nada do que escrevo. Pois mesmo não ganhando nada com isso, sempre é possível que um fabricante no exterior me procure para pagar uma “gorda” comissão pelo enorme crescimento brutal de suas vendas graças ao “poderoso” poder comercial do Hi-Fi Planet.

Fica aqui a segunda dica para ser enganado por este blog: não acredite no que escrevo.

3. Acredite cegamente em reviews

O leitor escreve ainda em seu e-mail que: “Você só critica os reviews. Parece que não servem para nada e são cheios do que você chama de intereses comerciais. Eu leio todos e não vejo isso que você tanto fala. Pare com isso. Publicações como a (….) são muito honestas. Eu conheço o (….) e ele é imparcial sim, e não tendencioso como você diz”

Meu caro leitor, reviews são apenas informativos, não são referências totalmente confiáveis e muito menos absolutas.

Já publiquei amplos e detalhados artigos sobre este tema. Leia aqui e entenderá melhor sobre o assunto. Claro que algumas questões que abordo aqui você não vai ler em nenhum outro lugar.

Somente no Hi-Fi Planet temos a coragem de dizer para não acreditar em reviews, nem mesmo nos nossos!!! Sim, já escrevi isso várias vezes. Pois, além dos inúmeros fatores que envolvem uma adequada avaliação de um equipamento, como a falta de medições precisas de seu desempenho, de sua adequação às condições da sala e da percepção auditiva do usuário, das variações construtivas, etc., ainda existe o velho conflito com os interesses comerciais próprios ou de anunciantes.

Por isso vemos avaliações bastante suspeitas, comentando sobre recursos que o aparelho testado sequer dispõe, com fotos montadas, com erros absurdos, e (como ocorreu comigo no mesmo caso já citado acima) o fato de uma revista que avaliou um equipamento e elogiou o desempenho de um recurso que estava desativado (outro problema do aparelho que a fábrica ainda não tinha uma solução).

Imagine, uma grande empresa de televisores anuncia três páginas numa revista sua, mensalmente, e você se vê na condição de avaliar um produto deles, que descobre ser uma tremenda “bomba”, o que diria então em sua avaliação? “não recomendo a compra deste equipamento, por ser de péssima qualidade, de baixo desempenho, muito caro e de haver outras opções bem melhores…”.
Parece engraçado? Parece não haver mesmo outra saída?

Pois saiba que existe sim. Basta você não depender de seus anunciantes, ou melhor, de nem deixá-los participar de sua publicação. Mas aí alguém pergunta: “E do que sobreviverá o dono do negócio?” Pois é… se ele falar a verdade, também perderá aos poucos a sua fonte de sobrevivência da mesma forma.

Mas, saiba que algumas publicações como a What Hi-Fi e a Hi-Fi Choice, ambas inglesas, por diversas vezes escrevem coisas do tipo: “O equipamento é uma decepção, e não merece nossa recomendação. O mercado oferece melhores alternativas por preços inferiores”. E, acredite, eles já disseram isso da Sony, Panasonic, Philips, Toshiba, Sharp e outros poderosos anunciantes, não só de pequenas empresas de equipamentos hi-end. Mas, falamos de outra cultura, de outro tipo de postura e de uma coragem ímpar. Curiosamente, aquelas empresas não deixam de anunciar nestas publicações.
Existem publicações que merecem nosso respeito.

Mas, se você acha que isso é realmente uma grande bobagem, então vai aqui a terceira grande dica para você ser enganado pelo Hi-Fi Planet e se sentir mais feliz: Acredite cegamente nos reviews, e compre todos os seus equipamentos com total confiança do que as revistas, fóruns, jornais e outros veículos de informação escrevem sobre eles.

4. Não acredite nas marcas que o Hi-Fi Planet elogia, pois seu administrador guarda profundos sentimentos de carinho por elas.

O leitor comenta em seu e-mail: “… e na lista que você publicou de recomendação de marcas você mostra seu conhecimento de (…), deixando de fora muitas marcas importantes. Você só elogia o que você gosta ou o que os anunciantes te pagam. Além disso, duvido que você tenha testado todas aquelas marcas.”

Caro leitor inconformado, esteja certo de que não testei todas aquelas marcas, pois o que consigo testar são equipamentos, não marcas. Aliás, marcas não dizem muito sobre os produtos de forma totalmente confiável. Não existe o fabricante que só faz produtos maravilhosos, como algumas publicações teimam em tentar convencer seus leitores. Já cansamos de ver que vários dos mais conceituados fabricantes mundiais de eletrodomésticos, carros, aviões e outros produtos já tiveram seus fiascos.
Mesmo ao recomendar uma marca, precisamos conhecer melhor o produto a ser adquirido.

