A exploração dos preços de produtos “hi-end”

Você achava que os produtos hi-end custavam muito caro no Brasil? Saiba que está enganado.
Faça as contas, e descubra que eles custam bem mais caro do que você imaginava.


É vergonhosa a situação dos preços da maioria dos produtos destinados ao áudio hi-end no Brasil.

Fiz um levantamento de alguns produtos para tentar entender porque eles custam tão mais caro no Brasil do que no resto do mundo. Fiquei realmente indignado com o resultado desta pesquisa.

Sabemos que os impostos no Brasil são altos, que existe o custo do frete para trazer o produto, que uma margem de lucro é necessária, etc… mas, mesmo assim, nada disso justifica algumas disparidades tão exageradas.
Existe algum milagre em vender produtos aqui, de forma legal (excluímos o “mercado paralelo”) e com preços similares aos encontrados lá fora?

Afinal, o Sr. Moysés, da Sound Advice de Brasília, conseguia vender aqui produtos da Creek, Arcam, QED, Quad, Exposure, Harbeth, Croft, Spendor, Proac, entre outras marcas, muitas vezes pelo mesmo preço ou até mais barato que no mercado americando, que também paga frete para ter a maioria destes produtos lá.

Qual o segredo, então?

A questão é que quando o consumidor de produtos hi-end de áudio faz os cálculos, comete um erro básico. Normalmente, ele pega o preço praticado no mercado americano, ou outro qualquer, faz a conversão da moeda e aplica o custo de frete e impostos sobre este valor.
O problema é que o preço que ele usa já não é o correto, não sendo aquele o mais adequado para fazer este cálculo.

Observe que o preço do produto nas lojas estrangeiras já está com a margem de lucro, impostos, frete e outros valores agregados.

O Sr. Moysés costumava dizer que não havia nenhum segredo. Ele era um distribuidor/revendedor das marcas e, portanto, comprava os produtos pelo preço de atacado, e não de varejo.
Sobre esse preço, que muitas vezes chegava a 1/3 do preço final ao consumidor lá fora, ele aplicava os impostos, os demais custos e sua margem de lucro.

Não havia, como chegamos a ver em outros casos no passado, sonegação ou subfaturamento de qualquer espécie. O Sr. Moysés fazia questão de mostrar toda a documentação de importação, e tudo regular.

Lembramos que lojas já foram autuadas por sonegação ou subfaturamento (indicando um preço menor dos produtos adquiridos), e ainda alegavam que pagavam tudo regularmente,  para justificar os preços elevados que praticavam. Uma vergonha!

O fato é que os preços dos distribuidores e importadores de atacado são bem diferentes daqueles que o mercado faz o consumidor imaginar.

Há alguns anos, após ler um teste de uma caixa acústica da Usher Audio e me interessar pelo produto, entrei em contato com o fabricante para ver a possibilidade de importar o modelo, já que a mesma não era vendida aqui.

Para minha surpresa, recebi uma ligação de um dos diretores que me ofereceu a possibilidade de revender a marca no Brasil. Mesmo não tendo qualquer interesse ou disponibilidade para isso, me mostrei simpático e aceitei receber a tabela de preços do fabricante. Cheguei a tomar um susto quando vi a tabela. Alguns produtos custavam até 1/3 do preço de mercado, e ele se oferecia para rever a tabela caso os valores ainda inviabilizasse o acesso da marca aos consumidores brasileiros.

Por curiosidade, pedi para um escritório de importação, que nos fornecia serviços, para fazer os cálculos para colocar os produtos no Brasil, e em seguida fiz as contas para vendê-los por um preço “honesto”.

Fiquei bastante surpreso com a descoberta de que poderia vender aqui os produtos da Usher pelo mesmo preço que eles praticavam no mercado americano.
Não me interessei por isso na época, mas ficou a lição.

Vi um “esperto” importador dizer certa vez que o produto paralelo, vendido em espaços como o “Mercado Livre”, era um exemplo incontestável da “honestidade” do importador. Bastava pegar o preço do produto do “importador paralelo” e aplicar os impostos e lucro para ver como os preços “oficiais” era bastante coerentes.

Que absurdo isso!!! O distribuidor não paga o preço desse pessoal do mercado paralelo, que adquire os produtos em lojas de Miami, por exemplo.
Foi mais uma tentativa de iludir o consumidor com outro cálculo absurdo.