Você consegue cair em contradição quando diz que eu não poderia ter testado todas aquelas marcas, mas antes reclama de eu ter deixado de fora muitas outras importantes.

Meu caro, quando você escreve alguma coisa e a torna pública, deve ter muita responsabilidade com o que escreveu, pois, inevitavelmente, sua informação será utilizada por alguém que pode ser prejudicada pela imprecisão de suas idéias.

Quando elaborei aquelas duas listas, o fiz baseado não só em experiências próprias, mas através de muitas outras fontes de consulta confiáveis, inclusive de fabricantes, distribuidores e articulistas sérios da Europa e Estados Unidos. Sou assinante de inúmeras publicações estrangeiras, e leio e interpreto cuidadosamente cada página. Mantenho uma ótima relação com inúmeros grupos de audiófilos sérios e até editores de revistas. A relação com estas pessoas é bastante séria e honesta, e muitas coisas que publiquei e que mais tarde se confirmaram foram frutos destas contribuições na formação de minhas opiniões.

Eu citaria aqui, no mínimo, só para começar, umas 30 marcas importantes que ficaram de fora. A razão disso foi a simples falta de tempo para ampliar o artigo, a falta de uma posição convicta em relação a algumas marcas, ou mesmo insegurança sobre uma avaliação das contribuições citadas. Quando não se tem certeza, melhor não falar bobagens.

Por essa razão, o que está publicado ali é bastante confiável e sincero e, além daquilo, eu poderia agir de forma leviana.

Quanto a receber gratificações de alguma marca, nem vou comentar, pois esse assunto já foi por demais discutido acima. Mas, falar em gosto pessoal…

Não me apego a marcas. Não sou como muitos que idolatram marcas, que acham que suas marcas preferidas são as melhores, que tudo que possui é bom e o restante é inferior, etc. Não! Nada disso!!! Nem vou dizer que passei dessa fase porque nunca vivi uma situação assim. Minha formação pessoal e profissional me tornaram bastante crítico. Nunca sofri desse mal. Basta ver a minha participação no site Reclameaqui para conhecer minhas constantes lutas na defesa do respeito ao consumidor, independente de qualquer marca.

Só para citar alguns exemplos, sempre comprei carros da Volkswagen, pois sempre se mostraram mais confiáveis, potentes e econômicos para minhas necessidades específicas e meu modo de dirigir. Junto com as marcas japonesas, em minha opinião, a VW está entre uma das montadoras que possui algumas das melhores virtudes do mercado (para o meu uso).
Mas, há 5 anos possuo veículos Chevrolet, simplesmente porque ela possui uma excelente relação custo/benefício num modelo bastante específico e que atualmente atende às minhas necessidades. Isso não me faz gostar mais da Chevrolet, pelo contrário, continuo não gostando da marca, apesar de possuí-la. Para a maioria das pessoas, o carro que ela possui é o melhor do mundo. Tudo que ele tem é melhor que o dos outros e suas escolhas são sempre as certas. Não sou assim.

Voltando ao áudio, gosto muito das qualidades sonoras das caixas acústicas inglesas, e em minha opinião a B&W possui uma das melhores tecnologias aplicadas a este tipo de produto. Porém, eu não costumo recomendar esta marca para a maioria das pessoas, pois acho o seu custo no Brasil alto demais, e assim acabo sugerindo outras opções. Mas, inegavelmente, é uma boa marca, e está na primeira lista, mas não recomendo sempre pelo motivo citado.

Quando decidi ter uma caixa de referência, acabei por construir a minha própria, pois apesar de ter testado vários modelos, nenhum me satisfez em termos de preço e qualidade, e optei por desenvolver uma exatamente com as características que eu queria. Não encontrei no mercado uma única opção que me atendesse.
Nem por isso recomendo a sua construção para todo mundo, pois envolve algumas etapas bem complicadas.

Pelos dois exemplos acima, acho que deixo muito claro aqui que é bom para mim pode não ser bom para outros. Tenho responsabilidade e cuidado com minhas recomendações. Também nunca cito uma única marca ou modelo, mas vários. Quer um bom DAC? Musical Fidelity, Arcam, Rega, etc. Todos são ótimos. Minha preferência? Estão todas na primeira lista. Quando coloco um modelo da Electrocompaniet na segunda lista (como você discordou em seu e-mail), é porque seu valor é muito elevado, e seu desempenho comparado com a primeira lista não é superior, pelo contrário, em muitos testes foi até inferior.
Se alguém me perguntar se deve comprar um modelo desta marca, pois conseguiu por um preço muito mais baixo que das outras três, por exemplo, aí a minha recomendação se inverte. Se o fator custo é importante, dependendo do sistema, e pela pouca diferença de desempenho em relação às demais, recomendo esta marca. Veja como esta é uma questão bem complexa e as inversões são possíveis.

Note que recomendação é algo complicado, de responsabilidade, conhecimento e muita seriedade. Mas, se você gosta mesmo de ser enganado, então acredite que as minhas sugestões são puramente emocionais, e compre aquelas que não recomendo com tanto fervor. Esta é outra dica para você.

5. Critico porque sou injusto, pois todo mundo é honesto

Em seu e-mail, entre tantas outras bobagens, o leitor ainda cita que: “Você critica demais. Só reclama das revistas e fóruns porque é mais fácil criticar do que fazer. Você não tem competência para fazer melhor”

Meu caro, eu posso tentar frear um carro e ele não parar rapidamente como deveria. Isso me dá condições plenas de dizer que seus freios não são eficientes. De acordo com a sua teoria, eu deveria fazer um carro melhor, ou não reclamar.
Sinto muito, mas não tenho competência para isso. Não sou engenheiro mecânico, e nunca vou construir um carro. Também não sou cozinheiro, mas sei dizer quando um simples ovo frito está muito salgado.

Não tenho tempo nem condições de gerenciar um fórum ou de manter uma publicação impressa, mas tenho percepção suficiente para avaliar seu conteúdo e descobrir suas falhas.

Quando avalio um equipamento, uso minhas experiências auditivas de quem começou o hobby ouvindo vinil e valvulado, pois na época transistor ainda era uma novidade. Vi o CD nascer. Fiz o curso técnico em eletrônica com duração de quatro anos, e isso me ajudou a pagar cinco anos do curso de Engenharia Elétrica, consertando equipamentos de som e TVs. Meus conhecimentos técnicos pagaram meu curso de Direito, outro sonho que tinha.
Tenho experiência suficiente e competência técnica para avaliar e explicar muitas bobagens que alguns leigos transformam em “mistérios do hi-end”.

Já viajei inúmeras vezes ao exterior e tive acesso a grupos muito mais maduros que certos gurus de áudio hi-end do Brasil.

Testo os equipamentos que chegam às minhas mãos com muito cuidado, inclusive abrindo-os e avaliando a montagem e o circuito como um todo. Desde o cuidado na elaboração do circuito impresso até na disposição e escolha dos componentes, que conheço um a um. Tudo isso fotografado, não uso fotos “suspeitas” da internet para compor as imagens dos meus testes. O equipamento está ali, na minha sala, ligado e aberto. Não preciso fazer montagens gráficas.

Infelizmente, manter uma revista ou um fórum não está dentro de minhas possibilidades atuais, apesar de ter criado um pequeno fórum exclusivo para audiófilos ou entusiastas sérios.

Um blog está dentro de minhas condições, e levo as minhas mensagens da mesma forma, sem interferências ou conflitos de ordem pessoal ou profissional.

Portanto, aí vai a quinta dica para você ser um feliz traído: Todos são honestos e competentes, eu não. Não confie em meus julgamentos.

6. Não leia o Hi-Fi Planet. É uma grande bobagem de alguém que só quer aparecer.

Exatamente, não leia o Hi-Fi Planet.

Existem inúmeras opções repletas de “amigos” querendo obter vantagens de você, levando o seu dinheiro a cada “upgrade” que você faz.

O Hi-Fi Planet é mantido por alguém que não tira nenhuma vantagem de ninguém, não vende nada, critica o que está errado, conta os podres que ninguém quer comentar, e tudo isso apenas porque ele quer aparecer. Afinal, ele quer se lançar para Presidente da República em breve, e precisa atingir popularidade rápida, e como quase todo mundo no Brasil é audiófilo, isso é fácil…

Guarde esta dica: Não leia o Hi-Fi Planet.

7. Quer mais?

Eu poderia citar outros trechos do e-mail para alimentar esta lista de como você deve ser feito de bobo e ser feliz. Mas, convenhamos que este texto já está se tornando longo, cansativo e um pouco fora de nosso objetivo.

Então, como última dica, considere tudo que escrevi aqui como novas bobagens, e continue fiel aos seus pensamentos.

Poupei alguns nomes e marcas do e-mail que me enviaram, pois respondo pelo que escrevo, mas quem enviou o e-mail o fez de forma anônima (como sempre).