A conta que o distribuidor faz é bastante simples. Ele imagina que a única opção do comprador brasileiro que quer comprar legalmente é importar o produto dos EUA. Assim, pega o preço de varejo de lá, faz os cálculos de importação e atribui uma diferença como “margem de lucro” e pela manutenção da garantia (seu “grande” diferencial).

Ainda, para ter certeza disso, consegui o preço de um cabo importado no atacado, de renomado fabricante de produtos hi-end.

Pedi ao meu escritório de importação para realizar todos os cálculos de importação e de valor de venda com 15% de lucro, uma margem bastante razoável.
O valor ficou quase na metade daquele revendido aqui.

Aliás, li em um teste deste mesmo cabo um comentário de que o preço dele o transformava numa “barganha”, pelas suas qualidades. Até isso somos obrigados a “engolir”….

Pior que isto são alguns produtos nacionais, que além de vendidos pelos mesmos preços absurdos, ainda agregam qualidades muitas vezes inferiores.
Novamente, li outro teste onde um avaliador informava que o preço de um cabo era bastante acessível,  classificando-o também como uma grande “barganha”.

Pois bem, tive esse cabo em mãos, e para a minha surpresa os conectores eram fabricados aqui mesmo no Brasil, vendidos no mercado de varejo, repito, VAREJO, por 10 reais cada. Comprados direto da fábrica, o que é possível para qualquer empresa, saía por R$ 3,60 cada. Ao desmontar o cabo, outra surpresa, tratava-se de um conjunto de fios trançados, sem nenhum outro “atrativo tecnológico de outro mundo”. Construção convencional.

Para total satisfação de minha curiosidade, pedi ao laboratório para avaliar o material dos fios, onde se constatou serem feitos de cobre de baixa qualidade.

O fabricante ainda alegava utilizar solda com prata nas conexões, o que foi desmentido no teste. Era solda comum, e também de baixa qualidade.
Ao final, mesmo com todo o processo de fabricação, o cabo poderia custar no máximo R$ 16,11 para ser fabricado. O valor oficial da “barganha” era mais do que 44 vezes esse valor !!!

Mais uma vez, brincando de “mago do hi-end”, pedi para avaliar quanto seria o custo se eu utilizasse solda com prata, fios de cobre de alta qualidade livre de oxigênio, e desse mais um banho de ouro nos conectores, além de usar uma capa de melhor qualidade. Valor final: R$ 25,30 !!!

Recentemente, pudemos ver um dos maiores experimentadores de áudio hi-end do Brasil comentar em seu site que abriu um cabo importado, e descobriu que o material supostamente empregado nos condutores não era aquele. Ou seja, não é um privilégio de um oportunista brasileiro.

Lembro-se da tristeza do Sr. Moysés quando comentou que um de seus aparelhos avaliados somente não recebeu uma nota maior num teste pois ele não aceitou divulgar um preço maior, para evitar “problemas” aos concorrentes que vendiam seus produtos bem mais caros, muitos até inferiores. Coisas do mundo dos negócios !!! Repugnante, diga-se.

Com tudo isso, minha conclusão é de que estamos mesmo perdidos nesse mercado.

Com raras exceções, há uma evidente conspiração para fazer com que “hi-end” seja sinônimo de “preço elevado”.

É admissível que um cabo de caixas custe mais que um carro de média categoria? O que tem esse cabo de tão especial? Estranho… ninguém diz.

Os condutores são feitos de ouro maciço? Os conectores também? E a capa é de couro de alguma espécie rara de animal?

Neste caso já adianto… os fios são de cobre, os conectores de cobre puro revestidos com ouro industrial, com capas e isolantes plásticos. E custa o preço de um carro…“Mas o som é maravilhoso !!!”, diria o “audiófilo”. É mesmo? Não seria apenas diferente?
Pelas experiências que tive com cabos, eles possuem características resistivas, indutivas e capacitivas capazes de modificar um sinal elétrico, e isso não significa, necessariamente, que materiais nobres façam isso de forma melhor.

Ouvir mais agudos não significa dizer que o cabo tem uma maior extensão nas altas frequências. Um equalizador ou alguns componentes eletrônicos de poucos reais fazem isso também.