Algumas vezes recebo algumas críticas, mas sempre sei o motivo.
Não me interessa agradar um importador, um editor, um vendedor ou um administrador de um fórum ou site. Quero levar algo mais para quem realmente vale a pena, para pessoas como eu. Para aquele que ama o hobby e quer aprender sempre mais, não caindo nas armadilhas do mercado. Não que todos sejam desonestos. Isso só não é muito diferente dos outros segmentos.

Eu mesmo já fui enganado, mas aprendi. Já perdi tempo, dinheiro e saúde com algumas escolhas que fiz quando comecei nesse hobby.

Se alguns se incomodam, eu não me importo. Se o que faço é justo e honesto, qualquer crítica que escapa desse sentido não merece prosperar.
Sei que conquisto alguma antipatia com isso, mas tenho a consciência de que estou sendo fiel aos mesmos princípios que sempre nortearam a minha vida.

Um abraço.

17 Comentários em Como Ser Enganado Pelo Hi-Fi Planet em 7 Lições

  1. É normal existirem pessoas com pensamentos dissonantes, as coisas escritas aqui devem desagradar muita gente e empresas, que vivem de trambique. E não é somente em aúdio e vídeo, acontece em todos os ramos profissionais e comerciais, acho que a resposta mais simples para essas pessoas é: então não entre aqui e não leia as bobagens que vc acha que tem! Aqui é o espaço para quem quer pensar, quem quer usar o cérebro, que não quer simplesmente seguir as recomendações dos “experts” de olhos fechados, feito cordeirinhos. Quem gosta fica, quem não gosta não visite mais, simples assim. Eu não concordo com tudo que o Eduardo faz e pensa, mas imagine se todo mundo pensasse igual! Eu observo, leio atentamente tudo e tiro as minhas próprias conclusões, achei este blog e o fórum se parecem mais com a minha forma de pensar, mas não é 100%, graças a Deus! E tem a questão do gosto pessoal, uns gostam da Microsoft, Intel, outros da Apple, AMD… Acho que o importante é ter opções e fazer escolhas baseadas nas nossas convicções pessoais, nas informações colhidas de todos os lugares, e em nosso orçamento quase sempre apertado. Existe muita mentira e enganação nesse mundo hi-end, isso é fato, tentam empurrar equipamentos caros com falsas avaliações, sugerir upgrades intermináveis, é preciso estar muito atento para não ser enganado e acabar ficando sem roupa de tanto comprar supérfluos, mas quem quer ouvir os outros e acreditar piamente em tudo sem refletir, então que seja feliz assim.
    Quanto a margem de lucro pequena das empresas, putz, nós brasileiros pagamos 3X em dólar e às vezes nem temos acesso a um monte de coisas, somos espoliados pelo governo e pelos comerciantes, se a margem fosse pequena não tinha tanta gente vendendo, e, o que é pior, fazem pouco dos pequenos clientes, já fui ignorado duas vezes por lojas “hi-end”, mandei e-mails e nem responderam. Há alguns meses um cabo interconnect Siltech danificou e o representante oficial brasileiro nem me respondeu, me ignorou solenemente, tive que enviar o cabo diretamente para a Holanda para fazerem o reparo, o atendimento foi dez, tudo porque não tive no meu país a atenção que devia.

  2. Sensacional.
    Um tapa bem dado na cara de muita gente que merece.
    Conheço bem de perto isso que você citou, e não mudo uma vírgula de lugar.
    Vi cada uma e quem me conhece sabe que até mais do que deveria. Quando lembro sinto nojo de algo que deveria ser motivo de prazer.
    Muita coragem e ousadia. Parabéns. Mas se prepare para mais porrada. Eles não desistem.
    Deixei de frequentar os mesmos lugares pelas identicas razões. A garotada tem muito para aprender para não usar esse nariz vermelho, mas tem muitos que até merecem.
    Ainda bem que você é advogado e sabe se defender. Na minha época tive que me calar para não me ferrar.
    Sua resposta foi genial e tem que ser essa mesmo. A verdade te incomoda? então caia fora daqui.
    Feliz Natal
    Marco

  3. Marcos,

    Obrigado por prestigiar este espaço.
    É exatamente esta a idéia, você não precisa gostar do mesmo vinho que eu, mas também não deve tomar água suja por US$ 1.000 o copo !!!
    Você tocou no ponto exato: “Eu observo, leio atentamente tudo e tiro as minhas próprias conclusões”
    É isso mesmo.

    Marco,

    A idéia não é agredir ninguém. Acho que mesmo uma crítica dura pode ser construtiva para uma reflexão do que somos e fazemos.
    Já vivemos num país onde a corrupção se tornou corriqueira, e que exemplo damos para estes pilantras?
    Será que todo mundo tem que levar vantagem em cima de alguém? Será que este é o exemplo mais acertado além de um comportamento aceitável?
    Obrigado e um Feliz Natal para você também.

    Abraço.

  4. Eu vi o seu post sobre as “marcas recomendadas” ser muito criticada em um fórum de áudio, mas o engraçado é que a marca da galera que tava criticando tava na lista do “menos recomendados”! rsrsrrs ou seja, pessoal “bem imparcial”. Infelizmente essas coisas atingem o ego das pessoas e elas não sabem separar as coisas. A minhas caixas mesmo estava nos grupos dos menos recomendáveis (Kef), mas consegui compreender bem o que você estava querendo dizer, ainda bem que vc não se importa com isso e se mantem firme em seu proposito, apesar de que deve ser chato aguentar esse monte de cabeça dura! Espero que daqui algum tempo as coisas mudem e as pessoas acordem pra ralidade!

    Grande abraço e forças nessa empreitada!

  5. Olá Henrique,

    Obrigado pela participação.
    É esse tipo de maturidade que falta para algumas pessoas.

    Forte abraço.

  6. Eduardo, continue firme!

    Se você está desagradando alguns é porquê você já está incomodando o status-quo de “experts” hi-endistas, que mais confundem do que informam ao leitor interessado em áudio.

    Percebo também que o Hi-Fi Planet é o único site sobre áudio que não prestigia somente os equipamentos Hi-End.

    É só ler as matérias e perceber a quantidade de informações úteis para quem não tem muito recurso financeiro.

    De um lado temos diversos sites/e-commerce de Micro-Systems e Mini-Systems que são um pesadelo para quem quer algo de qualidade.

    E de outro lado, temos os sites/revistas com reviews de equipamentos que são inacessíveis pela grande maioria dos brasileiros, onde um stereo alcança facilmente o custo de um carro ou um pequeno apartamento.

    Você, com suas informações, está conseguindo atrair consumidores para os equipamentos Hi-Fi de qualidade, que não custam o olho-da-cara, o que deveria ser elogiado por aqueles que fazem de seu ofício a comercialização de equipamentos de áudio.

    Acho uma grande falta de visão dos fornecedores aqui no Brasil, de não popularizarem algumas marcas, que se não são Hi-End, mas que podem facilmente agradar os clientes com preços justos.

    É o ganha-ganha. Sendo mais em conta os equipamentos, mais gente iria adquiri-los.

    E por fim: Com tantas informações ruins que temos na internet, até de sites “confiáveis”, te parabenizo pelo conteúdo de seu site, pela sua postura e seu profissionalismo com imparcialidade raras hoje em dia.

    Fote abraço.

  7. Grande Eduardo,

    Minha história com o som hi-fi, agora hi-end, remonta da década de 70.
    Vivi o período de ouro do áudio nacional, com excelentes importados e a chegada dos nacionais como Cygnus, Nashville, Quasar, Gradiente, Polivox, e outras marcas que deixam saudades.
    Foi a época da Som Três, dos “reviews” da Revista Antenna ou Eletrônica Popular (se lembra disso?), a abertura de mercado, a chegada da Aiwa!!! na Feira da Zona Franca de Manaus… quem se lembra deste evento?
    O mercado mudou muito. A mudança foi positiva, apesar dos tropeços. O problema justamente é esse desvio de valor que você cita. A informação precisa e honesta dá lugar à propaganda enrustida.
    Participei do fórum da revista Home-Theater, que acabou por culpa dos próprios usuários. Depois vimos nascer o Htforum, com pessoas maravilhosas, que aos poucos deixaram o espaço. Como não se lembrar do bom amigo Carlos Dantas, do velho Martins, de você mesmo que deixou um imenso vazio naquele espaço e tantos outros bons amigos?
    Infelizmente, o espaço caiu na mesma vala dos demais e acabou se perdendo. A idéia era boa, mas sucumbiu diante do interesse econômico, assim como o Clube do Áudio, que acabou até trocando de nome e virou mais um braço comercial no interesse próprio e de terceiros. Agora o negócio é vender cursos (mais propaganda enrustida), hi-end shows cada vez mais fracos, discos, e ser o garoto propaganda dos anunciantes.
    Tudo vai se perdendo, menos o bom e velho Eduardo que há muito tempo conheci e continua o Robin Hood solitário que defende os audiófilos pobres e oprimidos (risos…).

    Parabéns pelo seu site. Sou frequentador deste seu blog e admiro os seus textos, sempre claros, lógicos, verdadeiros e interessantes. Depois que você lê uma nova publicação sua, imagina: como não pensei nisso antes?