Aliás, dizem que alguém andou usando em teste comparativo (numa palestra) cabos “preparados” para “provar diferenças”. Que coisa feia !!!

Vamos esperar que um dia, nós audiófilos sérios, sejamos tratados com mais respeito pelos fabricantes e importadores não tão sérios.

13 Comentários em A exploração dos preços de produtos “hi-end”

  1. O problema do Brasil é a ganância, pois nos EUA e na europa também se paga impostos, a renda é muito maior do que a nossa e mesmo assim os produtos são acessíveis. Nada justifica os altos valores cobrados aqui a não ser a ganância desmedida dos nossos “empresários”, com raríssimas exceções. Quem tem um pouco mais de cultura e acesso à internet consegue adquirir ótimos equipamentos e cabos de áudio a preços excepcionais, já incluindo a margem de lucro dos vendedores, é uma vergonha o brasileiro ser tão explorado pelos próprios brasileiros, sem falar na desonestidade que existe em muitos produtos ditos “hi end”, que na verdade não o são. é deplorável.

  2. Mais um excelente artigo Eduardo. Fico muito feliz em ver que este tema dos preços abusivos está aparecendo cada vez mais.
    Sobre o preço dos carros diversas reportagens apareceram nas últimas semanas relatando que a culpa do preços exorbitantes está muito relacionada a ganância das montadoras e não apenas aos impostos excessivos do Brasil. Penso que o mercado de áudio, mais especificamente o dos equipamentos High-End, sofre da mesma síndrome da ganância.
    Quem sabe um dia nós vejamos esta realidade mudar…
    Abcs, e parabéns pelo site!
    Andre

  3. Eduardo, virou “verdade” (Goebbels) a justificativa dos impostos para os altos preços de equipamentos de áudio (e outros) no Brasil. Tanto como consumidor final, como como em outras atividades que tive, pude perceber que não é assim que funciona.
    Quase todas as vezes que adquiri do distribuidor oficial, recebi na entrega uma “meia nota”. Um exemplo é ter adquirido um par de caixas e recebido nota por uma delas (“vc não vai usar a garantia para as duas ao mesmo tempo”). Outra forma de subfaturamento é simplesmente passar a nota com valor mais baixo. A questão no caso das caixas é como ajustar o estoque se entraram duas e saiu só uma? A possibilidade maior é que uma tenha entrado sem nota também!
    Outra forma praticada é a de emitir a nota mas não recolher efetivamente os impostos. Uma outra loja onde comprei porque emitia nota, não a enviou para a Secretaria da Fazenda. Hoje pode-se saber disso simplesmente através de consulta à Nota Paulista – aqui em SP. Assim, o imposto não foi efetivamente recolhido apesar da aparente normalidade da operação.
    Há também aqueles que enviam as guias “zeradas” (não pagando impostos) até serem inabilitadas. Depois criam outra empresa e repetem o processo “ad infinitum”.
    De todos os “modus operandi” utilizados, o resultado é que o imposto, supostamente elevado não é pago ou é reduzido, pondo por terra sua utilização como justiificativa para os preços praticados. E fica a sensação de que é muito mais tênue do que parece a linha que separa “oficiais” de “alternativos”, que o que pagamos a título de impostos fica mesmo é nos bolsos do empresário.

  4. André

    Obrigado. Fico contente que tenha gostado do artigo.
    É uma pena que essas coisas não são mais divulgadas por outros espaços, talvez porque, no final, está todo mundo, como se diz por aí, “de rabo preso”.

    Abraço

    Eduardo

  5. Luisk,

    Obrigado pela sua participação.
    Muito interessantes as suas observações.