    Te desejo muito estímulo para continuar escrevendo, pois não é fácil aguentar a ignorância dos críticos de plantão que às vezes parecem mais incomodados com eles do que com os demais. Mas, como você já bem lembrou, e eu já tive a oportunidade de confirmar isso pessoalmente, muitos deles nem existem. São criados para defender o mercado de pilantragens que você justamente tenta enfraquecer, pois acabar com essa pouca vergonha será uma tarefa árdua e quase sem fim. O mais triste é ver que alguns ainda caem na mentira destas críticas, e com a verdade tão óbvia na frente de suas caras. Não desanime. Se eu puder ajudá-lo, conte comigo.
    Não sou tão articulado como você para escrever estes textos sensacionais, mas posso dar um pouquinho de minha humilde contribuição.

    Muito sucesso, um feliz Natal e um maravilhoso ano novo para você e seus queridos.

    Um grande abraço do velho amigo e admirador,

    Samir Pontieri

    P.S. Estive com o Alexandre, e ele me contou de suas novas caixas. Disse que depois de ouví-las em sua casa perdeu até a vontade de ligar aquelas “porcariazinhas” (palavras dele) da Wilson Audio que ele achava o máximo… preciso ver isso de perto logo…

  8. Caro pcfranco,

    Obrigado por participar do Hi-Fi Planet.
    Enquanto puder, tentarei ajudar aqueles que buscam gastar menos, aprender mais e corretamente. Espero estar colaborando um pouco com o bem pouco que conheço, porém, sempre com esta postura que você citou.
    São palavras como as suas que me incentivam a continuar com este trabalho, que te garanto, não é nada fácil… rsrsrs…..

    Caro amigo Samir,

    Um prazer tê-lo aqui.
    Nossa história é bem parecida. Claro que me lembro de tudo isso.
    São recordações inesquecíveis para nós apaixonados pela boa música bem reproduzida.
    Eu lembro a minha alegria quando comprei meu primeiro tocador de CD, quando poucos conheciam o que era aquilo. Era quase impossível achar discos no Brasil, e eu fiquei ouvindo dois importados, que foram os únicos que encontrei (e por um preço absurdo) por mais de 4 meses. Muitas histórias….
    Lembro-me dos reviews das revistas do Gilberto Affonso Penna. Que época, não?
    Até você me deu uma idéia agora de publicar um daqueles testes. Ainda guardo inúmeras revistas daquela época.

    Te agradeço muito pela participação, e não desmereça as suas habilidades e conhecimentos, você escreve muito bem e suas colaborações serão muito bem-vindas.

    O Alexandre é exagerado… rsrsrs….

    Boas festas, muita paz e saúde.

    Abraços pcfranco e Samir,

    Eduardo

  9. Excelente post Eduardo! Além de muito bem escrito, creio que ele fundamenta e sintetiza toda a lógica desse nosso novo espaço (falei nosso, pois ele é nosso ora bolas, hehehe).

    Aqui, tive a felicidade de encontrar textos que me provocaram a refletir sobre toda a minha percepção e entendimento em relação ao nosso “maluco” hobby. É justamente quando somos provocados a rever e reavaliar nossas posições/percepções é que temos a chance de evoluirmos ou, de continuarmos na mesmice e no senso comum. E vejam, ficar no senso comum dentro do universo do nosso hobby é extremamente “confortável”, pois dia após dia, somo literalmente bombardeados por informações que exaltam a qualidade de determinados produtos superestimados em reviews altamente tendenciosos, com interesses bem claros.

    Confrontar as nossas “verdades” é um processo doloroso que não é bem digerido pela maioria de nós. Reitero que as diversas matérias e posts desse “nosso” blog Eduardo, propiciaram-me um confronto de ideias/pontos de vista extremamente positivo, tanto para mim como para outros amigos meus. Por favor continue a nos provocar e rever nossos conceitos sobre o mundo do áudio&vídeo.

    Grande abraço!!

    Dakir Larara

  10. Eduardo, meu camarada,

    sua abordagem foi sensacional, irreverente e bastante inteligente.
    Também já estive dos dois lados e sei como estas coisas funcionam. As revistas são uma piada de tão equivocadas. Fóruns viraram palanques para a molecada defender suas marcas como quem defende times de futebol, e as duas coisas são usadas para vender produtos. E numa dessas, quem fala mal do que tem para vender? Já frequentei o Htforum, e inegavelmente é uma grande fonte de informação, mas tem que peneirar muito bem o que se lê pois além de muitas bobagens que escrevem lá ainda tem a publicidade enrustida das marcas de interesse do espaço, que não são poucas. Minha caixa de entrada de MPs recebe tantos spams de produtos dos comerciantes que frequentam o fórum que quase ganha dos meus emails do ig….

    A verdade é que fica todo mundo com aquele risinho de bobo finjindo que nada está acontecendo, e quando surge alguém como você dizendo as verdades que muitos não gostam de ouvir, aí aparecem os falsos indignados.

    Quero destacar aqui duas situações que ilustram bem este submundo hi-end.
    A primeira é um comentário de um membro do citado fórum:

    “””… quando estive na (…. loja …) fui pego de surpresa com um subwoofer que estava tocando e meu queixo quase caiu. O que era aquilo? Gente, só ouvindo para acreditar. Era um sub de uma tal de SVS e que tocava barbaridade. Logo pensei comigo: um dia terei um sub dessa marca…”””

    Agora, o mesmo usuário em outra mensagem quatro meses depois:

    “””… tenho um sub SVS há dois anos, e não troco por nenhum outro. Já passaram vários outros em minha sala para comparação e a briga foi injusta. O SVS sempre deu um banho nos demais…”””

    Claro que estas mensagens serão adulteradas, se já não foram como sempre é feito lá. Fica o que interessa, apaga-se o que for inconveniente. Permanecem os membros passivos, e saem aqueles que percebem e criticam fatos como este.

    Da CAVI, o que esperar? É outra que também se perde no meio da ilha da fantasia criada por ela. São cursos de percepção, consultorias, metodologias incompreensíveis e abordagens da mais absurdas, num interesse muito mal explicado.
    Para não perecer leviano, vamos comentar só um caso mais recente da bagunça que virou aquilo.
    Na última edição de número 174, um “experiente consultor e avaliador” menciona num teste das caixas acústicas Elac FS 609:

    “””… Tenho que afirmar categoricamente ter sido o palco mais impressionante que já tivemos em nossa sala de testes com qualquer caixa, independente de preço e tamanho. …”””
    A caixa ganhou nota 11 no quesito Palco Sonoro.

    Porém, a mesmo afoito avaliador, na edição 172 da mesma revista, ou seja, também recente, ao avaliar as caixas Hansen Audio The Emperor segundo a mesma metodologia, no mesmo quesito Palco Sonoro lhe deu uma nota 12 !!!!!!
    E agora, José?
    Ainda bem que numa revista não dá para alterar o texto…
    Metodologia… a serviço de quem?

    São tantos exemplos que poderíamos relacionar aqui que certamente justificaria a indignação que sentimos com estas publicações.

    Eduardo, não se importe com as críticas. Existe um universo de leitores mais maduros e conscientes, e esteja certo que ele apoia a sua bronca, como eu também o faço.

    Parabéns pela sua coragem, e por não cair nesta tentação que muitos infelizmente se entregaram.
    Está sobrando pouca coisa útil para se ler sobre áudio. Faça um favor muito grande a todos nós, mantenha este blog exatamente como ele é.. honesto, imparcial, corajoso e sem rabo preso com ninguém.

    Um grande abraço deste seu fã e fiel admirador.

  11. Caro Jorge,

    Obrigado pelo seu depoimento.

    Desculpe-me por omitir alguns nomes de seu texto, mas é melhor assim.
    Não acompanho nenhuma das duas publicações citadas e, portanto, não conheço estes fatos. Desta forma, um pouco de atitude ética e precavida não faz mal a ninguém. Se puder me comprovar os fatos, não terei o menor receio de declinar os nomes omitidos.

    Gostaria que este espaço fosse mais construtivo, com contribuições mais positivas.
    Não gostaria que transformassem este blog num palco de intrigas para ataques alheios. Isso eu acho que já faço muito bem (risos…). Estou brincando, evito isso sempre que possível.

    Vou, sempre que necessário, preservar identidades, deixando para o leitor a tarefa de “ligar os pontos”.
    Não admitirei ataques diretos ou ofensas pessoais, sem as devidas comprovações. Se me enviarem uma foto do sujeito “pisando na grama”, publico aqui sem qualquer restrição. Mas, qualquer acusação deve ser justa.
    Não digo que é o seu caso. Nem quero reprová-lo por isso. Pelo contrário, seu comentário foi publicado na íntegra, exceto por duas palavras que se referem à uma loja e à uma pessoa. Acho isso um pouco agressivo demais diante das circunstâncias que aqui mencionei.

    Com relação aos fatos que você citou, só me resta dizer uma coisa, Lamentável !!!