    Abraço

    Eduardo

  6. Eduardo, artigo muito bem escrito, muito bem ilustrado [até com a figura do tio patinhas ! rs]. Eu penso que, aos poucos, a verdade vai aparecendo e o consumidor vai ficando cada vez mais “vacinado” e consciente. Haja visto que já existem empresas que estão trabalhando com um modus operandi mais correto e honesto, sabendo desta “maturidade” que ilumina cada vez mais a mente do consumidor hobbista. Eu fico aqui pensando, e já estou vendo alguns casos reais, naquele sujeito que gastou uma grana alta num equipamento “Hi-End”, ficou com o Ego inchado, esnobou os colegas do hobby sem o menor constrangimento, sentiu-se poderorso, por cima da carne seca, falou “grosso” e sem humildade, desrespeitou colegas, criticou e fez chacota daqueles que têm equipos mais baratos [e nem por isso inferiores], o sujeito que acabou agrupando-se aos seus “amigos espelhos” e “diferenciados” [Elite ?]. Enfim, atualmente vejo estes casos em que o tal sujeito já sente vergonha por ter se achado o bambambam quando descobre que pagou MUITO CARO por algo que não valia tanto, poderia ter comprado equipos de MESMA qualidade por 1/5 daquele valor. [Agora no plural:] O interessante e hilário é que tais sujeitos tentam vender os equipos “Hi-End” por preços próximos aos que pagaram, mas não conseguem porque os colegas do hobby estão cada vez mais cientes da verdade que você muito lucidamente expõe no texto acima. Enfim, a verdade tarda, mas não falta.
    A minha maior esperança é que a humildade volte às mentes destes sujeitos que outrora se fizeram poços de arrogância, porque além de o número de amigos verdadeiros aumentar [diferente daqueles “amigos espelhos”] os preços dos equipos irão diminuir. Assim vejo o caminho da moralização deste mercado [como já vem ocorrendo em outros mercados], aos poucos a quantidade de empresários e articulistas que se acham “espertos” tenderá ao ZERO.

    Desejo boas audições aos amigos.

  7. Caro Fibra,

    Obrigado por sua participação.

    Existe aqui uma única diferença, o Tio Patinhas começou com uma moeda da sorte, e alguns começam com um cabinho “hi-end” (risos).

    Você tem razão. Vivemos um período em que publicações e espaços de discussões eram escassos, onde muitos aproveitaram para “unir o útil ao agradável”, ou “o interesse pessoal e comercial à ferramenta de informação que dispunha”.
    As coisas estão mudando. Os audiófilos hoje estão mais informados. Aqui mesmo estamos sempre publicando comparativos de equipamentos de “grife” levando surra de equipamentos muito mais baratos lá fora. Mas, sempre existirão revistas comprometidas com seus anunciantes, sites com usuários “fantasmas” elogiando determinadas marcas, e que aos poucos já começam a despertar suspeitas. E sempre haverá um ou outro que ainda tentará impor sucesso a algumas marcas de forma desmerecida, mas esse barco de “aproveitadores” já começa a afundar no oceano da verdade, que a cada dia está mais evidente.
    Também, procuramos sempre divulgar outras publicações e sites. Ainda existem pessoas sérias, e sites sem vínculos com anunciantes ou lojas próprias.
    Muitos espaços foram criados de forma bastante interessante, imparcial e honesta, buscando unir os interessados neste hobby para troca de informações e aumentar o conhecimento sobre os temas ligados a ele, mas no final, acabaram servindo apenas de trampolim para um objetivo lucrativo pessoal.

    Vamos torcer para que nosso hobby cresça de uma forma mais adequada aos interesses do consumidor.

    Um abraço,

    Eduardo

  8. É caro Eduardo,excelente testo,isso é coisa do Brasileiro e não o Brasil,como todos usam falar,pois o país é maravilhoso,o povinho que aquí reside que destorce,conturba tudo e à todos!
    Eu mesmo participei de teste de cabos de uma renomada marca Hi End,e realmente,a diferença de um cabo para o outro existe,é real,mas de que forma é feito isso,é que me intrigou um pouco,gostaria de ver como p/ex.,um cd de alguém,de múscia normal, comprado em loja,pois não tivemos acesso aos tais cds,então não sei(bemos) como são os tais cds.
    E sobre os preços dos produtos de som,não são só som,veja os preços dos carros vindo do Mexico,é uma vergonha,sem falar dos preços da gasolina.Chega…

    Abraços
    André

  9. Eduardo (e amigos), boa tarde, novamente você se supera em um novo e polêmico artigo.
    Realmente vivemos uma situação vergonhosa. Já reparou que revistas, fóruns, escritores, estão na maior parte envolvidos com lojas e revendas? O que podemos imaginar?