    Um abraço

  12. Como assim ”margens de lucro pequenas”?? Não entendi essa, a não ser q os preços tenham caído em um abismo, me parece q o preço ”Brasil” ainda é o mesmo,
    p/ex; Bryston B100 integrado por cerca de 7K dolares, Dartzeel integrado por cerca de 40K reais, e Gamut e ASR Emiter por + 20K reais, ou seja, agio de +100% sobre o preço de loja praticado nos USA, mas o lojista brasileiro compra pelo preço de fábrica, na fábrica, obviamente muito menor.
    O PSaudio NoiseHarvester custava 100dólares no lançamento(anos 90) mas no distribuidor/revendedor em SP, até hoje custa 200obamas cada um, até hoje 2011.
    A mesma coisa são as Klipsch, na conhecida loja ”faixa azul” q anuncia em um Fórum, custa 3 a 5x mais q na Tentaciones, e o produto é o mesmo.
    E na Tentaciones o produto não é usado e abusado e depois vendido como novo, como é costume no Brasil, sendo este procedimento tão habitual, q foi mencionado an passant como sendo absolutamente normal, na revista CAVI nº112 página 64 pelo Andrette, para o bafônico amp ASR Emiter2Exclusive de módigos 26.600,00 dólares, e em Joinville a sessão de abusos é muito pior.

  13. Eduardo,

    Meu querido, sem problemas.
    Me desculpe.
    Pode editar o que for necessário. Entendi as suas razões. Acho que me empolguei um pouco.
    Criticar de forma elegante, entendi o recado.
    Mas que dá uma vontade de apontar o dedo para o nariz destes sujeitinhos… isso dá. É revoltante demais.

    Um grande abraço.

  14. Olá
    Parabenizo-o por este blog tão simpático. Sou um simples apreciador do áudio mais ou menos antigo, e realmente não compreendo como o material que busco ao “lixo” tem um som que acho bom, apesar do desprezo que os atuais papas do hi-end lhe votam…
    Realmente no contexto atual, qualidade e preço geralmente não andam de mãos dadas… E ás vezes vão em caminhos separados. O que sempre vale é ouvir, ouvir muito e depois olhar de onde sai o som.
    Um abraço

  15. Snuns,

    Obrigado pelas suas palavras.

    Estou para publicar um artigo bem interessante sobre isso.
    Mas, a sua sensação não é diferente daquelas experimentadas por outros colegas. Esta relação obrigatória de preço/qualidade que alguns apregoam, muitas vezes é uma farsa para favorecer anunciantes e patrocinadores. E isso acontece em inúmeros outros segmentos. Não é só o áudio que passa por esta situação lamentável.
    Recentemente li um tratado publicado em algum lugar, quando estava na casa de um amigo, de como ter um hi-end com 25 mil reais ou algo assim. É ridículo como o tema era tratado… “agora você pode ter seu hi-end por bem pouco…”.

    Você pode ter um hi-end por bem menos do que isso, mas porque contar esta verdade?
    Já cansei de ler besteiras do tipo: “vale pelo menos 3 vezes o seu preço”.. “desempenho de um produtos duas vezes mais caros”… etc…
    Será que aqueles que escrevem estas bobagens não têm um pouco de vergonha na cara?
    Desvendaremos isso em breve.
    Sei que receberei mais críticas, mas não escrevo para críticos que na maioria das vezes nem existem na verdade, nem para aqueles que querem lucrar abusivamente com seus produtos, e nem para aqueles que querem ser enganados, ou porque gostam de fazer papel de bobos ou porque não se importam em gastar fortunas apenas por exibicionismo.

    Meus parabéns a consumidores como você, que acreditam mais em si mesmos do que nas bobagens que muitos escrevem por aí. Continue experimentando e descobrindo.

    Abraço

    Eduardo

  16. O missivista Jorge, em 27/12, mencionou o teste com caixas Hansen, que custam um valor inacreditável, quase R$200.000,00, se não me engano. Não são as mesmas cuja foto publicada na revista foi baixada da internet e adulterada? Normalmente o testador famoso publica uma foto do equipamento em sua sala, mas no caso específico parece que ele não teve oportunidade de tirar uma simples fotografia, em plena era digital, ficando a dúvida, será que realmente essas caixas estavam presentes na sua casa e ele as testou de verdade, ou simplesmente inventou um teste para dar uma “força” ao representante/vendedor das caixas?
    Parece, inclusive, que já houve precedente…
    Abraço

  17. Excelente artigo!!! E só tive o conhecimento do mesmo, hoje (29 de outubro de 2014) Rs.

    Aliás, conheci este blog ontem (28/10) quando pesquisei sobre um Blu-ray player da Tec Toy e estou gostando muito. Já me tornei fã do blog.

    Um abraço!

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