    Vou lhes dar um exemplo. Estive numa loja em Campinas, interior de São Paulo, para comprar um aparelho muito elogiado num fórum. Quase fechei a compra, e num determinado momento o dono da loja me perguntou -pode ser sem nota? Eu disse -Não. Aí ele me perguntou -pode ser uma nota menor?. Realmente um absurdo isso. E veja, eu não ia ter nenhum desconto por aceitar sem nota.
    Ao final, não fechamos negócio porque precisei avaliar outra questão primeiro.
    Por sorte, posteriormente vi aqui no seu site que o tão elogiado aparelho foi mal num teste comparativo com outros, sequer tido sido recomendada para compra.
    Te agradeço por isso.
    Muito sucesso e tomara que este site tenha uma vida muito longa. Até agora é a única coisa que vi que me deu alguma confiança.
    Outra coisa, o que é o Clube do Audiófilo e como faço para ingressar nesse clube? É gratuito?

    Grande abraço meu caro.
    Muitíssimo obrigado.

    Laerte de Lucca

  10. Laerte,

    Obrigado.
    Essa questão que você citou é outro problema que vivemos.

    O Clube do Audiófilo é uma comunidade restrita. Para conhecê-lo, acesse: http://www.hifiplanet.com.br/clube/
    Claro que pode participar. Leia o tópico de apresentação (os demais são ocultos e acessíveis somente aos membros do clube) e confirme que se encaixa no propósito do clube.
    Gratuito sempre…

    Abraço

  11. Não é só na area de som hi fi e hi end que acontecem abusos. olha só essa nota publicada no caderno de informatica da Folha de SP em 06/07 sobre a camera cyber-shot dsc hx9v da sony: preço nos EUA US$ 350, preço no site da sony no Brasil R$ 1699. Isso mesmo 3 vezes o valor cobrado no mercado americano( se compararmos o preço levando em conta o padrão salarial EUAXBrasil deve chegar perto de 8 vezes). Devem achar que a gente é idiota.Quanto as revendas de aparelhos de som no brasil, fazem mais de 3 anos que espero a nota fiscal das minhas caixas Whaferdale compradas na Audioland, alias a revenda ate fechou. O meu integrado e pre de fono da Cambridge comprado na Gramophone so teve nota depois de muita insistencia minha e porque eu tinha pago com cheque nominal. Garantia? Espero nunca precisar porque não vou ter. Por isso mesmo que comprei o Dac M1 da musical Fidelety e os cabos advanced acousting com o Pedrão. Não tem nota nem garantia? tudo bem, paguei só cerca de 15% mais caro do que o preço de balcão nos EUA. Porque em ambos os casos se precisar de assistencia tecnica, vou ter que pagar do meu bolso.

  12. Caro Cabrini,

    Obrigado pela participação.

    Não apoiamos o mercado paralelo, mas também não podemos ignorá-lo.
    Sites como Mercado Livre anunciam produtos aos montes, sempre com preços mais acessíveis, e estão vivos até hoje. Enquanto essas lojas “oficiosas” vivem nos deixando na mão, e não agem tão diferente. Passei a mesma situação com um receiver da Marantz. Me deixaram na mão…

    Muito triste isso.

    Abraço

    Eduardo

  13. Bom, é importante lembrar que não são somente impostos, mas as lojas físicas também têm funcionários, com todos os encargos trabalhistas previstos, contas de luz, telefone e água, aluguél, carros, despachantes, contadores, equipamentos de exposição e etc… Porém, aqui se sonega de tudo, o “empresário” cobra como se ele pagasse todos os impostos e demais encargos, mas na realidade o que vemos é uma sonegação geral, que não é repassada ao consumidor, ou seja, ele embolsa toda a diferença para si. Sem falar que na eventual falência, o Brasil é o país das empresas falidas, mas cujos os donos estão milionários, com patrimônios inalcançáveis pela justiça. Se cobrassem o preço justo acredito que todos nós compraríamos em lojas, mas infelizmente somos compelidos a comprar no mercado paralelo, ou pela internet, através de leilões e sites especializados, eu pelo menos me recuso comprar numa loja sem NF, acho o cúmulo, para comprar sem nota, mau atendimento e pós-venda péssimo, então prefiro que seja pagando mais barato no mercado alternativo, que tem muita gente honesta cobrando o justo, dentro da nossa realidade financeira.

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